Dez revelações surpreendentes sobre o iPad

A Apple conseguiu emplacar mais um gadget no topo dos mais desejados no mundo da tecnologia. O iPad chegou às mãos dos compradores e aos poucos surgem as primeiras críticas ao tablet – algumas óbvias, como a falta de suporte à Flash, outras nem tanto, como um teclado virtual que “dá para o gasto”. Mas quer saber quais são as primeiras impressões de um usuário normal? Veja os dez aspectos mais surpreendentes do aparelho segundo Ben Patterson, crítico de tecnologia do Yahoo News:

1. Ele voa
Os primeiros comentários sobre o iPad diziam que ele era incrivelmente rápido e, acredite, eles não estavam brincando. Os aplicativos literalmente voam para abrir e navegar pela web no Safari é muito mais rápido do que no iPhone.

2. É mais pesado do que pensava
“Uma libra e meia” (=680g) pode soar bem leve, especialmente quando você considera que um MacBookAir pesa 3,5 libras (=1,58kg). Mas o iPad pareceu surpreendentemente pesado na primeira vez em que Ben Patterson o segurou – “nada que fosse estourar minhas veias”, ele brincou.

3. Boa sorte se for ler e-books debaixo da luz do sol
Sim, o iPad supera o Kindle quando vemos sua tela colorida e a animação que simula o folhear de uma página. Mas a beleza da tela em preto e branco do Kindle, a e-ink, se sobressai: a leitura do texto é a mesma, mesmo debaixo de sol, sem reflexos irritantes. No iPad, a tela colorida não representa nenhuma vantagem, principalmente quando desaparece sob o reflexo da luz solar.

4. Teclado virtual QWERTY não é tão ruim
Não, não tem nada a ver com digitar num teclado de verdade, mas o teclado virtual do iPad não é nem de perto tão terrível quanto disseram. “Consegui digitar alguns e-mails razoavelmente grandes e com certeza é melhor do que digitar no iPhone. O segredo é relaxar e deixar o corretor automático fazer seu trabalho. Se você fica apertando o backspace para corrigir seus erros, vai ficar digitando o dia inteiro”, afirmou Ben Patterson. Segundo ele, é necessário ter em mente que será necessário fazer ao menos uma das coisas abaixo:

  • Sustentá-lo (ainda que desajeitadamente) no seu colo
  • Apoiá-lo numa mesa (o que não é a melhor solução tendo em vista a curvatura do tablet)
  • Segurá-lo com uma mão e digitar com a outra (o que diminuirá sua taxa de “palavras por minuto”)
  • Investir num teclado externo da Apple para iPad (US$ 79)
  • Usar uma case da Apple de US$ 39 para apoiar o iPad num ângulo bom

5. Não poder carregar o iPad por uma porta USB
Primeiro, o crítico tentou conectá-lo em seu hub USB, depois na porta USB do seu MacBook Pro, mas não, não deu certo – nem mesmo quando o iPad está sincronizando com o iTunes. Parece que o único jeito de carregar o iPad é, aparentemente, usar o adaptador AC para a tomada na parede. Ainda bem que dizem que a bateria dura 10 horas (*Atualização: segundo a Macworld, é possível carregar o iPad por uma high-power USB)

6. Vídeos em alta definição ficam demais!
A primeira coisa que Ben fez depois de desembalar o iPad foi ver o trailler de 720p de Avatar e… “uaaaau. Absolutamente lindo. Ver filmes durante um vôo nunca mais será o mesmo”.

7. Reflexos na tela distraem bastante
“No momento em que minha esposa e eu estávamos ‘maravilhados’ com o vídeo de Avatar, começamos a reclamar dos reflexos que aparecem na tela de vidro do iPad. Não é ruim quando você está na internet ou escreve um e-mail, mas enquanto vê um filme – especialmente numa cena mais escura – se prepare para ver o seu próprio reflexo olhando para você”, relatou.

8. Serviços baseados em localização funcionam bem
Um dos problemas com a versão com apenas Wi-Fi do iPad frente à versão com 3G é que falta à primeira o A-GPS, sistema que combina dados de satélite a triangulação de torres de celular para determinar sua localização, mesmo quando está num ambiente interno. Mas a versão Wi-Fi ainda pode tentar achar o lugar onde você está, usando sinais Wi-Fi por perto. Ben Patterson se disse impressionado quando seu novo iPad imediatamente zerou “no seu próprio apartamento”, faltando meio quarteirão. Nada mal.

9. O iPad pode fazer ligações, com uma pequena ajuda do Skype
Sim, o iPad prometeu que quase todos os aplicativos para iPhone funcionariam no tablet, mas havia dúvidas quanto ao Skype. “Hoje, entretanto, finalmente coloquei o Skype no iPad: fiz o login e liguei para 777-FILM. A próxima coisa que escutei foi: ‘olá, bem-vindo à Moviefone! Se você sabe o nome do filme que quer ver, digite ‘um'”, descreveu o crítico

10. O iPhone agora parece muito, mas muito pequeno
“Depois de testar o iPad por uma hora, mais ou menos, fui dar uma olhada no meu iPhone por um segundo e … poxa, o que é essa coisinha pequena? Tão insignificante!”, comparou.

Cinco bons aplicativos para iPad

Muitos duvidam do iPad, outros não aguentam mais ouvir falar do tablet, mas a verdade é que com os aplicativos rodando na tela de 9,7 polegadas, tudo pode mudar.

O próprio criador, CEO da Apple Steve Jobs, sabe da importância dos aplicativos desenvolvidos por empresas parceiras para criar a esperada “mágica” no setor da tecnologia. Sem eles, ao contrário do que ocorre com iPods Touch e iPhones, não há razão para o produto existir.

De início, são mais de 150 mil apps incumbidos de fisgar o consumidor e trazer novos modos de interação; alguns surpreendentes, outros decepcionantes, banais.

Confira abaixo cinco aplicativos que podem trazer algumas mudanças para a experiência do usuário, seja pela utilidade, pela inovação ou pelo acabamento.

Pandora Radio Velho conhecido dos fãs de música na web, a Pandora surge, de cara, como líder no setor de rádios online para iPad. Na tela do tablet, o app ganha uma dimensão diferente da que possui no iPhone, com mais detalhes gráficos, como capas de disco e informação dos artistas. Seu “cabeçalho” com o tocador de músicas e uma barra de buscas é bem similar ao iTunes. É gratuito, mas deve garantir a felicidade apenas dos americanos por tempo indeterminado.

Netflix Aqui o funcionamento é simples: seja um membro Netflix e assista a quantos filmes você quiser por streaming no iPad. São mais de vinte mil mídias disponíveis no acervo, que ainda possui um bom módulo de pesquisa e gerenciamento. Sim, o app é gratuito.

IMDB Fãs de cinema sempre querem consultar dados de filmes a qualquer instante; numa conversa ou mesmo no meio de um longa-metragem. Para a alegria de alguns, com o iPad em mãos e o app do IMDB instalado, todos os infinitos dados (são, por enquanto, cerca de 3,2 milhões de atores e mais de 1,5 milhões de filmes) aparecem na tela, inseridos num desenho de página especialmente pensado para o tablet. Ainda há trailers em HD, fotos, área de avaliação de filmes e uma loja de DVDs e Blu-ray. É da Amazon, é gratuito.

The Wall Street Journal Não se trata de uma escolha baseada no editorial, e sim, pelo modo que o Wall Street Journal promete trazer o conteúdo para o iPad. Com o aplicativo da publicação, os assinantes podem ler todo o jornal no tablet, com dados de mercado, vídeos e slides de fotos. Uma espécie de impresso animado na tela. Há ainda uma versão gratuita e mais simples com conteúdos limitados, mas esta não nos interessa tanto quanto a paga. Infelizmente.

Kindle Colorido, bem distribuído na tela sensível ao toque, com páginas animadas e configurações de ajuste de fonte e brilho. O Kindle chega ao iPad para vencer o iBook, sobretudo pelo fato de possuir um acervo bem maior que o “rival”: 450 mil títulos contra 60 mil. Fora isso, também faz bem o papel de oferecer gratuitamente algumas obras e dar amostras de todos os livros antes de efetuar a compra. Outro destaque é a ferramenta “dicionário”.

nologia pessoal

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Guilherme Pavarin, de INFO Online Domingo, 04 de abril de 2010 – 13h25

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O rival brasileiro do Kindle presta?

O leitor de livros digitais Kindle ganhou seu primeiro concorrente no Brasil. Vendido pela livraria virtual Gato Sabido, o Cool-er é fabricado pela Interead e tem menos recursos que o aparelho da Amazon. Ainda assim, não deixa de surpreender. Ele pesa apenas 178 gramas e vem com o software Adobe Reader Mobile 9, que melhora a leitura de PDFs – o aplicativo permite aumentar o tamanho das letras e reajusta a formatação, algo que o Kindle não faz. Está custando 750 reais.

Assim como o leitor da Amazon, o Cool-er tem tela de papel eletrônico de 6 polegadas, feita pela Vizplex. O display torna a leitura de textos agradável, inclusive contra a luz. Como é fosco, parece papel de verdade. Ele exibe, contudo, apenas oitro tons de cinza, o que compromete um pouco a visualização das imagens mais detalhadas.

Diferentemente do Kindle, o aparelho não possui teclado QWERTY físico. Ele conta apenas com um virtual, acionado ocasionalmente – na hora de fazer buscas, por exemplo. Como a tela não é sensível ao toque, usa-se o controle direcional na digitação, letra por letra, o que não é muito prático. Os botões da lateral esquerda abrem a biblioteca e os menus, e ainda giram a tela. Os da direita ajustam o zoom. O direcional seleciona opções e vira as páginas. A resposta é lenta, de quase 2 segundos para cada comando.

O Cool-er vem em oito cores. Além de vir com 1 GB de memória interna, o leitor da Interead aceita cartões SD. Dá para armazenar milhares de arquivos nos formatos suportados (PDF, EPUB, TXT, RTF, HTML, PRC, FB2, MP3 e JPG). O acervo da Gato Sabido ainda é limitado: existem cerca de 80 livros, a maioria com preços entre 25 e 40 reais. Mas dá para baixar muitas obras de domínio público.

Fonte: Info Reviews