O Google comprou uma Moto-encrenca

Esqueça o discurso do Google sobre como a aquisição da Motorola vai ajudar a dar uma supercarga no Android. A compra será um baita problema para a companhia.

De acordo com o posicionamento oficial, o principal motivo para a decisão foi o vasto portfólio de patentes ligadas à telefonia móvel da Motorola Mobility. Cada vez mais acuado por Apple e Microsoft, que acusam fabricantes do Android de ferir propriedade intelectual, o Google precisava se defender de alguma maneira. Os processos judiciais multiplicam-se e podem ser exigidas licenças de quem produz os celulares com o sistema operacional.

Para Florian Muller, especialista em patentes e autor do blog FOSS Patents, o argumento não faz o menor sentido. Ele afirma que a Motorola já está em confronto litigioso contra a Apple e a Microsoft. Os processos ainda estão em andamento, mas, até o momento, a Motorola não foi capaz de superar as rivais no número de patentes que diz terem sido copiadas. Isso significa que, nos dois casos, há grande probabilidade de um futuro acordo judicial ser desfavorável para a Motorola.

O que, então, o Google deseja? É bem provável que tenha decidido adquirir um fabricante de hardware para fornecer aparelhos com maior integração com o software. Seria uma maneira de copiar o modelo adotado pela Apple e, ao mesmo tempo, manter aberta a possibilidade para que outros fabricantes também produzam smartphones com Android. Só que a Samsung, a HTC e a LG não vão gostar nem um pouco disso.

De parceiro, o Google tornou-se um concorrente delas. Embora diga que a operação da Motorola será independente, é lógico que haverá comunicação intensa entre os executivos. É natural. Ninguém compra uma empresa e depois a coloca dentro de uma bolha. Existirá um cuidado todo especial com telefones produzidos ali, para que a experiência seja a melhor possível. Afinal, agora o nome do Google estará associado aos produtos, e não vai adiantar nada dizer que são empresas diferentes. Samsung, HTC e LG ficaram em segundo plano.

De uma hora para a outra, o Google jogou as três no colo da Microsoft. O Windows Phone 7.5 já estava no mapa delas, mas sem dúvida será analisado com mais carinho. A Nokia terá mais concorrência do que espera, o que é bom para Bill Gates. Como haverá mais variedade de aparelhos e mais marketing no sistema da Microsoft, isso poderá impulsionar o crescimento de uma terceira força no mundo dos smartphones. Ninguém quer virar refém de um concorrente.

Os problemas não terminam aí. A Motorola quase faliu poucos anos atrás. Só conseguiu um pouco de tempo para respirar por causa do Android. Mesmo assim, as coisas não estão boas. Dentre os principais fabricantes de celulares com o sistema do Google, foi a única empresa cuja participação no mercado diminuiu no segundo trimestre do ano, segundo o Gartner. Sem contar que o Google não tem a menor experiência em produção em larga escala e em lidar com consumidores.

Quem mais ganha com essa história toda é a própria Motorola. Não é de se espantar que eles tenham tentado dar uma pressionada para que a venda acontecesse. A companhia chegou a dizer que estava pronta para aderir ao Windows Phone e também ameaçou processar os outros fabricantes de Android, por violação de patente. Coisa fina.

Fonte: Info Online
Foto: viskas/Flickr

Os primeiros tropeços do Google+

A procura por convites para o Google+ continua alta. Será que a rede social tem fôlego para ameaçar o seu maior rival, o Facebook?

Como o Google+ ainda está em fase de testes, muitas das funcionalidades podem mudar até o lançamento oficial do produto, ainda sem data prevista. As modificações devem ser pontuais, para melhorar aspectos da interface e torná-la mais simples e intuitiva. Com pouco tempo de vida, a nova rede social precisa de vários ajustes para não se transformar em um novo Buzz ou Wave.

O Streaming do Google+, área que reúne as atualizações escritas pelo usuário e seus amigos, lembra bastante o Mural do Facebook e a área das Atualizações do Orkut. Mas não parece haver ainda um algoritmo que priorize as pessoas com quem você tem maior afinidade, jogando os posts delas para o alto. Quem segue muita gente quase sempre encontra coisas que não interessam muito no topo da lista, além de repetições em conteúdos compartilhados. Outra esquisitice é que, quando você clica +1 em um site, a página não vai para o seu Streaming.

Muita gente também não entende como funcionam os Círculos, que são grupos onde você adiciona as pessoas com quem deseja compartilhar conteúdo. No Google+, uma das principais dúvidas é como agir com desconhecidos que adicionam você a um de seus círculos. Há quem ache isso invasivo e bloqueie esses perfis. Outras pessoas preferem colocá-los em um círculo à parte, chamado “Desconhecidos”, “Exílio” ou “Chatos” – mas o problema é que, com isso, tudo o que eles escreverem cairá no Streaming. Falta deixar mais claro que essas pessoas não leem suas postagens se não forem adicionadas aos seus círculos, a não ser que o texto seja público.

Faltam ainda opções mais claras para indicar como está sendo feito o compartilhamento no Streaming e quem tem acesso ao conteúdo. A pequena seta no canto superior direito das postagens concentra opções importantes, como a proibição de recompartilhamento, que deveriam estar à mostra. Além disso, os nomes de todas as pessoas que podem ler um determinado post deveria ficar mais evidente. Quando se tem muitas pessoas em um círculo, é difícil lembrar-se de todos os que estão ali.

Também são necessárias mais opções para lidar com os usuários que estão nos seus círculos. Se o sujeito anda meio chato, deveria ser possível deixá-lo mudo por um tempo. A troca de mensagens diretas entre usuários também não é intuitiva, o que poderia ser resolvido com uma integração com o Gmail.

Um dos recursos do Google+ parece não ter sido bem aceito: o Sparks, que traz notícias sobre tópicos definidos pelo usuário. A impressão é que quase ninguém o utiliza, até porque não funciona direito. Quando se buscam palavras-chave, como xadrez (o jogo), os resultados vêm poluídos com um monte de textos sobre roupas xadrez. Falta afinar o algoritmo.

Quanto às notificações, há um pequeno bug que faz com que coisas antigas reapareçam como novas quando se acessa um outro serviço do Google. Fora que o número de alertas é muito alto e, muitas vezes, apenas avisa quem adicionou o internauta a um de seus círculos. O Google prometeu fazer algumas mudanças em breve, provavelmente para corrigir problemas identificados pelos usuários. E você, o que acha?

Fonte: Info Online

Use o Google Docs de maneira eficiente em sua empresa

Praticamente todas as empresas precisam de serviços básicos, tais como provedores de e-mail e de caixas de entrada, compartilhamento de arquivos e de editores de textos. O jeito que esses serviços são implementados variam dramaticamente. Escolha errado o provedor desses serviços, aproveite e incendeie dinheiro e desperdice tempo.

Há como contornar a necessidade de boa parte dessas despesas usando o Google Apps for Businesses, um serviço diretamente do ambiente das nuvens que pode acelerar o ritmo na empresa, pois tudo que precisa é acessível a partir de dispositivos móveis.

Existem algumas diferenças entre as soluções oferecidas pelo Google e aquelas no portfólio de outras companhias. Neste artigo vamos revelar algumas dicas de como tirar proveito de maneira otimizada dos serviços disponíveis na plataforma Google Apps for Businesses.

Google Apps Collaboration Tools

Adicionalmente à gestão dos e-mails, o Google Apps auxilia as pessoas de uma mesma empresa na construção de arquivos e geração de conteúdo. Apesar de todo o conteúdo estar armazenado na nuvem, o Google mantém a segurança dos arquivos bastante robusta.

A agenda oferecida pelo Google Calendar é útil quando se trata de repartir compromissos com mais participantes. A versão disponível para empresas é semelhante ao serviço gratuito, mas tem itens voltados para funcionários. Uma das opções oferecidas é compartilhar a agenda do dia, para informar aos outros participantes a que horas você estaria disponível para uma reunião. O Calendar envia convites para reuniões e se atualiza à medida que outras pessoas confirmam a presença no evento.

O Google Docs edita, de maneira elementar, arquivos criados em suítes de edição de textos, como Word (.doc), PowerPoint (.ppt) e Excel (.xls). O conteúdo desses arquivos pode ser editado por várias pessoas ao mesmo tempo e permite que cada usuário faça as alterações sem sobrescrever mudanças efetuadas por outros usuários (o que poderia ocorrer se a cada alteração os usuários baixassem e subissem os arquivos). O recurso pode ser usado como mural de avisos em empresas; nele podem ser exibidas políticas da companhia e ser anunciados eventos da empresa. Também existe a opção de salvar documentos e arquivos de todo tipo em uma pasta virtual no Google Docs.

Na versão Premier Edition, o Google Groups age como central colaborativa entre grupos. Ele permite o envio de conteúdo para determinados agrupamentos de usuários, uma opção para informar ao departamento de vendas sobre oportunidades de fechar negócios, sem informar ao pessoal da manutenção o mesmo recado. Cada vez que um novo integrante entra para determinado grupo, ele tem acesso ao histórico e pode visualizar o que aconteceu antes de se unir ao grupo.

Outro serviço disponível apenas na versão Premier é o Google Video. Equivale a uma versão privada do YouTube para a empresa. Serve para publicar vídeos para fins de treinamento ou outras finalidades dentro de um círculo fechado de usuários. Também é possível hospedar vídeos públicos, o que elimina a necessidade de assinar outros serviços ou listas.

O Gmail no ambiente corporativo

A principal vantagem entre as versões gratuitas do Google e das suítes pagas, é perceptível no serviço de e-mail, o Gmail. Em vez de ter sua conta associada ao domínio Gmail e o endereço ser seunome@gmail.com, você pode dispor de um domínio personalizado, o que faz uma diferença enorme na divulgação de sua marca. O Google oferece a opção de registro de domínio ao custo de 10 dólares anuais e o configura automaticamente.

Talvez os 7,4 GB de espaço para aguardar arquivos seja suficiente para pequenas e médias empresas. Disponível sem custo e configurável para até 50 contas de email distintas, cada conta de e-mail pode enviar mensagens para 500 endereços diferentes por dia. A não ser que sua empresa mantenha uma base de contatos muito ampla, estes limites devem suprir a necessidade que tem em serviços dessa natureza. Ocorre que, da mesma forma que acontece na versão pública, a interface desses serviços inclui publicidade, mais um motivo para fazer um upgrade na conta do Google Docs e optar pela versão paga. Nela, você poderá eliminar a opção de exibição de publicidade. Basta fazer login como administrador da conta, escolher a opção de gerenciar o domínio, localizado no topo da página e desabilitar a exibição de publicidade em seu domínio. Salve as alterações e saia da interface. Sim, era de se esperar que os pagantes do serviços não tivessem de realizar essa modificação.

O custo da versão Premier é de 50 dólares por ano e por usuário. Nessa modalidade, cada usuário pode enviar até 2 mil e-mails por dia para endereços diferentes e o espaço de armazenamento aumenta para 25 GB.

Siga as dicas de negócios

O que será que aconteceu com aquele e-mail superimportante que você enviou, mas errou o recipiente ao digitar o endereço do mesmo? Para dar conta dessa fatalidade, você pode criar apelidos para contatos de e-mail com endereços complicados. Faz assim: entra no sistema de gerenciamento da conta de e-mail e clique em “e-mail”. Encontre o nome do destinatário na relação de contatos e edite as informações. Você poderá criar um apelido para o contato, algo que seja difícil de digitar de forma errada.

Outras mensagens enviadas com endereços digitados de maneira errada devem ir parar na pasta de lixo eletrônico, mas mesmo aí, você pode fazer alterações. Acesse as configurações do serviço e selecione a opção de e-mail. Desça até a seção de e-mail routing e marque a opção de “Route” para capturar todos os endereços, insira o seu nome, salve as alterações e pronto.

Com base no Google Groups é possível gerir a comunicação interna, mas ele também pode ser usado para receber mensagens de qualquer outro remetente. Dessa maneira, você pode manter uma caixa com o nome vendas@seusite.com.br, que irá encaminhar todas as mensagens que receber para outra lista ou grupo definidos. Para tal, basta clicar na opção de Grupos e criar um novo conjunto de destinatários.

Por padrão, apenas os participantes de cada grupo podem enviar mensagens. Mas isso pode ser alterado: basta selecionar a opção “Permitir que todos enviem mensagens”. De agora em diante, um cliente poderá contatar toda a equipe de vendas a partir de um único e-mail.

Crie avisos personalizados de eventos no Google Calendar

Existe uma grande variedade de maneiras pelas quais o Google Calendar pode lembrar você de determinados compromissos. Os avisos podem chegar até você via e-mail, por meio de pop-ups ou via SMS diretamente até o seu celular (e não precisa ser um smartphone de última geração). Veja como configurar essas opções que devem lembrá-lo dos compromissos ou te dar aquele toque, 5 minutos antes da reunião começar.

De dentro do painel de controle do Google Apps – não estamos falando do painel de administrador – abra a opção do calendário. Selecione as configurações e os alertas. Você poderá clicar em adicionar um alerta para alterar os tipos de notificação. Procure configurar o primeiro de forma a mandar uma mensagem de email um dia antes do evento. Se quiser, poderá configurar mais outros dois avisos para serem encaminhados ao seu celular poucos minutos antes (pode ser necessário configurar seu aparelho celular para receber essas mensagens), salve as alterações antes de sair.

Mais opções de aplicativos

A união entre o calendário e os aplicativos do Google, como o Docs, formam uma base sobre a qual a comunicação dentro da empresa funciona. Mas existe uma infinidade de aplicativos adicionais desenvolvidos por terceiros e que podem interagir com sua base de clientes, com o calendário e com outros dados. Entre esses aplicativos encontram-se  ferramentas de CRM, monitores de tempo de resposta e outros recursos.

Uma boa opção para encontrar tais soluções é o Google Apps Marketplace. Lá estão exibidos os programas gratuitos e os pagos para integração no Google Docs. Ao ativar a opção de integração do programa escolhido, ele automaticamente é distribuído para todos os usuários ligados, diferente do software tradicional, em que é necessária uma instalação isolada para cada usuário.

Google Voice (ainda não disponível para o Brasil)

Esse serviço permite que as pessoas deixem recados em sua caixa de entrada esteja você onde estiver. Uma extensão desse serviços cria um número telefônico exclusivo para você, que faz soar todos os seus números informados.

É muito importante estar ao alcance das pessoas enquanto você está trabalhando. Ao mesmo tempo é chato receber chamadas de estranhos enquanto está ocupado. Uma solução seria desabilitar o encaminhamento de chamadas para determinado celular, mas isso impediria o recebimento inclusive de chamadas que você deseja receber. Uma opção é configurar um aparelho para cada tipo de chamada, sempre de acordo com o número de quem está ligando.

De agora em diante, quando amigos, parentes ou contatos comerciais ligarem para você, serão encaminhados para linhas distintas e você terá melhor e maior controle sobre com quem deseja falar e os contatos indesejados podem ligar para o seu telefone comercial, mas não irão incomodar o seu sono enquanto você está em casa.

Para onde irá o Google?

Nos primórdios da Internet, o que se via como o modelo ideal de negócios na rede era a criação de grandes portais verticais de notícias e serviços. Daí, surgiram sites como Yahoo!, AOL e MSN.

Paralelamente, surgiram as pesquisas, que eram vistas como apêndices dos portais.

Posteriormente, surgiu a Google, que revolucionou as buscas e acabou por determinar novos caminhos para a Internet.

A hoje gigante das buscas sempre se caracterizou pelas buscas horizontais. Quando ela, no entanto, firmou o contrato para a compra da ITA Software, ficou clara a mudança de estratégia da empresa. Em outras palavras, a Google está, aos poucos seguindo para as buscas verticais, tal como o Bing.

Fiquei, então pensando: qual poderia ser a estratégia da Google para os próximos 10 anos?

É muito difícil fazer uma previsão para um período tão longo. No entanto, tentarei, com dados de hoje, prever o que ela fará neste período de tempo.

Acredito que seus produtos e serviços seguirão os seguintes eixos principais:

  1. Tudo na nuvem:
    • O Google Docs, o YouTube, o Picasa e outros já vinham dando a noção da visão da Google de que tudo deve ser feito e armazenado na grande nuvem da Internet. Agora, com o Google Chrome e o HTML5, isto toma outro patamar.
    • A grande quebra de paradigma, no entanto, será o Chrome OS, que transferirá para a nuvem parte do próprio sistema operacional, o que dependerá, obviamente, da aceitação do usuário final, que sempre tem dificuldade de mudança de plataforma quando se trata de sistemas operacionais.
    • Acredito que, no futuro, poderá haver até uma versão web do próprio Android.
  2. O mundo é móvel:
    • Eric Schmidt já deixou claro há pouco tempo que o Android OS não é apenas um sistema operacional para celulares, mas uma verdadeira estratégia destinada a competir pelo crescente mercado de buscas por meio de dispositivos móveis.
    • Todos os produtos e serviços da empresa, daqui para frente, deverão ter versões para tais dispositivos, quando não criados exclusivamente para eles.
  3. O software é um serviço:
    • Como já demonstrado com o Google Docs e outros produtos, a Google pretende invadir o mercado corporativo com soluções de software baseados na nuvem, cobrando pelo serviço prestado, dispensando os usuários de possuir custosos departamentos de informática e estruturas de processamento e armazenamento de dados.
    • No futuro, a Google deverá passar a competir também nos ramos de ERP, GED, CRM, logística, etc. Para tanto, poderá construir produtos próprios ou crescer por meio de aquisições, como por exemplo, a da Salesforce, sobre a qual já muito se falou.
  4. Preciso ser forte, senão você me abandona:
    • A Google deve ser a maior consumidora de recursos de processamento de dados e banda de Internet do planeta. Em função disso, precisa ter à sua disposição uma infra-estrutura sempre muito atualizada de forma a garantir a boa prestação dos serviços.
    • Acredito que, nos próximos 10 anos, ela tenderá a investir fortemente em grandes redes submarinas de cabos de fibras óticas, de modo a formar uma rede poderosa a ligar todos os continentes. Possuir estas redes submarinas próprias garantiria que as informações circulassem livre e velozmente entre os diversos usuários.
    • Penso também que tenderá a evoluir muito as redes locais de Internet sem fio fornecidas pela Google, com ou sem cobrança de tempo de uso.
    • Da mesma forma, necessariamente, crescerão os centros de dados da empresa em todo o mundo e eles tenderão, cada vez mais, a usar energias renováveis, porque isto está sendo muito cobrado de todos os grandes consumidores de eletricidade.
  5. Todos nós enxergamos em três dimensões:
    • A nova tendência da mídia é o 3D, apesar do que ainda não se saiba muito como ela repercutirá na Internet. Entretanto, estejamos certos de que a Google não deixará de ter produtos em 3D.
    • O próprio YouTube já está fazendo alguns experimentos.
  6. Todos nós gostamos de jogar:
    • Em 2007, a Google adquiriu a Adscape Media, uma empresa que possuía uma patente destinada a colocar publicidade em jogos. Parece que esta patente ficou guardada, mas o interesse da empresa no mercado de games ainda perdura.
    • Ela já teve uma tentativa fracassada de entrar neste mercado com o Google Lively.
    • Recentemente ela adquiriu a LabPixies, uma pequena fabricante de jogos.
    • Mais recentemente lançou no YouTube um jogo on-line, o Google Chrome Fastball.
    • Em 2008 surgiu um boato, depois desmentido, de que a Google estaria comprando a produtora de games Valve Software ou apenas o seu sistema de jogos on-line Steam. Seria uma ótima compra, que ainda pode ser feita.
    • Outro movimento que prova a breve entrada da Google no mercado de games foi o investimento no valor aproximado de USD$ 100 milhões na produtora de jogos Zinga, que desenvolveu, entre outros, o Farmville, popular plataforma de jogos sociais que roda no Facebook.
    • Pensando bem, a Google poderia pensar seriamente em desembolsar algo em torno de USD$2 bilhões (ou até mais – não seria caro) para comprar a Zinga porque, desta forma, com um só movimento, teria uma empresa que fatura aproximadamente ou até mesmo o tanto que o Facebook e ainda é a que mantém o maior tráfego naquela rede social. Seria, portanto, um negócio excelente.
    • De qualquer forma, seja de forma orgânica ou por aquisições, a Google terá que entrar neste mercado e não deverá demorar muito a fazê-lo.
  7. Nós gostamos de comprar e vender:
    • Em termos de comércio eletrônico, a Google come poeira se a compararmos com a Amazon e com o eBay.
    • Precisamos considerar que a empresa vai querer crescer neste meio, seja no comércio entre empresas, seja no comércio direto ao consumidor e seja organicamente, seja por fusões ou por aquisições.
    • Neste campo, os grandes concorrentes são grandes demais para serem adquiridos e os pequenos são mirrados demais, não valendo o investimento.
    • Eu acreditaria, no futuro, em uma tentativa de fusão com a Amazon, mas também não creria que os órgãos reguladores da concorrência nos Estados Unidos permitiriam esta operação porque poderia gerar monopólio no setor de comércio eletrônico e também de livros digitais. Uma outra saída seria comprar ou se associar ao site de comércio eletrônico chinês Alibaba.com, o que seria bastante difícil porque a Yahoo! é sócia da empresa.
    • Outra opção poderia ser a aquisição do site de comércio eletrônico Milo. Ele permite a comparação dos preços dos produtos existentes em lojas físicas via aparelhos celulares, encaminhando o consumidor para comprar onde for mais barato e permitindo, inclusive, testar fisicamente o aparelho.
    • Há quem acredite que a Google tomaria este caminho porque é mais barato e porque completaria a sua tecnologia.
    • Fora isso, restaria a ela apenas crescer nesta área de forma orgânica.
  8. A Web é a biblioteca de Alexandria dos tempos modernos:
    • O projeto da Google de digitalizar grandes bibliotecas tem como objetivo explorar o mercado de livros digitais.
    • A integração da tecnologia de OCR da recentemente comprada reCAPTCHA com o Google Books e ao Google Translate permitirá, em breve, a quebra de barreiras de idiomas na leitura de livros.
    • O lançamento do Google Chrome OS permitirá o lançamento de tablets com este sistema operacional, o que, adicionado aos milhões de iPads do mercado, veremos o alavancar do mercado de livros digitais da biblioteca da Google.
    • Além do mais, a Google vai montar uma livraria on-line, a Google Editions, ou seja, começará a competir com a Amazon e outras na venda de livros digitais.
  9. A Web é um ótimo lugar para encontramos os amigos:
    • A Google nunca teve muita sorte com redes sociais. Da mesma forma, parece não estar disposta a gastar rios de dinheiro para comprar empresas de redes sociais.
    • Aparentemente, poderia gastar até pouco mais de USD$ 1 bilhão para comprar o Twitter, não algo em torno de USD$ 15 bilhões, como já chegou a ser avaliado o Facebook.  Afinal, investimentos em redes sociais são muito arriscados porque seu tráfego cresce em progressão geométrica, mas cai no mesmo ritmo (que digam Bebo, MySpace e outros).
    • Ademais, os usuários destas redes sempre são muito sensíveis ao uso de seus dados para efeito de publicidade.
    • Assim, neste campo, não dá para gastar muito com aquisições, se os riscos são tão grandes.
    • A Google está preferindo comprar os dados das redes sociais a comprar as próprias redes. Desta forma, ela obtém o leite sem precisar comprar a vaca porque, se a vaca morrer, ela não teve grande prejuízo.
    • Por fora, está investindo em redes próprias como Orkut, Buzz e, futuramente, Google Me, tudo para concorrer, tentando tomar um pedaço do mercado dos concorrentes.
    • Por enquanto está comendo poeira e nada indica que este quadro mudará nos próximos 10 anos. Mas isto é importante? Parece que sim, porque a Google está investindo forte no desenvolvimento do Google Me com vistas a tentar concorrer fortemente com o Facebook, conforme reportagem do Daily Telegraph;
    • Em post publicado no Google Operating System foi dito que internamente na gigante das buscas nunca se deu muita importância às redes sociais. Será que agora este pensamento mudou? Tudo indica que sim.
  10. Quero ser forte na Ásia:
    • Apesar de ser líder na maior parte do mundo, a Google não consegue competir com os buscadores Yandex, na Rússia, Baidu, na China, Yahoo! Japão e Naver, na Coreia do Sul.
    • Em todos os casos é patente a dificuldade da gigante de buscas em tratar as diferenças culturais notadamente no que toca a idiomas tão complexos.
    • No que tange especificamente à Baidu e à Yandex, há também problemas de insegurança jurídica e nacionalismos nada disfarçados nos países de origem destes sites, o que dificulta sobremaneira a competição por parte dos buscadores estrangeiros.
    • De qualquer forma, tratam-se de quatro mercados potenciais ou efetivos de grande monta, dos quais a Google não poderá manter distância e terá que tentar conseguir uma fatia expressiva. No entanto, terá que investir muito nos próximos 10 anos, seja de forma orgânica, seja por meio de aquisições.
    • Não esperem, entretanto, uma conquista fácil em quaisquer destes mercados.
  11. Todos nós gostamos de música:
    • O mercado de música na Internet é um dos maiores que há, sendo capaz de gerar fortunas (que o diga a Apple e sua iTunes).
    • Não seria de se esperar que a Google ficasse muito tempo longe deste mercado. De fato, não está, porque o YouTube pode ser considerado maior site de músicas da Internet e o Vevo o seu sub-site de músicas com DRM.
    • O serviço de buscas universais da Google já apresenta muitas informações de artistas, mas ainda é muito fraco quando o assunto é permitir que o internauta ouça músicas diretamente no navegador. Isto certamente mudará e não deverá demorar muito, porque a Google adquiriu em março do ano passado a Simplify Media, uma empresa especializada em permitir o compartilhamento via Internet de todos as suas mídias (músicas e fotos protegidas por DRM incluídas) para outros dispositivos e com seus amigos, sem que os usuários sofram problemas de direitos autorais. Quando isto acontecer, será possível por exemplo, compartilhar com amigos as músicas que você comprou no iTunes e colocá-las em seu site, computador ou celular.
    • Isto, inclusive, representará uma pedra no sapato da Apple, que sempre dificultou esta prática.
    • Fala-se até que a Amazon MP3, serviço de venda de músicas da Amazon poderia estar junto nesta empreitada para criar mais musculatura no embate contra a Apple.
  12. Queremos Internet na TV e TV na Internet:
    • A chegada do YouTube mostrou que um dia a televisão iria, de certa forma, se fundir com a Internet.
    • Depois dele vieram sites que buscaram colocar conteúdos de TV na Internet, tais como Joost, Hulu, etc.
    • Agora, a Google quer lançar a sua Google TV, que promete levar a Internet para dentro da televisão, integrando ambas as mídias.
  13. Eu quero lhe fazer perguntas diretas e receber respostas exatas:
    • Há muito se fala em buscas semânticas ou linguagem natural na Internet, no entanto, parece que ainda estamos muito longe deste objetivo.
    • Em 2008, quando ainda desenvolvia o Bing, a Microsoft comprou a Powerset, que prometia fazer a tão desejada busca semântica. No entanto, apesar de ter apresentado uma grande evolução nas buscas da MS, a Powerset não se mostrou a revolução desejada.
    • O Wolfram Alpha também não conseguiu nos trazer a busca semântica, apesar de ser uma evolução no quesito respostas a questões anteriormente programadas.
    • Débora Bossois, em excelente post publicado em 2008, levantou as dificuldades de se chegar à linguagem natural e terminou por citar o serviço True Knowledge como sendo promissor. Tive a curiosidade de testar hoje o True Knowledge em comparação com o Google, o Bing e o Yahoo!. O True Knowlege realmente aceita buscas em linguagem natural, mas apenas em inglês, enquanto que os três buscadores principais (Google, Bing e Yahoo!) aceitam em todos os idiomas por eles suportados.
    • O True Knowlege não responde a todas as perguntas feitas em inglês, mas quando o faz, costuma apresentar respostas precisas. Por outro lado, os demais buscadores, principalmente o Google, apresenta respostas a maior número de perguntas, inclusive às mais complexas, e em menos tempo, mesmos que estas não se apresentem ainda naturais.
    • O usuário deve se perguntar o que é mais importante: se a resposta em formato natural ou a pergunta e a resposta em seu idioma encontrados de forma rápida e não tão natural, mas eficiente.
    • Eu, particularmente, tenho dúvidas mesmo de que a verdadeira linguagem natural na Internet seja possível em larga escala e a curto prazo.
    • De qualquer forma, acredita-se que a Google esteja a persegui-la e este deve ser um dos universos que devemos considerar para os próximos 10 anos, apesar de todas as ressalvas no que tange à dificuldade da obtenção da tecnologia.
    • A aquisição da Metaweb, que se propõe, por meio de algo parecido a uma rede social, usar a força das multidões para etiquetar os diversos documentos da Web me parece que pode ser um passo importante no sentido de obter bons resultados na obtenção futura da web semântica, desde que, é claro, a Google consiga a real adesão dos usuários, o que ainda é uma incógnita.
    • Isto se deve ao fato de que a gigante das buscas precisa estar na ponta da pesquisa tecnológica referente a isto, sob pena de perder todo o seu mercado, mesmo que isto represente adquirir empresas iniciantes com tecnologias revolucionárias.
    • Importante ressaltar, entretanto, que a tecnologia adquirida com a Metaweb pode vir a se tornar, a médio prazo, em algo expressivo. Tudo depende da quantidade de investimentos que receber e de seu real potencial de indexação da Web para dar-lhe contornos semânticos e em todos os idiomas. Isto, hoje, nos é impossível saber, porque seria preciso ter acesso às próprias patentes da empresa adquirida para fazer a análise.
    • O que me parece que poderá dar resultados mais rápidos já nos próximos anos são as chamadas buscas sociais.
    • Para tanto, a Google comprou a Aardvark, uma empresa especializada em perguntas e respostas, usando para tanto a chamada força dos muitos, baseada nas redes sociais, principalmente o Facebook.
    • Trata-se de um serviço muito interessante porque nos permite consultar pessoas humanas e não máquinas e delas obter, não instantaneamente, mas, na maioria das vezes, com grande precisão, respostas a questões extremamente complexas. Os questionamentos podem ser feitos por voz, SMS, e-mail etc. Por enquanto, pelo menos, admite perguntas apenas em inglês e não há qualquer indicativo de que se tornar multilingue. No entanto, a própria característica da Google, que é uma empresa global, tende a tornar, no futuro uma ferramenta aberta a vários idiomas.
    • É ainda cedo para se saber qual é realmente a estratégia da Google para este segmento de buscas sociais, entretanto, ele abre um leque muito interessante na medida em que permite adentrar em todas as redes sociais para obter respostas a questionamentos pessoais e complexos somente possíveis, às vezes, com intervenção humana.
    • Caso você se interesse pelo tema, vale ler o paper escrito pela própria equipe que desenvolveu o produto.
    • Aparentemente, a Google estaria abrindo um canal para que os usuários pudessem obter estas buscas mais complexas e, conjuntamente, fazendo um grande banco de dados com os resultados, mas isto me parece pouco diante das possibilidades existentes no horizonte.
    • Acredito, portanto, que algo mais virá no futuro e que hoje não nos é possível vislumbrar por falta de dados concretos.
  14. Se eu falo Português, Swahili ou Urdu, por que me obrigas a falar e escrever em Inglês?
    • Um dos grandes desafios dos grandes buscadores é levar as pesquisas no idioma dos usuários.
    • Para tanto é necessário que haja possibilidade de tradução de máquina para textos em todos os idiomas.
    • O Google consegue traduzir hoje em 57 idiomas que, se contadas as possibilidades de cruzamentos, conferem a possibilidade de 3.249 pares de idiomas possíveis para traduções.
    • Este sistema não permite apenas a tradução de textos nestes idiomas mas também a formulação de um questionamento (Rio Amazonas, por exemplo) em sua língua (Português, por exemplo) e o recebimento de respostas escritas em outros 5 idiomas (Inglês, Eslovaco, Vietnamita, Indonésio e Finlandês, por exemplo). E o que é melhor é que os sites já lhe são mostrados devidamente traduzidos para o seu idioma de escolha.
    • Segundo a Revista Veja, nos próximos 10 anos, a Google aumentará o número de idiomas suportados para 250. Assim, praticamente acabarão as barreiras linguísticas relativas às traduções de textos.
    • Entretanto, há outra barreira linguística que ainda está longe de ser resolvida. Trata-se do reconhecimento de fala e transformação da fala em texto e, a partir dela, a tradução simultânea. Em outras palavras, um software reconhece o que o indivíduo está falando e o transforma em texto escrito. A partir disso é possível a tradução do texto.
    • O simples reconhecimento de fala e transformação de fala em texto corrente de forma perfeita já seria uma verdadeira revolução nos editores de texto porque permitiria a eliminação da digitação. Acontece que esta tecnologia ainda demorará alguns anos a ser implementada porque é muito difícil de ser desenvolvida. Em verdade, a IBM (Via Voice), a Microsoft e a Nuance já tentaram, mas somente a Nuance, que comprou o Via Voice e se uniu a extinta Dragon conseguiu algo de qualidade e, mesmo assim para os idiomas Inglês, Francês, Italiano, Espanhol, Alemão e Holandês.
    • Isto demonstra o quando é difícil desenvolver esta tecnologia.
    • O passo que a Google está dando agora e pouca gente está notando é a busca por voz nos celulares do Google Voice Search. Neste serviço, você faz a query por voz no idioma definido a busca lhe é fornecida por texto no smartphone. Por enquanto, o serviço está disponível para os idiomas Inglês (americano, britânico, indiano e australiano), Mandarim, Japonês, Francês, Alemão, Italiano, Espanhol e Coreano.
    • Testei o Google Voice Search em Inglês por várias vezes e encontrei bons resultados. Em Mandarim falei a única frase que sabia e apareceu uma pesquisa naquele idioma, mas não posso garantir que estivesse certo. Testei também em Alemão, Francês, Italiano e Espanhol. Em todos eles encontrei ótimos resultados. Ah! Eu não falo nenhuma destas línguas. Isto é um feito notável da tecnologia.
    • Mas a Google quer ir mais além. Seu objetivo é também fazer com que você fale ao celular, por exemplo, em Português com um interlocutor no Japão e ele o entenda em Japonês e ele fale em sua língua natal e você o entenda em Português.
    • Isto será possível? Talvez sim, em 2020.
  15. Queremos pesquisar cada vez mais coisas e cada vez mais fundo:
    • A proposta de compra da ITA Software demonstra que a Google pretende dar uma guinada em sua forma de apresentar pesquisas sobre diversos temas, tais como viagens, saúde, compras, informações locais, imóveis, empregos etc. É o que defende o jornal britânico The Guardian.
    • Para tanto, talvez precisará até que mudar a forma de apresentar os resultados de pesquisa para determinados tipos de questionamentos, como já faz o Bing para viagens.
    • É o que se convencionou chamar buscas verticais ou pesquisas verticais.
    • Além disso, terá que fazer nos próximos anos, várias aquisições, o que não será problema, porque conta com USD$ 30 bilhões em dinheiro em caixa, quantia esta que cresce a cada mês e que, aparentemente, não consegue a empresa bons ativos para gastar.
    • Na própria área de viagens, acredito que a Google ainda terá que adquirir uma empresa que forneça informações sobre ofertas de hotéis, aluguéis de automóveis, pacotes de turismo, cruzeiros marítimos, shows, eventos, entradas em parques temáticos, restaurantes e outras informações ligadas a viagens. Afinal, provavelmente, a recente compra do Ruba não atenderá a todas estas necessidades.
    • Acredito que duas boas candidatas poderiam ser a Kayak e a Orbitz, mas poderá ser um concorrente desta empresa, como Travelocity, Priceline ou o grupo Expedia-Hotwire-TripAdvisor, ou ainda, como no caso da compra da ITA, um motor de buscas direcionadas às informações desejadas.
    • Na área de saúde, a Google possui o Google Healh, mas tem muito pouca relevância no mercado. Precisará, no futuro, investir nesta área, para poder crescer, provavelmente por meio da aquisição da WebMD, com quem já andou conversando em 2007, ou de outra concorrente, como o conglomerado de sites ligados aos cuidados de saúde Waterfront Media – Everyday Health, por exemplo.
    • No setor de compra/venda de imóveis, a Google já presta serviços atraves do Google Maps, mas precisa avançar no sentido de fornecer melhores e mais profundas informações sobre comércio, aluguel, orientações de especialistas, tendências de mercado, busca de profissionais na área de imóveis, financiamentos e refinanciamentos etc.
    • Isto somente será possível com a incorporação de um site de buscas especializado.
    • Em dezembro de 2009, a Google conversou com o Trulia, que pertence ao The Washington Post, mas parece que a coisa não evoluiu. Há outros grandes players no mercado, sendo o Zillow o lider do mercado.
    • A Google precisa também se aprofundar no mercado de empregos e, para tanto, talvez tenha que adquirir alguma empresa.
    • Neste setor não basta indicar vagas de empregos. É preciso também ter um motor que permita ao candidato apresentar currículo, orientar sua carreira, descobrir qual a formação profissional mais adequada, os salários oferecidos pelo mercado etc.
    • Os grandes concorrentes na área de empregos nos Estados Unidos são a Monster, Indeed, Person Force entre outros.
    • Outro setor em que a Google precisa crescer é o de informações locais, ou seja, sobre onde encontrar nas cidades as mais diversas coisas, tais como: restaurantes, profissionais de saúde, serviços domésticos, baladas, hotéis, viagens, serviços de educação, cuidados com animais, imóveis etc. Em suma, nesta categoria de buscas verticais, temos, na verdade, um grande serviço de classificados, tais como nos jornais, no Yellow Pages, no Craigslist e outros.
    • A empresa tentou adquirir o Yelp, que além de ter estas características, tem também natureza de rede social, porque os próprios consumidores são chamados a dar opiniões sobre os produtos e serviços. Não conseguiu fechar o negócio. No entanto, não acredito que tenha desistido definitivamente de adquirir o ativo.
    • Se conseguir, no futuro, adquirir o Yelp, talvez possa evitar de comprar outras empresas listadas acima. Entretanto, acho que os serviços prestados por estes sites não são colidentes, mas complementares e, portanto, talvez possa haver compras de ativos, cujos serviços sejam aparentemente sobrepostos.
    • Pelo demonstrado, há possibilidade de a Google comprar muitas empresas grandes nos próximos 10 anos, para incrementar suas buscas verticais.
  16. Eu sei que meu trabalho suja o planeta, mas quero mudar:
    • Todos nós sabemos que os buscadores de Internet são enormes consumidores de energia elétrica. Trata-se, na verdade, de uma das indústrias mais dependentes desta fonte de energia.
    • Sabemos também que a maior parte dos centros de dados destas empresas (Google principalmente) estão nos Estados Unidos, onde 89,6% da energia elétrica é produzida por meio de usinas térmicas movidas por fontes energias fósseis ou nucleares, sendo que, dentre elas, 44,9%, são movidas a carvão mineral, a fonte fóssil mais poluidora que existe.
    • Logo, sem sombra de dúvida, a indústria de buscas na Internet é uma indústria suja por excelência e a Google, como o seu maior expoente, também uma empresa suja do ponto de vista ambiental.
    • É por este motivo que ela investe em energias limpas.
    • Nos próximos 10 anos ela deverá investir em várias iniciativas destinadas a gerar energia elétrica limpa e renovável, como eólica, solar fotovoltaica, termosolar e geotérmica. Deverá também investir em biotecnologia destinada a buscar o desenvolvimento de seres vivos artificiais destinados a gerar hidrogênio de baixo custo, o que revolucionaria a produção de energia elétrica limpa no mundo e mudaria toda a indústria de energia, inclusive a do petróleo.
    • Estes investimentos não serão destinados apenas a mostrar que quer ser uma empresa ambientalmente correta, mas, principalmente, porque o mercado de energia é muito maior que o de buscas. Assim, se os investimentos feitos obtiverem sucesso, a Google será sócia da nova indústria de energia limpa.
  17. Se é inovação quero para mim.
    • O que mantém a indústria de alta tecnologia é a inovação. Sem ela, os produtos ficam facilmente obsoletos e as empresas tendem rapidamente a morrer.
    • O que mais deve meter medo na Google é não conseguir se manter na ponta da tecnologia.
    • Para evitar este problema ela doa aos empregados 20% de seu tempo para desenvolvimento de projetos próprios, porque aí eles tendem a ter tempo para pensar em novos produtos.
    • Além disso, a empresa procura sempre adquirir as novas tecnologias que aparecem no mercado nas mãos de pequenos concorrentes, comprando justamente estes concorrentes. Os riscos são não atentar para a sua existência, ou atentar, mas não conseguir atraí-los para seu portfólio.
    • Afinal, é importante lembrar que o maior desafio que a Google enfrentará nestes próximos 10 anos será evitar a fuga de cérebros ou a sua reposição via aquisições de empresas inovadoras ou contratações de novos empregados de forma a gerar inovação interna com o objetivo de não se tornar uma empresa gigantesca que lucra muito mas que não inova e, por isso, pode se tornar pouco importante no mercado. Podem estar certos que este é um desafio gigantesco e um risco maior ainda.
  18. Em linhas gerais, este me parece ser o caminho a ser adotado pela Google nos próximos 10 anos. Não tenho a pretensão de acertar tudo e nem de ser axaustivo, mas apenas de dar leves pinceladas no tema.

    Fonte: Google Discovery

Calculadora? Cinema? Cotação do dólar? Dicionário? Chame o Google

O Google é cheio de funções e truques úteis que poucos conhecem. Procurando pela web, você encontra diversas dicas sobre como usar ao máximo o seu mecanismo de pesquisa. Não importa se você deseja simplesmente converter uma temperatura de Celsius a Fahrenheit por causa de uma viagem ou se está pesquisando sobre patentes antes de lançar um produto inovador.

Patentes

Suponhamos que você queira pesquisar sobre determinada patente. Basta digitar “Google patents” na barra de busca e o primeiro resultado será justamente o Google Patent Search. A gigante das buscas tem um acordo com o escritório de patentes norte-americano, permitindo o acesso a mais de 7 milhões de trabalhos inscritos, inclusive os desenhos que os ilustram.

No Brasil, não há essa parceria. O acesso só é possível a partir do portal do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

Filtrando por data

Em geral, sinto falta de uma pesquisa em que os resultados possam ser filtrados por data. Ora, acontece que isso é possível e, ainda por cima, é fácil. Por exemplo, digamos que você queira encontrar um anúncio sobre um cartão de crédito do Bank of America que foi veiculado há alguns meses. Comece com uma busca do tipo “Bank of America cartão de crédito”. Como resultado, haverá milhões de páginas.

Agora, dê uma olhada no canto esquerdo. Clique em “Mais ferramentas”. Abrirá várias opções, entre elas, a opção “em qualquer data” selecionada. Abaixo, tem-se “mais recentes” e “últimos dois dias”. Escolha um desses dois e repita a pesquisa. Dessa vez, no mesmo espaço onde só havia três escolhas, surgem algumas outras, como “última semana”, “último ano” ou até “intervalo personalizado”.

Filtrando por hora

Também é possível buscar no Twitter o quão comentado determinado termo foi, especificando inclusive o horário. Essa manhã, li sobre um projeto de lei que um congressista democrata estava tentando aprovar, o que permitiria aos Estados a coleta das taxas sobre vendas. Comecei com uma busca usual, algo como “taxa sobre vendas” e, depois, novamente no canto esquerdo, selecionei “updates”. Desta forma, posso observar o que estão comentando no Twitter sobre a proposta.

No Brasil, o equivalente do recurso é o “Mais recentes”. Infelizmente, ainda não funciona no Google local. A boa notícia é que, pelo menos, a opção está visível, ou seja, existe a expectativa de que a ferramenta não demora muito a chegar ao País.

De modo geral, dar uma olhada no painel de navegação à esquerda é sempre uma boa alternativa. Ao expandi-lo, você descobrirá alternativas que nem sabia que existiam.

Cálculos e conversões

A calculadora Google é outro recurso escondido. Eficiente, ela soluciona de simples problemas aritméticos a questões de trigonometria. O melhor é que ela é grátis e você nunca a perderá de vista.

As conversões também são muito práticas. Pesquise “250 libras em quilos” ou “120 reais em dólar” e pronto: você terá o valor buscado na unidade de medida desejada.

Pac-Man

Em 21 de maio de 2010, a Google substituiu o logo da empresa em seu buscador por uma versão interativa de Pac-Man, para comemorar os 30 anos de lançamento do jogo. Originalmente o jogo deveria ficar no ar por apenas 48 horas, mas o sucesso foi tanto que ele continua online. Basta acessar www.google.com/pacman.

Definir e traduzir

O Google funciona como um dicionário e um tradutor. Para saber o significado de “efêmero”, por exemplo, procure por “definir efêmero”. Para alguma tradução, procure a palavra, não importa o idioma, antecedida por “traduzir”.

Em geral, a definição se baseará na Wikipedia e no Wiktionary. A tradução, como não poderia deixar de ser, usará o Tradutor Google.

Pesquisas acadêmicas

Para procurar por trabalhos acadêmicos, como dissertações de mestrado e doutorado, o Google tem um espaço especial para isso. Chamado de Google Acadêmico, ele permite que se pesquise só trabalhos em português ou que se filtre por data de publicação.

Quando se busca por um livro, por exemplo, o resultado trará estudos sobre essa obra ou monografias que só a utilizaram como referência ou a citaram em algum momento do texto.

Tio Sam

O Google também tem uma pesquisa específica que só procura em sites governamentais. Por enquanto, o recurso não está disponível para a busca em portais do governo brasileiro, mas se você quiser saber mais sobre os Estados norte-americanos ou mesmo sobre pequenas cidades do país, a partir de fontes oficiais, basta acessar o google.com/unclesam.

Pegadinhas enganam internautas no dia 1º de abril

Como já é tradição no dia 1º de abril, sites e empresas de tecnologia pregam pegadinhas nos internautas publicando novidades e lançamentos absurdos. Confira as melhores piadas noticiadas nesta sexta-feira (1):

iPad substitui prato em restaurante

O restaurante Tableau, no bairro do Soho, em Londres, brinca com o dia 1º de abri mostrando um iPad 2 como substituto de um prato. Em descrição no site do restaurante, o local inova por apresentar novo tablet da Apple para servir a comida aos fregueses sofisticados.

Uma busca no Google mostra até o endereço do local, que nada mais é do que uma brincadeira no dia da mentira. Há até uma suposta frase de Steve Jobs que elogia o lugar.

Vaga de emprego: ‘autocompletador’

O Google começou o 1º de abril postando uma vaga de emprego de “autocompletador”. “Todos os dias, as pessoas digitam mais de 1 bilhão de buscas no Google esperando que o site antecipe o que eles estão procurando. Para melhorar o serviço, precisamos da sua ajuda”, dizia a descrição da vaga.

A empresa afirma que o “autocompletador” terá que adivinhar o que o usuário está buscando no momento em que a palavra é digitada. “Não se preocupe, depois de algumas previsões, você ganhará todos os reflexos necessários”. O Google inclusive publicou um vídeo em que um “autocompletador” fala mais sobre a vaga.

E-mail controlado por gestos

A brincadeira de 1º de abril do Gmail foi a criação do serviço “Gmail Motion”, que permite substituir a digitação e o uso do mouse por gestos captados pela webcam do usuário.

Por exemplo, para enviar uma mensagem, o usuário deve fazer os gestos de lamber um selo e colá-lo num envelope. Até para digitar não seria necessário o teclado, pois os gestos fariam o sistema entender o que se quer escrever.

‘Nerds Nervosos’

O que você faz quando a sua programação contém bugs? Chama os Angry Nerds. Fazendo uma paródia ao popular jogo de smartphone, Angry Birds, o aplicativo transforma os passarinhos em nerds de todos os tipos e os arremessa contra os malvados bugs que infestam os códigos-fonte.

No site do produto é possível fazer uma pequena interação a título de demonstração: ao clicar sobre o personagem, ele é lançado da cadeira para atingir o vilão.

Melhores virais da internet há 100 anos

Quais foram os vídeos que mais bombaram na web em 1911? A internet ainda estava a mais de meio século de ser inventada, mas a equipe do Youtube resolveu recriar 5 memes que circularam na rede recentemente, mas com visual e linguagem do cinema do início do século XX.

Aparecem versões “retrô” do blog “Fail”, do “Keyboard cat” (que agora toca um trompete), de Antoine Dodson, famoso pela entrevista na qual pede que “escondam seus filhos, escondam suas mulheres”, e até do “Rickrolling”. Veja o vídeo.

1º monóculo 3D

No dia 1º de abril, a Toshiba anunciou o primeiro monóculo com tecnologia 3D, para aqueles usuários que não gostam dos ‘pesados’ óculos 3D. “Com o ‘Spectacle’, a experiência em 3D em um olhos será tão real que você irá pensar que está usando ambos os olhos”, dizia o anúncio. Conforme a Toshiba, colocar a tecnologia 3D em um dispositivo tão pequeno não foi fácil.

LinkedIn adiciona famosos aos contatos

A rede profissional LinkedIn também elaborou uma piada para o dia 1º de abril. Ao acessar o site, o usuário deve clicar em “Contatos”, “Adicionar conexões” e escolher “Pessoas que você pode conhecer”. Na lista falsa irão aparecer nomes como Robin Hood, Albert Einstein e Sherlock Holmes.

Blizzard lança ‘Starcraft II’ para o Kinect

Em um vídeo publicado na internet, a Blizzard, produtora dos games “Starcraft II”, “World of Warcraft” e “Diablo III”, mostra que está voltando a lançar jogos nos consoles. Em uma brincadeira de 1º de abril, a empresa mostra a versão do jogo de estratégia “Starcraft II”, chamado de “Starcraft: Motiom Overdrive” para o Xbox 360, que usa o Kinect para controlar as unidades do exército do jogador apenas com movimentos do corpo.

O vídeo mostra o que seria um confronto on-line entre dois jogadores contra o sul-coreano conhecido como Veggie Smuggler. Os três realizam movimentos engraçados para mostrar como o novo sistema funciona.

‘Earkut’

Desenvolvedores do Google pensaram em criar um sensor que alerta os usuários quando um amigo entra no perfil do Orkut. Como ele fica preso na orelha e esquenta com a presença de alguém na página do usuário na rede social, ele recebeu o nome de Earkut.

O sensor, uma espécie de brinco, esquenta por conta da superstição de que, quando alguém fala da pessoa, a orelha esquenta.

A “notícia”, uma brincadeira do 1º de abri, foi publicada no blog do Orkut.

Google com muitas brincadeiras

Ao fazer uma busca no Google neste dia 1º de abril sobre as fontes Helvetica e Comic Sans, o resultado aparecerá com as respectivas fontes, brincando com o usuário.

Além disso, a empresa brincou com seu serviço de anúncios AdWords. Uma mensagem no blog oficial diz que o Google quer relançar anúncios feios que preenchiam todas as páginas.

Kodak cria ‘foto-tatuagem’

O site de impressão de fotos da Kodak criou um serviço em que os usuários podem tatuar suas fotos favoritas no corpo. A brincadeira de 1º de abril dá até preços do serviço, com uma foto de 3 x 5 custando US$ 40 e uma de 8 x 10, o maior tamanho “disponível”, por US$ 70.

 

 

Crateras no Google Earth

Um site permite que, neste 1º de abril, usuários do serviço de mapas Google Earth coloquem crateras e borrem imagens do site.

Basta colocar qualquer endereço e selecionar o efeito desejado.

 

 

 

 

 

Blog publica notícias escritas em papel

O site especializado em games Destructoid alterou o modo de publicação de suas notícias neste 1º de abril. Todas as publicações são escritas em papel e os desenhos (que seriam imagens dos games) feitas a mão.

A brincadeira é feita com base em notícias reais.

Fonte: Globo.com

Google anuncia sistema que vai levar internet à TV

Dentro das expectativas que pairavam no mercado há meses, o Google anunciou o sistema de TV na conferência de desenvolvedores I/O há alguns meses atrás, em San Francisco, nos EUA.

A ambição do Google mira em um público espectador composto por 4 bilhões de pessoas, o que faz deste mercado o maior do mundo, com publicidade equivalente a US$ 70 bilhões anuais.

Grosso modo, o sistema leva comandos da internet à programação televisiva – por exemplo, se o usuário faz uma busca pelo seriado “House”, vai encontrar resultados tanto da televisão (canais FOX e USA nos Estados Unidos) quanto da internet (Fox, Hulu e Amazon, também tendo como parâmetro os EUA). Usuários também poderão gravar o conteúdo, por meio do sistema digital DVR.

Segundo o blog de tecnologia Engadget, o Google disse que o “vídeo deve ser consumido na maior, melhor e mais brilhante tela na sua casa, que é a TV”.

Executivo-chefe do Google, Eric Schmidt (1º à esq.), acompanhado de executivos dos parceiros do sistema

Executivo-chefe do Google, Eric Schmidt (1º à esq.), acompanhado de executivos dos parceiros do sistema

O sistema da plataforma de web para TV roda em sistema operacional Android 2.1, tem navegador Chrome e tecnologia Flash 10.1. O Google anunciou que vai liberar ferramentas para desenvolvedores “criarem suas próprias experiências”. Na I/O, participaram 3.000 programadores que trabalham com o sistema do Google.

Também foram confirmadas as parcerias com Sony (responsável pelo aparelho televisivo), Intel (processador Atom) e Logitech (o chamado box do sistema de TV-internet), conforme rumores que circulavam há meses.

“Para usuários, não importa de onde o conteúdo venha. Eles querem apenas que seja rápido e conveniente”, disse o gerente de produto do Google, Rishi Chandra.

A tela inicial apresentada pelo Google dispõe todo o conteúdo favorito do usuário, assim como aplicativos – com parcerias da Amazon e da NetFlix, segundo o executivo do Google.

Na conferência, houve demonstração de personalização de conteúdos na televisão, a partir do exemplo de que o filho de Chandra gosta da série infantil Sesame Street (Vila Sésamo, na versão norte-americana). Com o Google TV, ele pode centrar o que vai assistir nos personagens favoritos, por intermédio do site oficial do seriado.

 

Na conferência, houve demonstração de personalização de conteúdos na televisão, a partir de Sesame St.

Na conferência, houve demonstração de personalização de conteúdos na televisão, a partir de Sesame St.

Outra função simultânea apresentada pelo Google é voltada ao esporte: no exemplo, um jogo de basquete figura em uma tela secundária, enquanto o usuário navega pela tabela de resultados do Yahoo! no browser, em primeiro plano. “É apenas uma ferramenta simples”, comentou Chandra.

No hardware, vêm embutidos conexão Wi-Fi, entrada para cabo existente (TV ou satélite) que é conectado à caixa de TV do Google via HDMI, unidade de processamento gráfico (para gráficos avançados de visualização na internet) e microprocessador para sinal digital (voltado para áudio).

O Google teve alguns problemas técnicos na demonstração do sistema no evento, e atribuiu isso ao sistema Bluetooth dos celulares ligados. Mesmo pedindo constantemente o desligamento dos aparelhos, o problema persistia.

“Vocês viram o potencial da computação em nuvem. Vocês viram a possibilidade de ir do servidor para o cliente – nesse caso, a televisão – e vocês ainda podem programá-la, usando as poderosas ferramentas [de programação] que usamos todos os dias”, disse Eric Schmidt, executivo-chefe do Google, que subiu ao palco no final da apresentação.

 

Jogo de basquete figura em uma tela secundária, enquanto o usuário navega pela tabela de resultados

Jogo de basquete figura em uma tela secundária, enquanto o usuário navega pela tabela de resultados

Fonte: Folha