12 perguntas e respostas sobre os celulares 4G

A Anatel realizou, nesta terça-feira, o esperado leilão de frequências para a implantação da telefonia 4G no Brasil.

Com ele, está dada a largada para que os telefones celulares, tablets e demais equipamentos móveis entrem numa nova fase no país. O acesso veloz à internet em qualquer lugar deve levar ao aparecimento de uma variedade de novos serviços. Veja doze perguntas e respostas sobre a telefonia 4G.

1 — Que benefícios o 4G traz para o consumidor?

O benefício principal do 4G é o acesso à internet mais rápido. Essa tecnologia deve permitir, por exemplo, assistir a vídeos de alta qualidade em serviços como YouTube e Netflix, via internet móvel. Também deve melhorar muito o funcionamento de serviços de bate-papo com vídeo, como o Skype.

2 — Na prática, como o 4G se compara ao 3G?

Embora, na teoria, possam chegar a 14,4 megabits por segundo (Mbps), conexões 3G raramente vão além de 2 Mbps. Já a internet via 4G costuma chegar perto de 20 Mbps nos países onde já está disponível. Ou seja, o 4G é cerca de dez vezes mais veloz que o 3G.

3 — Quando o 4G vai estar disponível no Brasil?

As operadoras devem ativar as redes 4G em várias etapas, seguindo um cronograma elaborado pela Anatel. Veja algumas datas:

– Abril de 2013 – Redes 4G devem começar a funcionar em Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador.

– Dezembro de 2013 – É a vez de Cuiabá, Curitiba, Manaus, Natal, Porto Alegre e São Paulo.

– Maio de 2014 – Todas as capitais e outras cidades com mais de 500 mil habitantes devem ter 4G.

– Dezembro de 2015 – O 4G deve chegar aos municípios com mais de 200 mil habitantes.

– Dezembro de 2016 – É a vez das cidades com mais de 100 mil habitantes.

– Dezembro de 2017 – Localidades com mais de 30 mil habitantes deverão ter pelo menos uma operadora com 4G.

4 — Isso significa que, em 2013, todos os bairros de Brasília, por exemplo, terão 4G?

Não. No início, as conexões de quarta geração poderão estar disponíveis apenas nos bairros mais centrais. Com o tempo, a cobertura será estendida a mais lugares.

5 — Todos os celulares são compatíveis com redes 4G?

Não. No momento só alguns modelos de smartphones – como o Galaxy S III, da Samsung, e o Lumia 900, da Nokia – estão disponíveis em versões compatíveis com 4G. Essas versões 4G ainda não estão à venda no Brasil. Mas devem chegar quando as operadoras ativarem suas redes de quarta geração.

6 — Um celular 4G comprado no exterior vai funcionar no Brasil?

Não necessariamente. A telefonia 4G usa faixas de frequência de rádio que não são iguais em todos os países. Assim, é possível que um celular ou tablet 4G comprado em outro país não funcione em 4G no Brasil. O novo iPad, da Apple, por exemplo, não é compatível com a faixa de frequências adotada no Brasil.

7 — Meu celular ou tablet 4G terá acesso à internet via 3G?

Sim. Todos os celulares 4G são compatíveis também com redes 3G e 2G.

8 — Todos os serviços anunciados como 4G são mesmo 4G?

Há discussões sobre isso. Um definição oficial da União Internacional de Telecomunicações (ITU) diz que uma linha 4G deve oferecer acesso à internet a 100 Mbps em deslocamento rápido (num carro ou trem) e 1 (Gbps) imóvel. Mas os serviços atuais chamados de 4G pelas operadoras trabalham em velocidades menores que essas. A ITU já admite chamá-los de “4G”, considerando-os como serviços de transição para futuras redes mais velozes.

9 — Os planos de telefonia 4G serão mais caros que os 3G?

No início, sim. Com o tempo, porém, planos que incluem 4G tendem a se tornar a opção padrão das operadoras, com preços que não se diferenciam muito dos do 3G.

10 — Por que a Anatel teve de fazer um leilão para implantar o 4G?

Para montar uma rede 4G, a operadora precisa ter uma faixa de frequências de rádio reservada para isso. Como as frequências disponíveis são limitadas, a disputa para usá-las é muito acirrada. O espectro de radiofrequências é uma espécie de patrimônio público do país. Assim, faz sentido que as operadoras paguem para usá-lo. O leilão é uma maneira prática de receber esse pagamento e decidir qual operadora tem direito a usar qual frequência.

11 — LTE e 4G são a mesma coisa?

Não. Long Term Evolution ou LTE é uma das tecnologias usadas na implantação de redes de quarta geração. É a que está sendo adotada no Brasil. Em alguns países, existem redes 4G baseadas em outras tecnologias, como WiMAX.

12 — Existem redes 5G?

Há estudos sobre como poderá ser uma rede de comunicações móveis ainda mais avançada que a 4G. Mas o nome 5G é usado apenas informalmente. Não há nenhum padrão de telefonia oficialmente chamado de 5G. Desde que os primeiros celulares surgiram, em 1981, tem aparecido uma nova geração a cada década (2G em 1992, 3G em 2001 e 4G em 2011). Assim, a próxima geração só deve começar a se materializar depois de 2020.

Fonte: Info Online

O que importa na hora de comprar um tablet

Depois do sucesso do iPad, o mercado de tablets explodiu. O aparelho da Apple não inventou a categoria: notebooks “conversíveis” com telas sensíveis ao toque e reconhecimento de escrita, rodando Windows, já existiam há alguns anos, mas o iPad foi o primeiro tablet a fazer sucesso entre os consumidores e com seu baixo peso, tela enorme e longa autonomia de bateria praticamente definiu o que se espera de um tablet moderno.

Praticamente todos os fabricantes, de A (Acer) a Z (ZTE), tem um tablet nas lojas, ou planos para lançar um muito em breve. As configurações são as mais variadas possíveis, indo de aparelhos com telas de 7″ até as 10.1″, assim como a faixa de preço: você pode pagar R$ 350 por um tablet de procedência desconhecida ou R$ 2.600 por um iPad 2 com 3G e 64 GB de memória interna.

Com tantas opções fica difícil escolher, e erra quem pensa que todos os tablets são iguais. Um modelo com câmera de 5 MP é realmente melhor que um com câmera de 3 MP? 3G é mesmo necessário? Tela de 7″ ou de 10″? Para responder a estas perguntas elaboramos este guia, com o que não importa, o que às vezes importa e o que realmente importa na hora da compra.

Preço e capacidade de memória: fique de olho

Cuidado com as “pechinchas”: as lojas estão cheias de tablets “baratinhos” de fabricantes desconhecidos que são um verdadeiro desperdício de dinheiro. Há alguns pontos em comum: todos tem uma tela de 7″, aceitam “modem 3G” (geralmente com o uso de um adaptador), e se parecem com um iPad que encolheu (com direito ao botão “Home” logo abaixo da tela). Alguns tem até TV (digital ou analógica), e todos tem um preço atraente: entre R$ 350 e R$ 600 reais.

Mas o maior ponto em comum é que todos são horríveis. A tela usa tecnologia resistiva e não responde bem aos toques. A qualidade de imagem é ruim. O desempenho é baixo, mesmo em tarefas simples como a navegação na web (se puder, tente acessar um site como o nosso e role a tela. Se o tablet engasgar, fuja). E a autonomia de bateria é invariavelmente ruim, às vezes menos de duas horas por carga, com tempo de recarga de 4 horas ou mais. Um bom exemplo destes aparelhos é o Smart Tablet T7 da Digital Life.

Comprar um tablet destes é certeza de decepção. Sabemos que o preço às vezes é irresistível, e é fácil tentar racionalizar a escolha pensando “Ah, não vou usar muito”, mas seja forte. A dica é: se você nunca ouviu falar da marca, não compre.

Quanto à memória, vale o ditado: “Cautela, canja de galinha e espaço em disco não fazem mal a ninguém”. Tablets são dispositivos para consumo de mídia, como vídeos e fotos, e estes arquivos exigem muito espaço em disco. Na hora de decidir a compra, opte pelo modelo com a maior capacidade de memória que puder.

16 GB é um começo, mas quando mais, melhor. Se o tablet tiver entrada para cartões microSD, melhor ainda: significa que se você abarrotar a memória interna de músicas pode expandí-la com cartões que são pequenos e fáceis de encontrar, e estão disponíveis em modelos com capacidade de até 32 GB.

O que não importa

Câmera: na maioria dos tablets atualmente no mercado a câmera serve mais como uma “conveniência” para que você não perca um momento, do que como um recurso realmente importante.

Os tablets são desajeitados demais para substituir uma câmera de bolso, e mesmo os sensores de 5 MP na maioria dos modelos com o sistema operacional Android produzem imagens de qualidade apenas mediana, que não se igualam às produzidas por um bom smartphone ou mesmo uma câmera digital doméstica básica. O mesmo vale para o “vídeo em HD” gravado pelos aparelhos: a resolução é realmente HD (1280 x 720 pixels), mas a qualidade da imagem (em termos de cor, nitidez, contraste e exposição) deixa a desejar.

O que às vezes importa

Tamanho e peso: O tamanho e o peso de um tablet influenciam com que frequência e como ele será usado. Se ele for grande e pesado demais, você irá pensar duas vezes antes de colocá-lo na bolsa em uma viagem. Se a tela for pequena demais, pode não ser o ideal para quem quer jogar ou assistir filmes.

Por isso, é importante pensar em como você irá usar o tablet. Se você pretende usá-lo como livro eletrônico (e-Book), para ler e-mails, navegar na web e acessar redes sociais, um modelo leve e com tela de 7″ como o Samsung Galaxy Tab original ou Positivo Ypy 7″ pode ser o suficiente. Se pretende assistir filmes e séries ou jogar, é melhor investir em um aparelho com tela de 10″ como o Motorola Xoom. Modelos com tela de 8.9″ são um meio-termo bastante interessante, mas no momento só há um modelo nessa categoria no mercado nacional, o Samsung Galaxy Tab 8.9″ 3G.

Conexão 3G: Outro recurso que depende da forma de uso. Conexão à internet em qualquer lugar é com certeza uma idéia interessante, mas lembre-se de que você precisará contratar um plano de dados com uma operadora, o que implica em um custo mensal. E aparelhos com 3G integrado são um pouco mais caros que as versões apenas com Wi-Fi.

Se você vai usar o tablet apenas em casa, não precisa de um modelo com 3G. Mas se planeja usá-lo “na rua” durante o dia todo, 3G é essencial para se manter conectado. Se você tem um smarthone Android ou um iPhone, tem uma terceira opção: comprar um modelo Wi-Fi e compartilhar a conexão 3G do celular com o tablet via “Tethering”, recurso também chamado de “Ponto de Acesso Móvel”, “Roteador Wi-Fi” ou “Wireless Hotspot”.

O que realmente importa

Autonomia de bateria: Tablets são a representação perfeita da computação móvel, mas não há mobilidade se você precisa procurar uma tomada a cada duas horas. A autonomia de bateria de um tablet deve ser de no minimo seis horas, quanto mais melhor.

Aplicativos: Seu tablet pode ter um processador quad-core, câmera de 12 MP e 256 GB de memória interna com conexão 5G. Mas mesmo assim vai ser um peso de papel se você não tiver software, ou “apps”, para rodar nele. São elas que permitem que você navegue na internet, leia e responda a e-mails, atire pássaros enfurecidos contra porcos ou assista vídeos. No final das contas o hardware é apenas uma “janela” para o software.

Nesse ponto o sistema da Apple, o iOS, leva larga vantagem: já são mais de 140 mil aplicativos otimizados para o iPad e iPad 2, segundo a empresa. Tablets com o sistema Android 3.x “Honeycomb”, da Google, saem perdendo com um catálogo muito menor, embora a Google não divulgue números detalhados. Isso não quer dizer que não há aplicativos, apenas que a variedade é menor. Felizmente a situação tende a melhorar, especialmente com a chegada do Android 4.x “Ice Cream Sandwick”.

Não importa se rodam Windows, iOS ou Android, os tablets são uma evolução natural da idéia do computador pessoal e vieram para ficar. E com um pouco de cuidado na escolha, você também poderá tirar proveito de toda a praticidade e versatilidade que eles tem a oferecer. Boas compras!

Internet móvel pré-paga no Brasil: um comparativo entre as principais operadoras

O Brasil está se tornando um “país conectado”, muito em parte graças ao acesso à internet móvel. Além de ser mais flexível do que as conexões residenciais, elas são cada vez mais baratas, disponíveis até em planos pré-pago. Por conta deste fácil acesso, o número de pessoas conectadas a redes sociais, serviços de mensagens instantâneas e e-mails em qualquer lugar tem aumentado em um bom ritmo. Mas… qual desses planos é o mais vantajoso para você usar no seu smartphone?

Vamos fazer uma análise das atuais ofertas das quatro principais operadoras brasileiras, demonstrando como está o cenário da internet móvel pré-paga no Brasil. Vamos mostrar as principais características, e os prós e contras de cada plano. Você verá que existem serviços para todos os tipos de usuários e smartphones – mesmo pra quem tem um smartphone “top” e não quer gastar muito com um plano de dados.

Mas, antes vale lembrar que para alguns perfis de uso, e principalmente em alguns smartphones, o uso da internet pré-paga é apenas um recurso de emergência. Entendemos que o propósito de nossa análise é orientar o consumidor que não pode (ou não quer) gastar muito dinheiro em um plano de dados, mas que deseja estar minimamente conectado para suas atividades online. Por outro lado, não adianta muita coisa você adquirir um smartphone como o iPhone, o Galaxy S II ou o Motorola RAZR se você não contratar um bom plano de dados. Apesar de alguns planos descritos a seguir permitirem um uso satisfatório com os smartphones “top” de linha, recomendamos que o usuário considere a possibilidade de adquirir um plano de dados pós-pago, onde o limite de dados e a velocidade ofertada são maiores.

Outro detalhe a ser considerado: os ajustes de consumo de dados nos smartphones (independentemente do tipo de aparelho) também é um fator relevante na hora de escolher seu plano. Telefones capazes de gerenciar com eficiência o consumo de dados, com opções que desabilitem a conexão quando o telefone ficar em stand-by, são altamente recomendados para quem contrata planos de internet pré-pagos. Além de controlar o volume de dados, oferecem uma melhor relação custo-benefício no final do mês.

Por fim, alguns aplicativos específicos, como o Opera Mini e o WhatsApp possuem um consumo menor de dados. Vale a pena o usuário dar preferência aos programas que comprovadamente consomem uma menor quantidade de dados. Assim você terá um bom equilíbrio na relação “preço pago/serviço oferecido”, já que você pode otimizar o desempenho de sua conexão – principalmente para o caso de você contratar um pacote com redução de velocidade depois de um período determinado de uso.

Dito isso, segue abaixo observações sobre os planos ofertados pelas principais operadoras nacionais.

Vivo

Internet no Vivo Pré/Controle

Preço: R$ 9,90/mês
Tipo de conexão: 3G/GPRS/EDGE ilimitada (com redução de velocidade)
Pacote de dados: 20 MB
Velocidade: até 1  Mbps (no limite de 20 MB de dados; depois desse limite, a velocidade é reduzida para 32 Kbps)

O Vivo Pré surgiu como uma alternativa aos usuários do serviço Vivo ON, que desejavam uma maior liberdade de acesso à web, mas que ao mesmo tempo não querem pagar muito por um acesso simples a partir do seu celular ou smartphone. Com esse tipo de conexão o usuário não fica limitado apenas às redes sociais e e-mails, mas pode navegar por todo e qualquer tipo de conteúdo na internet, sem nenhum tipo de cobrança adicional.

O serviço é um dos mais baratos entre as operadoras, custando R$ 0,33 por dia de acesso. Porém, diferentemente de outras operadoras, o Vivo Internet Pré Ilimitado obriga o usuário a assinar o pacote de acesso pelo mês todo, sem contar com uma opção de cobrança avulsa pelo dia acessado (algo mais vantajoso para boa parte dos usuários).

Uma das vantagens do serviço é que ele oferece a velocidade mais alta entre os planos pré-pagos (1 Mbps). Porém, a alegria dura muito pouco: o serviço só garante essa velocidade até o consumo de 20 MB de dados. Ultrapassado esse limite, você vai ter que se contentar com uma velocidade de 32 Kbps até o final do período de 30 dias contratados. No início de um novo ciclo, o valor correspondente ao plano é debitado dos créditos do usuário, e a velocidade máxima é restabelecida.

Recomendado para:
os usuários que só vão acessar e-mails e redes sociais ocasionalmente, em telefones com baixo consumo de dados. Para quem utiliza as redes sociais de forma mais intensa e deixa o serviço de pushmail do iPhone ligado, esse pacote de dados só vai funcionar de forma plena por poucos dias. Depois disso, com a queda de velocidade, o serviço se torna inviável para os mais exigentes. Veja mais informações.

Oi

Oi Dados (para Oi Celular e Oi Controle)

Preço: R$ 9,90/mês, R$ 2,90/semana, R$ 0,50/dia
Tipo de conexão: 3G/GPRS EDGE ilimitada (com redução de velocidade)
Pacote de dados: 30 MB (mensal), 15 MB (semanal), 5 MB (diário)
Velocidade: até 1 Mbps (no limite de dados previamente estabelecido; depois desse limite a velocidade é reduzida para 50 Kbps)

É uma variante da proposta oferecida pela Vivo, mas com maior flexibilidade de preços e opções. Aqui o usuário pode escolher qual o período de acesso que deseja, com o valor que melhor cabe no bolso, dependendo do seu propósito de uso. Além disso, a oferta de internet pré-paga da Oi pode ser integrada a outros pacotes de serviços, trazendo uma combinação de produtos e funcionalidades da operadora.

A opção de conexão mensal possui um pacote de dados um pouco maior do que aquele ofertado pela Vivo, mas não muito: apenas 30 MB. Ao ultrapassar esse consumo, o usuário ficará limitado a uma conexão com velocidade de 50 Kbps até o final do período. A regra de redução de velocidade vale também para os pacotes semanal e mensal.

A vantagem da Oi é permitir que o usuário faça a contratação avulsa do serviço, de acordo com a sua necessidade. Para aqueles que não precisam de uma internet móvel, recomendamos a prática da contratação diária. A relação preço/pacote de dados é melhor (R$ 3,50/35 MB por semana, contra R$ 2,90/15 MB por semana), e oferece um uso mais completo do celular ou smartphone. Mesmo assim, o pacote diário oferece apenas a metade do volume de dados de alguns concorrentes.

Recomendado para: os usuários que não vão utilizar a internet móvel todos os dias. Para aqueles que só precisam acessar a web em dias e situações específicas, e para proprietários de smartphones que possuem um uso moderado de dados (e-mails, mensagens instantâneas e redes sociais). Veja mais informações.

Tim

Tim Infinity Web Pré

Preço: R$ 0,50/dia
Tipo de conexão: 3G/GPRS/EDGE ilimitada (com redução de velocidade)
Pacote de dados: 10 MB/dia (ou 300 MB/mês)
Velocidade: até 300 Kbps (no limite de dados previamente estabelecido; depois desse limite, a velocidade é reduzida para 50 Kbps)

A Tim foi pioneira na proposta de internet pré-paga ilimitada no Brasil. Lançou o serviço em 2010, e hoje se tornou um dos pilares de serviços oferecidos pela operadora, que também integra serviços de torpedos e chamadas ilimitadas aos seus serviços (de Tim para Tim).

Diferentemente dos serviços da Vivo e da Oi, não é necessário se cadastrar previamente para a usar a conexão, pois o serviço está automaticamente inserido na linha do usuário. Ou seja: assim que você compra o chip, basta colocá-lo no seu celular e usar a internet. Esse benefício torna o produto mais fácil de usar, ótimo para o público-alvo que a operadora deseja conquistar.

Por outro lado, a conexão é consideravelmente mais lenta do que os seus concorrentes. Você estará limitado aos 300 Kbps ofertados pela operadora, e dentro de um limite de até 300 MB de dados ao mês. Fazendo as contas para um consumo mensal (o que não deve acontecer, uma vez que o serviço só debita créditos do usuário no dia que utilizar a conexão) o valor máximo de R$ 15,50/mês (para os meses de 31 dias) por até 300 MB de dados é a melhor relação custo/benefício que os usuários podem encontrar.

A quantidade de 10 MB de dados diários é aceitável, até mesmo para que usuários de iPhone e Androids “top” aproveitem um pouco mais dos seus dispositivos. É claro que não dá pra ver vídeos de forma desenfreada, mas é possível ver seus e-mails, atualizar as redes sociais e trocar mensagens instantâneas durante um dia de trabalho, e com uma certa folga.

Recomendado para: os usuários que não vão utilizar a conexão móvel todos os dias. Para quem tem um uso mais elaborado dessa conexão, recebendo um volume maior de e-mails e mensagens instantâneas. Para quem tem um smartphone com recursos avançados, mas não pode contratar um plano de dados pós. Veja mais informações.

Claro

Internet Pré a R$ 0,50/dia ou Pacotes Internet Pré

Preço: R$ 0,50/dia, R$ 6,90/quinzenal, R$ 11,90/mês
Tipo de conexão: 3G/GPRS/EDGE ilimitada (com redução de velocidade)
Pacote de dados: 10 MB/dia, 150 MB/quinzena, 300 MB/mês
Velocidade: até 300 Kbps (no limite de dados previamente estabelecido; depois desse limite, a velocidade é reduzida para 32 Kbps)

A Claro ataca em duas frentes. Quando lançou a sua opção de internet pré-paga, ofereceu dois pacotes avulsos: um com período de 15 dias, com quantidade de dados de até 150 MB; e outro para 30 dias, com dados de até 300 MB. Os valores são fixos por período, e a contratação é feita pelo site ou por SMS. Porém, quando a Claro percebeu que a oferta da Tim de cobrança avulsa por dia era mais vantajosa para o seu público-alvo, ela resolveu repetir a mesma estratégia.

Com isso, a Claro possui ofertas flexíveis para diferentes perfis de uso. Os pacotes quinzenal e mensal possuem uma peculiaridade que pode ser interessante para muitos usuários: diferentemente dos concorrentes, o pacote de 150 MB ou 300 MB de dados não são fracionados em 10 MB por dia. Se o usuário precisar utilizar um volume de dados maior em um determinado dia, não terá a tal queda de velocidade naquele dia em específico, mas só quando atingir a cota total do pacote. Esse detalhe é muito importante para quem sabe que vai usar um grande volume de dados em situações especiais. Além disso, nesse cenário, a utilização moderada desse pacote com os smartphones mais avançados é viável, apesar da velocidade de 300 Kbps.

Já na oferta de R$ 0,50 por dia de acesso, as mesmas características descritas no plano da Tim valem para o serviço da Claro, com a diferença de que, nesse caso, a redução da velocidade ao atingir a cota de 10 MB/dia é mais drástica, limitando a velocidade para 32 Kbps. Na prática, para troca de mensagens e emails, a velocidade mais baixa não traz diferenças tão grandes, e por isso pode ser desonsiderado se você aguentar ficar sem ver vídeos do YouTube longe de casa.

Recomendado para: os usuários que vão utilizar a internet no celular de forma ocasional. Para quem vai utilizar um volume de dados acima dos 10 MB em situações específicas. Para usuários de smartphones avançados, que podem ter um uso moderado com o pacote de dados, e se contentam com uma velocidade reduzida para o acesso à web. Veja mais informações.

7 alertas de como nossa linguagem tem sido reformatada pela tecnologia

À medida que a tecnologia e os negócios progridem, eles reformatam nossa língua e nossa linguagem. Mas nem sempre de maneira legal, quer dizer, de uma forma que a gente goste, entenda e ache certo.

Seja por serem gramaticalmente incorretas ou por soarem de forma para lá de esquisita, algumas delas ainda por cima são repetidas em todos os cantos, o que deixa leitores, consumidores e outros seres com aquele estigma de “cara chato”.

Vamos às campeãs dessas palavras neologicas-tecnogramaticais-terrivelmente-chatas:

1. Empresas “ponto.com” – A sapataria agora tem página na web? Pronto, virou ponto.com. O padeiro usa o twitter para informar sobre a última fornada? Mesma coisa: padoca.com.

Não tem jeito. Nem todos vão entender que empresas .com são um tipo de negócio que tem cerne no ambiente da web. Portanto, é melhor se acostumar com esse termo.

2. Convergência – O que um dia teve algum significado, o de apontar um rumo que a tecnologia deve tomar nos próximos tempos, passou a ser palavra para tudo. O celular, resultado da convergência de várias tecnologias, converge mídias diferentes que, por sua vez, convergem em uma plataforma, que converge…

3. “alguma coisa” killer – O buscador novo é um Google killer, o Facebook é o Orkut killer, a mídia digital é killer das mídias tradicionais. De tanto ouvir esse termo, que descreve com sensacionalismo a morte de uma entidade antes considerada imbatível, ficamos com vontade de virar o killer killer.

4. Solução – Um programa é uma solução? Sim. Um sistema também? Sim. Errrr, um conjunto de protocolos para transmissão de dados também é uma solução? Opa, pode apostar. Mas, se tudo é solução, onde está o problema? A solução? Se acostume com essa palavra, pois ainda vai ouvir falar muito nela.

5. A nuvem – Atenção, pessoal! As regras mudaram. Agora, tudo que estiver fora do servidor local está “na nuvem”. Gmail, Hotmail, YouTube… Tudo nuvem, certo? Errado. Quem entende do assunto e sabe que a nuvem é um conjunto de soluções que convergem para oferecer aplicativos não aguenta mais ouvir em nuvem isso ou nuvem aquilo.

6. Monetizar – Assim que alguém tem uma ideia brilhante de um novo negócio, começa a falar de que maneira tal empreitada irá “monetizar”. Aliás, sempre que alguém perguntar sobre lucro, receita, faturamento, o respondente vai usar essa palavra. Vale dissecar o cérebro do eloquente homem de negócios que não compreende que monetizar significa “juntar dinheiro”; dar retorno.

7. Sinergia – Evidentemente, a sinergia nas operações entre as empresas foi de fundamental importância. Sem essa sinergia, jamais teríamos alcançado os resultados positivos. No campo de futebol a equipe mostrou uma sinergia muito grande.

Basta! Que tal colaboração, entrosamento e entendimento, para descrever o que muitos CEOs não querem que compreendamos – ou seja, que houve combinações por baixo do pano e influência trafegando de um lado para o outro em nome da tal da sinergia.

Fonte: PC World/EUA

10 tecnologias que deveriam estar extintas (mas ainda vivem)

Você tem uma mensagem urgente que precisa ser transmitida imediatamente? Enviar um telegrama provavelmente não é a primeira opção que lhe vem à mente. E quando é hora de sacudir o esqueleto, você provavelmente não corre para colocar uma fita no toca-fitas ou um LP no toca-discos.

Estas tecnologias serviram ao seu propósito por um tempo, e então evoluíram para formas mais baratas e rápidas ou simplesmente desapareceram. Ainda assim outras tecnologias – como as máquinas de fax, telefones fixos e câmeras instantâneas – simplesmente se recusam a morrer, apesar das alternativas digitais serem superiores.

Aqui estão as dez tecnologias que deveriam estar mortas e enterradas, mas que ainda se agarram a um fio de vida.

1. O Telégrafo

Embora a Western Union tenha enviado sua última mensagem telegráfica em 27 de janeiro de 2006, ainda é possível enviar telegramas. Durante o auge de sua popularidade, em 1929, mais de 200 milhões de telegramas foram enviados. Em 2005 este número tinha despencado para apenas 21 mil.

O serviço iTelegram assumiu a rede telex da Western Union, e agora pode ser acessado via Web. Para enviar uma mensagem de primeira classe em prioridade (com entrega no mesmo dia) de Nova Iorque para Los Angeles o preço é de US$ 25, mais 88 centavos de dólar por palavra (quem em sã consciência ainda envia telegramas?). A Western Union ainda existe, embora aparentemente seu principais clientes sejam golpistas nigerianos que tentam fazer com que os internautas lhes enviem dinheiro.

2. Máquinas de escrever

Na era do tablets e smartphones, as máquinas de escrever são como o carro de Fred Flintstone – estritamente para os moradores das cavernas. Ainda assim as pessoas as compram e usam. Em 2009, por exemplo, o departamento de polícia da cidade de Nova Iorque virou manchete quando decidiu gastar quase 1 milhão de dólares em máquinas de escrever, basicamente para poder continuar usando formulários com múltiplas cópias em carbono para o registro de provas.

O principal mercado das máquinas de escrever parece ser os romancistas esnobes que alegam que não conseguem compor em nenhuma tecnologia lançada depois que Hemingway bateu as botas. Prova: em dezembro passado a Olivetti Lettera 32 portátil do autor Cormac McCarthy foi vendida por 225 mil dólares em um leilão (acreditamos que o preço também incluiu um suprimento de um ano de corretivo). Os lucros foram doados para o Santa Fé Institute. Já McCarthy foi às compras e prontamente adquiriu outra máquina de escrever manual por US$ 20 para substituir o modelo antigo.

3. Máquinas de fax

Apesar dos avanços nos serviços de fax via internet e da disponibilidade de scanners pra lá de baratos, esta máquina de escritório vinda das profundezas dos anos 80 ainda está entre nós: mais de meio milhão delas foram compradas nos últimos 12 meses, de acordo com o NPD Group, empresa que faz pesquisas de mercado. E não só por pessoas que ainda usam ombreiras e compram discos da Cindy Lauper: estas barulhentas e irritantes geringonças continuam a atrair corretores imobiliários, de seguros, advogados e outros profissionais que não confiam na autenticidade de documentos sem que haja uma assinatura em tinta neles.

“Sua sobrevivência é em parte testemunho do fracasso da tecnologia de assinaturas digitais, que nos permitiria trocar cópias certificadas e documentos e contratos por e-mail”, diz Ross Rubin, analista do NPD Group. “Assim como acontece com as urnas eletrônicas, há um nível de ceticismo na sociedade quanto à viabilidade de documentos digitalmente certificados”.

E para o resto do público? “Esqueça elas”, diz Tom Adams, VP de Marketing da Protus, empresa responsável pelo serviço de fax online MyFax.

“Máquinas de fax são tão anos 80!”, diz ele. “Se você ainda usa uma, é hora de colocá-la no porão junto com suas polainas e aquela cópia em VHS do Clube dos Cinco e passar a usar um serviço de fax via Internet”.

4. Telefones fixos

De acordo com a mais recente pesquisa do National Center for Health Statistics, quase 25% dos norte-americanos trocaram seus telefones fixos por celulares. Outros 22 milhões usam um serviço de telefonia sobre IP como o Vonage como substituto. Ainda assim, isto deixa mais de 100 milhões de lares firmemente amarrados a uma linha fixa. Não duvido que muitas destas linhas estejam ligadas a máquinas de fax.

Talvez não haja nada mais “coisa de velho” que uma linha fixa. Apenas 5% dos adultos com 65 anos ou mais vivem em casas sem linhas fixas, segundo o NCHS – sem dúvida em parte porque os serviços de emergência ainda não são tão confiáveis em aparelhos móveis quanto no bom e velho telefone fixo.

5. Toca-discos

CDs e MP3 deveriam ter matado o bom e velho “long play” faz tempo. Em vez disto os discos de vinil estão durando mais que o Cauby Peixoto, e os toca-discos estão junto. Vendas de discos de vinil aumentaram no ano passado, de 1.9 milhões para 2.8 milhões de unidades, de acordo com pesquisas do Nielsen SoundScan, embora isso seja um pingo d’água em um oceano quando comparadas aos CDs (374 milhões) e músicas em formato digital (1.2 bilhões).

Hoje em dia é possível encontrar toca-discos digitais que são plugados ao PC e convertem os velhos “bolachões” em arquivos digitais para você carregar no iPod. Até que isso não é ruim, já que a vida fica melhor a 33 e 1/3.

TV 3D: Chegou mesmo a hora?

Depois de décadas confinada aos filmes B na sessão da meia-noite, o 3D finalmente chegou às massas com uma enxurrada de filmes no novo formato sendo produzidos por Hollywood. E a tecnologia não está restrita às salas de cinema: em breve ela estará disponível em uma sala de estar ou monitor de computador perto de você.

Isto é, se você conseguir pagar. Vídeo em 3D requer equipamento que a maioria das pessoas ainda não tem, como TVs capazes de exibir imagens em 3D e os óculos que as acompanham. Uma TV 3D básica custa cerca de R$ 7.000, sem falar no preço dos óculos necessários para ver as imagens: a maioria das TVs vem com um par de óculos, mas se sua família tem quatro pessoas você terá de comprar pares extras.

Adicionar 3D a um PC também é caro. Por exemplo, um kit com óculos NVIDIA 3D Vision sai por R$ 750, mas isso é só parte do custo. Você também vai precisar de um monitor capaz de lidar com as imagens em 3D, que sai por cerca de R$ 650, sem falar em uma nova placa de vídeo compatível com a tecnologia: um modelo básico como a GeForce GTS240 sai por R$ 430. Além disso, seu PC precisa estar rodando um sistema operacional como o Windows 7 ou Windows Vista.

Portanto, embora o 3D em casa tenha se tornado viável, a tecnologia precisa se tornar muito mais do que uma “moda” para justificar o alto custo.

A história do 3D

Imagens 3D, ou “estereoscopia”, existem de uma forma ou outra há muito tempo. A idéia básica permanece simples: usam-se duas câmeras para fotografar a mesma cena de ângulos ligeiramente diferentes, como uma forma de reproduzir o jeito como os olhos humanos vêem o mundo. O View-Master, um brinquedo da norte-americana Fischer Price que alguns de nós tivemos quando crianças ou que demos a nossos filhos é um bom exemplo de um estereoscópio básico.

Outro exemplo é o 3D anáglifo, que usa os já clássicos óculos com lentes azuis e vermelhas. O processo, patenteado em 1891 pelo cientista francês Louis Ducos Du Hauron (e refinado a partir de uma técnica usada desde 1840) inicialmente permitia apenas a reprodução de imagens monocromáticas, mas inovações recentes, como o sistema ColorCode 3D apresentado na última década, são capazes de reproduzir uma gama bastante ampla de cores.

Como o 3D anáglifo funciona em praticamente qualquer formato (TV, filmes ou mídia impressa) e é relativamente barato de implementar, ele ainda é amplamente usado para conseguir efeitos 3D de forma rápida e barata. Até mesmo as placas de vídeo compatíveis com 3D da NVidia suportam o 3D anáglifo como um “mínimo denominador comum” para mostrar 3D em qualquer tela.

Entretanto, há dois grandes problemas com o 3D anáglifo: um é a falta generalizada de nitidez na imagem, já que os detalhes se perdem na lente vermelha; o segundo, é que parte da cor é perdida, mesmo se você usar um sistema que restaure as cores.

Quando o 3D chegou aos cinemas em 1950 – sua estréia foi no filme Bwana Devil, de Arch Oboler – usavam-se lentes polarizadas, um dos sistemas mais comuns para o cinema mesmo nos dias de hoje. As imagens para cada olho eram projetadas através de um filtro polarizador, e o espectador usava óculos polarizados que reconstruíam a imagem. Este sistema preserva as cores e não causa tanta perda de detalhes quanto o 3D anáglifo.

Mas o sistema exigia um tipo de tela que preservasse a polarização da luz, fenômeno onde as ondas luminosas são filtradas de forma que só aquelas que “vibram” em uma certa direção conseguem passar pelo filtro. Esta limitação tornou o sistema mais adequado para projeção no cinema do que na TV. Além disso, muitos objetos na tela ainda tinham “halos” estranhos ou cantos borrados, o que tornava desconfortável assistir as cenas por longos períodos de tempo.

Surge uma nova tecnologia

Foi necessária a invenção dos displays de cristal líquido (LCD), entre outras coisas, para chegarmos à tecnologia 3D “Active Shutter”, que é o atual “estado da arte” e base para a maioria das telas 3D no mercado atualmente.

Os espectadores usam óculos cujas lentes são, na verdade, painéis de cristal líquido que alternam entre bloquear ou deixar passar a luz para os olhos esquerdo e direito 120 vezes por segundo (120 Hz). Eles então olham para uma tela que é sincronizada com os óculos para exibir a imagem apropriada para cada olho. As imagens não tem cantos borrados ou “fantasmas” como nos outros sistemas, e tanto imagens em preto-e-branco quanto a cores podem ser usadas.

Mas há pontos negativos. Um deles é que, entre os óculos escurecidos e a troca da imagem 120 vezes por segundo, o brilho da imagem é na prática reduzido pela metade. Isto não é tão ruim se você está em uma sala escura (cinema ou home theater), mas pode ser problemático em outros ambientes. Segundo, você tem que usar óculos, e isso pode ser uma distração. Ainda mais para quem já usa óculos por causa de problemas de visão, ou acha os óculos 3D um incômodo.

Por fim, ainda não há um padrão para óculos 3D. Por exemplo, se você der uma festa para seus filhos e quiser mostrar aos convidados um cartoon em 3D em uma TV Sony, eles não conseguirão assistir usando os óculos de uma TV Samsung.

A escassez de conteúdo

Entretanto, o que importa mais que a tecnologia é o conteúdo. É ele quem manda, especialmente quando o assunto é 3D, e no momento não há muito conteúdo 3D no mercado, sejam transmissões ao vivo ou material gravado.

Muitas das barreiras para a geração de conteúdo 3D são técnicas e econômicas. Assim como os primeiros anos da cor criaram desafios técnicos para as equipes de cinema e TV, filmar em 3D requer câmeras especiais e capacidade técnica para usá-las. Não é algo insuperável – as pessoas podem ser treinadas no uso do novo equipamento em pouco tempo – mas só faz sentido se houver demanda por conteúdo 3D para justificar o esforço.

Claro, existe a possibilidade de converter material que já existe em 2D para 3D. Por exemplo, embora o remake de “Fúria de Titãs” não tenha sido gravado em 3D, foi lançado nos cinemas neste formato graças a um processo de conversão.

Também é possível que o próprio aparelho do espectador realize a conversão de 2D para 3D em tempo real. A versão atual do Cyberlink PowerDVD tem um recurso chamado TrueTheater 3D que permite a conversão de DVDs tradicionais em 2D para 3D. Aparelhos de TV da linha Cell TV da Toshiba também prometem fazer a conversão, e alguns modelos de TVs da Samsung já disponíveis no mercado nacional também trazem este recurso.

 

O problema com este processo é que ele exige a adição de informações (profundidade) que nunca estiveram presentes na imagem, e que nem sempre podem ser deduzidas a partir da simples análise de uma imagem (ou sequência de imagens como um vídeo) em 2D. Este foi um dos problemas enfrentados pelos estúdios de cinema quando fizeram a conversão de filmes como Fúria de Titãs e Alice no País das Maravilhas de 2D para 3D. Segundo os próprios especialistas, é necessário uma dose de trabalho manual para que a técnica realmente funcione, o que significa que os resultados de uma conversão automática de 2D para 3D feita por software ou hardware serão limitados na melhor das hipóteses.

3D: quem precisa dele?

Isto nos leva a outro problema com o entretenimento em 3D, um que não gera tanta discussão na comunidade técnica: os problemas artísticos e estéticos introduzidos pelo 3D.

O tamanho e detalhes da maioria das cenas em um filme, especialmente em uma tela grande, criam um efeito 3D próprio. Adicione 3D de verdade a isto e o diretor tem de tomar uma série de decisões extras: quão frequentemente posso cortar sem desorientar a platéia? O que manter em foco, um objeto ou toda a cena? Faço esta parte “saltar” da tela ou “afundar” dentro dela?

Questões como estas, mais os problemas técnicos gerados pelo 3D, fizeram o crítico de cinema Roger Ebert escrever um artigo para a revista Newsweek onde condena o 3D no cinema como um “truque inútil”. Seria uma forma de não só fazer os espectadores pagarem mais pelo ingresso, declarou, como de forçar os donos de cinemas a atualizar seu equipamento de projeção. O crítico do New York Times A. O. Scott disse que o 3D é mais adequado a animação do que filmes convencionais, que os “efeitos quase holográficos onde as coisas saltam da tela” parecem mais adequados a filmes “etéreos” como Alice no País das Maravilhas e Fúria de Titãs.

Em outras palavras, um bom filme em 2D não precisa de 3D para ficar melhor, assim como um bom filme em preto e branco não tem seu valor reduzido apenas por não ter cor.

Outro problema em potencial para o 3D é médico, e não estético. A CNN.com citou um professor de oftalmologia que alegou que 20% dos espectadores que assistem conteúdo em 3D por períodos prolongados de tempo sentem tonturas e náusea.

É possível por a culpa de parte disso no que acontece quando você pega conteúdo com cenas muito movimentadas, mais adequado a 2D, e o exibe em 3D. Os espectadores não conseguem focar o que está acontecendo rápido o suficiente e ficam enjoados. 3D também parece ser um incômodo para pessoas que tem problemas de visão como estrabismo ou epilepsia fotosensível. O efeito “estroboscópico” criado pelas lentes pode não ser perceptível para a maioria das pessoas, mas os que são sensíveis a ele podem ter de dores de cabeça a desmaios. A Samsung, que fabrica TVs 3D, já emitiu avisos sobre o problema.

Jogos

Filmes e TV em 3D podem não ser uma boa aposta, mas há outra forma de entretenimento que pode não só gerar mais interesse pelo 3D como ser feita “sob medida” para a técnica: video games.

Há várias razões pelas quais jogos e 3D combinam. Gamers são geralmente mais receptivos a novas tecnologias (e geralmente tem dinheiro para adquiri-las), a geração atual de consoles e placas de vídeo já suporta jogos e telas em 3D com uma simples atualização dos drivers ou firmware, e os jogos são o tipo de experiência onde o 3D pode ser realmente útil.

Tentativas anteriores de games em 3D, como o Virtual Boy lançado pela Nintendo em 1995, eram complexas pois dependiam de tecnologia que ainda não estava completamente desenvolvida e não funcionava em nenhum outro lugar. Mas os novos sistemas usam a mesma tecnologia 3D que já é encontrada nas TVs mais recentes, assim como aconteceu com a alta-definição.

Assim como os filmes, nem todo jogo se beneficia do efeito 3D, mas há os que se beneficiam imensamente.

3D sem óculos

Uma forma do 3D ganhar espaço contra o 2D é com uma tecnologia de telas que não exija o uso de óculos. A ficção científica brinca com este conceito há décadas: uma imagem holográfica projetada no ar, ou exibida dentro de um cubo ou esfera. Tais sistemas ainda estão distantes, mas há várias empresas que estão trabalhando em telas 3D que usam tecnologias já existentes de forma criativa.

A maioria dos leitores já deve ter visto uma forma de 3D chamada 3D lenticular, que usa uma folha de plástico coberta com linhas verticais como uma espécie de lente para criar um efeito 3D em cartões de visita e anúncios. Algumas empresas estão trabalhando em telas que usam uma variação desta tecnologia. Uma empresa chamada CubicVue vende um filtro filtro lenticular que é projetado para ser instalado sobre uma tela convencional. A empresa também diz que sua tecnologia pode ser embutida diretamente na tela, o que deve produzir melhores resultados.

Os fabricantes de telas não são os únicos interessados em 3D sem óculos. O Nintendo 3DS é um console que não só tem uma tela 3D como tem um sistema com duas câmeras capazes de tirar fotos 3D, que podem ser exibidas na tela principal do aparelho.

Conclusões

Sempre haverão pessoas que tem o desejo de ter o que há de mais moderno em tecnologia, e estas pessoas provavelmente já compraram uma TV 3D. Para o resto de nós, faz mais sentido esperar até que alguns dos problemas com a tecnologia 3D para uso doméstico tenham sido resolvidos.

A verdade é que o 3D não irá substituir o 2D – porque há muitas razões para manter o 2D. Ele é prático, eficiente e acima de tudo barato. Quase toda a tecnologia 3D existente hoje tem um custo extra. E mesmo quando o custo for reduzido, ainda assim será mais difícil criar conteúdo 3D que 2D – especialmente conteúdo originalmente em 3D e não algo meramente “sintetizado” a partir de 2D.

O que o 3D fez e vai continuar fazendo é criar um mercado pequeno e significante para conteúdo especializado. Ele não vai substituir o 2D, mas irá complementá-lo – da mesma forma como os netbooks e o iPad acompanham os desktops e notebooks convencionais. E a busca por uma tecnologia 3D que não requer nada mais que um par de olhos saudáveis é uma aventura por si só, que mal começou.

Fonte: PC World

Perguntas e respostas sobre a TV 3D

 

Panasonic PVT25

 

  • O que é a TV 3D?

TV 3D é um termo genérico para denominar a possibilidade de usuários experimentarem assistir a programas de TV, filmes, jogos de videogame e outros conteúdos de imagem com recurso de vídeo estereoscópico. Esse efeito é criado pela adição de uma terceira dimensão, que seria a ilusão de profundidade, além de altura e largura, que já é exibida pela TV normal.

  • Como a imagem 3D é obtida?

Essa ilusão é criada pela exibição simultânea de duas imagens idênticas mas ligeiramente separadas uma da outra: uma delas é para ser vista com o olho direito e a outra pelo olho esquerdo. Isso acontece porque os olhos de um adulto ficam distantes, um do outro, cerca de seis centímetros, ou seja, com pequenas diferenças de ângulo de visão entre a vista esquerda e a direita. Quando o usuário utiliza os óculos especiais, essas duas imagens são mixadas e simulam assim uma terceira dimensão.

  • Como essa tecnologia 3D se diferencia do antigo 3D que conhecíamos?

Os primeiros filmes ou fotos em 3D eram baseados no sistema de anaglifos, que utilizavam óculos com uma lente azul e outra vermelha. O resultado era quase sempre uma imagem de baixa resolução e pouca cor. O principal avanço dessa nota tecnologia 3D é a possibilidade de utilização de tocadores de blu-ray com resolução 1080p ou de TV com resolução normal, mas ainda assim bem melhora do que a dos antigos 3D. A principal evolução do novo sistema é a utilização de óculos LCD com obturador ativo. Isso significa que cada uma das lentes irá piscar se alternando à outra, com uma velocidade de 120 quadros por segundo. Estes óculos deverão ser sincronizados com a TV e terão bateria recarregável com duração aproximada de 80 horas.

  • Qual a diferença entre o sistema de TVs e o dos cinemas?

Apesar de ambos se basearem no sistema primário de exibir duas imagens levemente deslocadas, a principal diferença é o tamanho da tela e a consequente abrangência dentro de uma sala. Como a tela da TV é menor, talvez seja necessário sentar-se mais próximo do aparelho de TV para conseguir ter uma experiência mais agradável de 3D. Além disso, os óculos também são diferentes. Nos cinemas 3D são utilizados óculos polarizados. P.S.: Não vai adiantar nada afanar um óculos do cinema porque ele não funciona nas novas TVs 3D.

  • Qualquer um é capaz de ver imagens 3D?

Não. Cerca de 5 a 10% dos americanos sofrem de ambliopia, que é uma deficiência visual que impede a percepção de três dimensões. P.S.: Se existe um índice desses nos EUA, tudo indica que aqui no Brasil esse número de 5 a 10% também se repita). Com o uso dos óculos, estas pessoas poderão assistir aos filmes sem nenhum problema, mas a imagem será apenas 2D.

  • Assistir filmes 3D causa dor de cabeça?

Para curtos períodos não foi comprovado nenhum problema, mas algumas pessoas se queixam de dor de cabeça após longos períodos de exposição a imagens 3D. Isso tem sido uma preocupação das empresas que produzem conteúdo 3D, assim como eles também se preocupam em produzir materiais diferenciados para crianças, já que elas têm uma distância menor entre suas vistas.

 

Óculos especiais com bateria recarregável

  • É obrigatório usar óculos especiais para ver a TV 3D?

Sim. Todos que estão na sala de TV precisam usar os tais óculos. Infelizmente ainda não existe uma forma da TV exibir simultaneamente imagens 2D e 3D. No momento, há dois tipos de óculos 3D. O formato mais adotado pelos fabricantes de TV é o de óculos ativos. Eles possuem camadas de LCD em suas lentes, que abrem e fecham em sincronia com a TV para criar o efeito tridimensional. SOny, Panasonic, Samsung e Toshiba usam esse padrão. Há ainda os óculos polarizados. Eles são usados nas atuais salas de cinema 3D, mas não devem emplacar nas TVs. Algumas empresas já trabalham no desenvolvimento de TVs 3D que dispensam óculos. Mas por enquanto, isso está restrito aos laboratórios dos fabricantes. Esses protótipos exigem que o espectador fique em uma posição fixa e a uma determinada distância do aparelho. Qualquer movimento desfaz o efeito.

  • TVs de plasma e LCD podem receber novo software para exibir imagens 3D?

Na verdade, você vai precisar comprar aparelhos de TV novos se quiser ter uma TV 3D. Nenhum fabricante anunciou até o momento a possibilidade de adaptação ou upgrade para a exibição de imagens 3D.

  • Será necessário comprar novos tocadores de blu-ray, videogame ou home theater?

Sim. A única exceção é o sistema Play Station 3. A Sony anunciou recentemente que irá soltar uma atualização do seu sistema até o final de 2010 que permitirá que o mesmo aparelho que hoje roda jogos e filmes blu-ray em 2D também o faça em 3D, com a mesma resolução de 1080p. A única dúvida que paira no ar é que a Panasonic afirma que para se ter uma conexão Full HD em 3D, será necessário um cabo HDMI 1.4. E até o momento, o PS3 não dispõe de uma saída desse tipo, mas vale esperar para saber como isso deve acontecer.

  • Posso usar os meus cabos HDMI antigos?

Provavelmente não. Quase todos os fabricantes têm anunciado que para se obter imagem com altíssima resolução Full HD será necessário o uso de cabos HDMI 1.4.

  • Será possível assistir em 3D qualquer coisa produzida em 2D?

Durante a CES 2010, a Samsung e a Toshiba anunciaram que seus aparelhos terão conversores embutidos que permitirão assistir a praticamente qualquer programa de TV em 3D. E apesar de não esperarmos que estes sistemas funcionem perfeitamente no seu primeiro ano de lançamento, a CNet testou a versão de demonstração da Toshiba e ele pareceu funcionar direitinho.

  • As TVs 3D gastam mais energia?

Essa é uma pergunta ainda difícil de ser respondida. Os fabricantes não dizem nem que sim nem que não, enquanto outras fontes, como Bruce Berkoff, da Associação de TV LCD, dizem que não. No entanto, se você levar em consideração que os óculos bloqueiam luz é de se imaginar que as configurações da TV precisam ser mais claras e por consequência, necessitam de mais energia. Mas ainda é muito cedo para esse tipo de especulação.

  • As TVs 3D já vêm com os óculos? Quantos?

A Sony afirma que a LX900 terá dois pares de óculos, enquanto os modelos da Panasonic (VT25) e Toshiba (Cell TV) terão apenas um par. P.S.: Aqui no Brasil, o termo ‘um par de óculos’ refere-se a um único produto para ser utilizado por uma única pessoa. Ainda não existe a previsão de lançamento destes aparelhos, então fica difícil saber como serão as coisas por aqui.

  • Quanto vai custar uma TV 3D?

Ainda é muito cedo pra se saber o valor exato dos novos aparelhos de TV 3D, mas a expectativa é de que eles custem menos do que custavam os aparelhos de plasma e LCD quando foram lançados. O que já se sabe é que os óculos deverão custar cerca de US$ 100 cada um. P.S.: Aqui no Brasil, uma TV de plasma de 42 polegadas custava cerca de R$ 33 mil, o que nos faz imaginar que as TVs 3D cheguem ao Brasil por, pelo menos, uns R$ 25 a R$ 30 mil, e que cada óculos custe de R$ 250 a R$ 300.

  • Eu preciso de uma TV 3D agora?

Só se você for um cara que adora ter tudo que é tecnológico antes de todo mundo, também conhecido como early adopter. Pelos testes feitos até o momento, a TV 3D realmente traz um fator de surpresa para quem a experimenta: a sensação é bem semelhante à que é vivenciada dentro de uma sala de cinema, mas ainda é muito cedo para sabermos se dentro de casa, sob diferentes condições de luminosidade e ângulos de visão, a sensação se manteria inalterada.