Dez dicas que podem deixar sua banda larga mais rápida

Mau posicionamento de roteador sem fio pode fazer com que o acesso à web móvel seja lento

Mesmo com um serviço de banda larga bom, alguns usuários não conseguem navegar rapidamente pela internet. Às vezes pode ser o posicionamento do roteador sem fio, em outras uma configuração, ou até mesmo um programa desatualizado que pode atrapalhar. Com esse intuito, reunimos dez dicas baseadas no Broadbandchoices.co.uk – um site britânico que divulga artigos sobre banda larga – que podem deixar sua banda larga mais rápida, sem precisar colocar a mão no bolso. Se nenhuma das sugestões ajudar, pode ser que sua navegação realmente exija uma conexão mais rápida – nesse caso, é avaliar se não vale pagar um pouco mais pela velocidade:

Teste sua velocidade

Uma das primeiras coisas a serem feitas é saber quanto você recebe de velocidade da empresa que fornece banda larga. Há sites como o Velocímetro e o Teste sua velocidade. O primeiro, mais simples, mostra a simulação de quanto tempo demoraria para baixar programas como o Adobe Reader, o Mozilla Firefox e o WinRAR. Já o segundo, mais completo, mostra a velocidade de download – para baixar arquivos da internet – e upload – para “subir” ou enviar arquivos para a web.

Reposicione seu roteador sem fio

O roteador sem fio – ainda que não atrapalhe diretamente o link de internet – pode fazer com que os usuários móveis tenham uma internet mais lenta. Basicamente, essa lentidão ocorre pela posição do roteador sem fio, que distribui o sinal para os usuários. Para melhorar isso, é recomendável colocar o equipamento em uma região central da casa e, de preferência, em um local elevado. Quartos, paredes e portas fechadas atrapalham a transmissão de sinal de uma rede sem fio.

Coloque senha no roteador para evitar vizinhos “parasitas”

Há pessoas que deixam aberto o sinal do roteador sem fio, para evitar a preocupação com senhas ou tipos de autenticação. A recomendação é colocar uma senha e só distribuir para quem for usar a conexão móvel, pois sem senha a rede fica livre para qualquer um utilizar para o que quiser. Quanto mais pessoas penduradas na conexão, mais lenta ela irá ficar.

Atualize seu navegador

Com a constante atualização de browsers, os desenvolvedores têm incluído cada vez mais mecanismos que deixam a navegação mais rápida. Logo, sempre é bom estar em dia com as atualizações. Além disso, por mais que o Internet Explorer seja um dos navegadores mais utilizados no mundo, há várias outras opções como o Mozilla Firefox, o Google Chrome e o Opera, que funcionam bem em máquinas com configurações mais simples – podendo deixá-las mais rápidas.

Limpe o cache e histórico do navegador

Quando um computador acessa um site, ele armazena os arquivos da página. A utilidade disso é fazer com que o PC, ao acessar novamente o mesmo site, não precise “rebaixar” da internet aquelas informações gravadas. Com o tempo, quanto maior for o cache – arquivos temporários de páginas da internet – mais rápida pode ficar a navegação.

No entanto, o cache pode ficar muito grande e fazer com que o navegador fique lento. Nesse caso é recomendável fazer uma faxina nos arquivos temporários da internet. Os próprios navegadores têm ferramentas para limpar esse tipo de arquivo. Há ainda programas específicos, como o CCleaner.

Monitore suas aplicações
Se você precisa baixar algum arquivo grande, verifique se não há outros programas fazendo download de atualizações. Os programas que mais fazem isso são o Adobe Reader e o Windows Update da Microsoft. Dependendo do número de atualizações e da gravidade, às vezes, vale à pena deixar para fazer atualizações em um horário com menos tráfego na internet ou de inatividade no computador.

Desabilite software P2P

Programas compartilhadores P2P – como o Limewire, Ares ou Shareaza –,quando ativos, baixam (download) e enviam (upload) automaticamente arquivos de/para outros usuários. Se o internauta notar que o acesso a sites comuns está sendo prejudicado, é importante que ele feche esse tipo de programa, pois dependendo da fila de arquivos, a aplicação pode consumir muita banda.

Evite horário de pico

Como quase todo tipo de serviço, a internet também tem horários com maior tráfego, que acabam “congestionando” a rede. Segundo o presidente da Abusar (Associação Brasileira de Usuários de Acesso Rápido), Horácio Belfort, os horários de pico na internet são durante o horário comercial. “Após as 18h – quando boa parte das pessoas já saiu do emprego – inicia-se o que chamamos de horário de internet residencial. Nesse horário há uma diminuição considerável do tráfego”.

Ligue para a empresa que fornece banda larga

Caso o usuário esteja recebendo uma banda muito menor que a contratada – em geral, as empresas, em contrato, só garantem 10% da velocidade – ou tenha dificuldades em acessar sites em específico, a primeira providência é ligar para o provedor do serviço de banda larga contratado e verificar se há algum problema.

Use um servidor DNS

Outra dica interessante – recomendada para usuários avançados – que pode aumentar a velocidade da internet é a configuração de um endereço DNS (Domain Name Service). Esse tipo de servidor, define Belfort, da Abusar, funciona como uma espécie de “lista telefônica de sites”, que faz com que o acesso à internet fique mais rápido.

Antes de configurar um endereço de servidor DNS, é preciso ter um endereço IP do DNS de um provedor. O UOL, por exemplo, tem os endereços 200.221.11.101 (primário) e 200.221.11.102 (secundário). Basta ir nas configurações de rede do sistema operacional e digitar esses números. Há ainda endereços de DNS públicos, como o do Google Public DNS. Essa dica, como já dito, não é para usuários com conhecimentos básicos em tecnologia.

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Compartilhar não é crime

Sinto-me obrigado a comentar a Lei de Economia Digital do governo do Reino Unido. Essa nova lei é falha, pois pune os internautas que compartilham músicas. Temos de superar a ideia de que compartilhar música é um roubo. A obsessão por controle, o combate à pirataria e os formatos proprietários criados pela indústria apenas enfurecem os fãs de música.

A solução é parar de tentar vender as músicas por um preço definido. A indústria da música tem de pensar como um wiki. A música deve ser um serviço, não um produto. Em vez de comprar faixas, você poderia pagar uma pequena quantia mensal – vamos estimar cerca de 5 dólares – para acessar todas as músicas do mundo. As gravações seriam enviadas para você sob demanda, pela internet, para qualquer equipamento.

Todo consumidor teria seu canal e poderia fazer pesquisas no enorme banco de dados musical do jeito que quisesse – por artista, gênero, popularidade e assim por diante. O seu canal daria sugestões de acordo com seu gosto. Também seria possível ter acesso a um playlist com as favoritas do Mick Jagger, por exemplo.

Músicos, compositores e gravadoras seriam compensados por meio de sistemas que analisam sua popularidade. O bolo seria dividido entre eles de acordo com o número de vezes que a música fosse transmitida. Isso solucionaria o problema de direitos autorais. Ninguém mais iria “roubar” música. Por que tomar posse de uma música se você pode ouvi-la a qualquer hora, em qualquer equipamento?

Outras propostas poderiam solucionar o problema, mas elas também vêm de um pensamento do mundo wiki, de espírito de colaboração. Os especialistas em propriedade intelectual William Fisher e Neil Netanel argumentam que os sites P2P deveriam receber autorização para distribuir música gratuitamente. E quem pagaria por isso seriam os provedores de internet e os fabricantes de equipamentos. Outra iniciativa é a da Electronic Frontier Foundation, que propôs uma licença que daria ao comprador a imunidade de processos por compartilhamento de arquivos. Mais uma vez, as taxas cobradas para obter a licença remunerariam os artistas.

Pensamentos como esses têm o apoio de um número crescente de músicos. A Associação de Compositores do Canadá, por exemplo, está propondo uma taxa de 4 dólares mensais para acessar as músicas por demanda, que seria administrada pelos provedores de internet.

Em vez de criar novas propostas para o entretenimento digital, a legislação do Reino Unido mostra a persistência em um modelo de negócio ultrapassado. Assim, a indústria que nos trouxe os Beatles é odiada por seus consumidores e está entrando em colapso.

Fonte: Info Digital