5 mitos sobre serviços de localização na Internet

Primeiro veio o Foursquare. Depois, o Gowalla. Agora é o Facebook que, pouco a pouco, estende ao mundo uma tecnologia própria que combina rede social e localização geográfica.

Com tantas opções por aí – e o consequente burburinho que isso traz -, é natural que surjam vários comentários sobre o que tais serviços realmente fazem. Muitos deles são verdadeiros, é fato, mas muitos outros são absolutamente falsos.

A geolocalização ainda é algo novo na arena das redes sociais. O Foursquare, por exemplo, foi lançado em 2009. E, como toda tecnologia emergente (veja o caso do Twitter, por exemplo), dúvidas não faltam. É seguro? E minha privacidade, como fica? Não é perda de tempo?

Para ajudar a separar o fato da ficção, eis cinco das principais alegações sobre serviços baseados em localização – e conheça a verdade que há nelas.

1 – Eu serei seguido.

Qualquer tecnologia implica algum risco de segurança. No entanto, os serviços baseados em localização embutem um risco único, já que você estará divulgando sua localização atual exata. Isso faz com que seja extremamente importante entender e utilizar os controles de privacidade que essa tecnologia específica oferece.

Um engano bastante comum é considerar que, em serviços de geolocalização como o Foursquare, seus movimentos são rastreados, gravados e divulgados.

Isso não é necessariamente verdade. O Foursquare, por exemplo, compartilhará sua localização apenas se você decidir efetuar check-in para avisar ao serviço que acaba de chegar a algum lugar específico.

Mesmo se você fizer o check-in, ainda terá a escolha de divulgar sua chegada ou apenas registrá-la “por debaixo do pano”.

O Facebook também aprendeu com seus problemas anteriores em relação à segurança. Como padrão, os check-ins de seu serviço Places são visíveis apenas por amigos. Esta configuração específica pode ser personalizada para permitir um compartilhamento maior, ou ser restrita a um grupo de pessoas.

De forma semelhante, se um amigo o marca como estando presente em um local, você tem a opção de remover a marca (tal como se faz com fotos). Se quiser, poderá até escolher nunca ser marcado no Places.

Moral da história: Como ocorre com outras tecnologias, cabe a você entender e usar as políticas de privacidade para manter-se seguro. Cada serviço de localização é diferente; assim, é importante saber como cada serviço funciona antes de aderir a ele.

2 – Para que preciso disso?

Divulgar sua localização para amigos pode parecer loucura. Mas pense bem: não é o que falavam das mensagens de 140 caracteres do Twitter quando foi lançado?

Os serviços de localização são mais que um jeito de dizer onde está. Ofertas de descontos e de amostras grátis têm-se tornado populares. A rede de lojas Gap, por exemplo, ofereceu a usuários do Foursquare 25% de desconto caso fizessem check-in em uma de suas lojas. A rede Ann Taylor ofereceu uma promoção parecida: 25% de desconto para “prefeitos” do Foursquare (usuários que lideram os check-ins em um determinado local nos últimos 60 dias) e 15% de desconto para cada consumidor depois de seu quinto check-in.

O Gowalla também aposta em recompensas. Em suas viagens, os usuários do Gowalla podem encontrar “souvenirs digitais”, que valem brindes no mundo real como roupas, ingressos de cinema e gadgets.

E há o aspecto social, que parece ser o foco do Facebook. “Já lhe aconteceu de ir a um show e descobrir, mais tarde, que seus amigos também estiveram lá?”, sugeria o Facebook, em seu blog, ao anunciar o Facebook Places.

O Places, afirma o Facebook, foi concebido para que você compartilhe seus lugares favoritos com seus amigos e mantenha contato com eles no mundo real.

3 – Sem smartphone, não dá para usar.

Poucas pessoas percebem que o Foursquare oferece duas opções para efetuar check-in em um local: pelo computador e via SMS.

Para fazer o check-in de seu computador, visite m.foursquare.com, role a tela para o pé da página, depois dos avisos de seus amigos, clique na opção dois – “Check-in (tell us where you are)”. Você será levado a uma nova página onde poderá efetuar o check-in.

Se seu celular não tem um navegador web, você poderá usar um código SMS do Foursquare para fazer o check-in enviando uma mensagem para 50500 (esta opção, no entanto, só funciona nos Estados Unidos).

O Facebook Places, por sua vez, está disponível agora apenas àqueles que têm a aplicação Facebook for iPhone ou para quem visitar touch.facebook.com. Essa versão do Places funcionará apenas se seu aparelho oferecer suporte a HTML5 e geolocalização.

4 – Detalhes de minha rotina serão mostrados a terceiros.

Sempre que abrir o aplicativo Foursquare em seu celular, o Foursquare usará a informação de seu aparelho para ajustar a experiência de uso ao lugar onde estiver. Por exemplo, ele lhe mostrará uma lista de atrações, amigos e dicas relacionadas às redondezas. Essa informação não é publicada em seu perfil.

O Foursquare coleta algumas informações pessoais de forma automática. Isso inclui seu endereço IP, informações de cookie e a página que você solicitou.

O Foursquare afirma que só usa essas informações de forma agregada e não para identificá-lo pessoalmente. Essa informação é compartilhada com seus parceiros, mas não de forma que poderia identificá-lo, informa a empresa. Gowalla e Facebook funcionam de maneira semelhante.

5 – Vou chatear amigos e seguidores com atualizações sem graça.

Você provavelmente já viu atualizações de amigos do Facebook e de seguidores do Twitter que anunciam, a cada meia hora, onde estão.

Este é um recurso do Foursquare que, para funcionar, precisa ser ativado de forma intencional. Sem isso, suas atualizações não aparecerão no Facebook nem no Twitter.

Se você ativar o recurso, perceberá que suas atualizações de local não serão mais privativas – elas aparecerão na timeline pública do Twitter e serão visíveis por todos os seus seguidores.

De forma semelhante, se escolher ligar sua conta do Foursquare ao Facebook, suas atualizações serão divulgadas nos news feeds de seus amigos e se tornarão disponíveis publicamente caso as configurações de privacidade permitam que as pessoas vejam seu mural. O mesmo é verdade quando se liga uma conta do Gowalla ao Twitter e ao Facebook.

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Usuários do Twitter cometem barbeiragens via Twitcam; saiba as consequências

Ano passado, um jovem de 16 anos do Rio Grande do Sul trocou carícias sexuais com uma garota de 14 anos durante uma sessão do Twitcam – serviço de webcam ao vivo, utilizado por usuários do Twitter. Um dos espectadores – a transmissão teve mais de 20 mil deles – denunciou o fato para a polícia e ambos foram descobertos. Apesar de o caso ser emblemático, isso só mostra o quanto os internautas estão despreparados para lidar com novas ferramentas de exposição oferecidas no ambiente virtual.

Além da repercussão, há ainda o problema da perpetuação de conteúdo. O material – no caso relatado acima cenas íntimas entre dois jovens – corre o risco de ser espalhado de forma viral, além de ficar hospedado em sites de vídeos ou de downloads, ganhando ainda mais popularidade e longevidade na internet. Por isso lembre-se, antes de filmar qualquer coisa: aquela camerazinha em cima do seu computador faz transmissões para o mundo inteiro. E isso é algo que as vítimas do YouTube ainda têm a ensinar para os (ainda novos) usuários da Twitcam.

Punidos pela lei, os menores foram condenados a prestar serviços comunitários. Esse tipo de exposição entre os jovens não é algo fora do comum, segundo Leila Salomão, professora do Instituto de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo). “Sempre houve, só que antes eles utilizavam os diários e cadernos de anotações. Hoje em dia, com a internet, muitos não estão preparados para lidar com o grau de abertura [proporcionado pela rede]”.

O mau uso de serviços de vídeo não é um problema apenas para adolescentes. Jogadores do Santos, em uma sessão de vídeo ao vivo, resolveram criticar a atuação de alguns companheiros de clube e também desrespeitar torcedores. A exposição pegou mal e os atletas tiveram de se retratar, também via Twitcam, dizendo se tratar apenas de uma brincadeira.

“Em ambiente privado um assunto pode ter uma repercussão nula. Já em ambiente público [como a internet] isso pode ganhar outras proporções”, adverte Helen Sardenberg, delegada da DRCI-RJ (Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática), sobre os cuidados antes de emitir alguma opinião durante transmissão na web.

Ainda nessa linha, Leila Salomão afirma que um dos fenômenos que a internet acaba causando nas pessoas é a banalização do desrespeito ao outro. Isso, segundo a especialista, é fruto da distância física entre os internautas, que acabam servindo como objetos uns dos outros – seja de prazer, seja de diversão. “É preciso resgatar alguns valores”, finalizou.

Consequências

A exploração de imagens de adolescentes na internet, segundo Leila Salomão, pode causar danos irreparáveis na formação psicológica da pessoa. “Isso pode até levar a atos extremos, como o suicídio. Em casos ‘menos extremos’, esse tipo de ação pode comprometer o emocional, fazendo com que a vítima tenha problemas com autoestima ou até causar depressão.”

Em casos como o dos adolescentes gaúchos, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) pode ser aplicado. O ECA prevê a reclusão de um a quatro anos e multa para quem adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente. Ou seja: além dos menores, pessoas que baixaram o vídeo e distribuíram em outros sites podem ser punidas.

O principal conselho, conforme adverte Renato Opice Blum, advogado especialista em Direito Eletrônico, é que, em frente à câmera, o usuário pense nos vídeos online como uma transmissão televisiva. “Tudo aquilo que o internauta falar pode ficar gravado para sempre”, explica. Ainda segundo o advogado, a punição recairá sobre quem produz o material – e não sobre o site responsável pela transmissão ou divulgação.

Já cenas de pornografia ou sexo explícito, produzidas por adultos, não configuram crime a menos que a pessoa responsável pela transmissão tenha enganado o internauta – anunciando antes que iria transmitir uma sessão de piadas, por exemplo. Quem se sentir constrangido ao ver as imagens pode denunciar o abuso às autoridades e buscar reparações na Justiça.

Além disso, é preciso ficar atento também a comentários em vídeo sobre outras pessoas e a empresas, lembra Opice Blum. Os chamados “crimes contra a honra”, que podem acontecer quando o internauta ofende ou põe em dúvida a reputação de terceiros, podem resultar em indenizações pesadas. Também podem ser punidos os usuários que utilizarem a Twitcam para incitar discriminação e preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas; estupro, suicídio e uso de drogas, entre outros.

Fonte: UOL Tecnologia

5 dicas para encontrar seguidores interessantes no Twitter

O Twitter tem mais de 100 milhões de usuários, o que significa que para procurar alguém interessante, uma indicação de um evento, uma oferta exclusiva, notícias, piadas e etc, provavelmente, você poderá achar usuários não tão interessantes, como empresas vendendo seus produtos e serviços ou pessoas tuitando sobre o cotidiano.

Para resolver isso, com um novo recurso lançado há um tempo atrás, o Twitter é capaz de sugerir contatos interessantes no microblog. O serviço é semelhante ao oferecido atualmente por inúmeras páginas na web, no qual é possível digitar uma palavra-chave ou um local, e acessar uma lista de usuários.

Abaixo, veja como funciona a ferramenta “Who to Follow”, além de quatro outros sites para você conseguir followers mais relevantes.

1. Who to Follow

Para usar o serviço é simples. Basta se logar no Twitter e clicar no item “Find People” na principal barra de ferramentas. A busca pode ser feita de três diferentes modos.

Com “Find on Twitter”, o usuário pode digitar o nome e procurar pelas instituições e pessoas cadastradas.

A segunda opção, chamada de “Browse Interests”, permite encontrar um internauta de acordo com uma lista de categorias, por exemplo, negócios, entretenimento, família, saúde, música, política e esportes. Clique em qualquer uma delas para gerar uma lista de pessoas ligadas ao assunto desejado. Você pode seguí-los a partir da própria página.

A terceira opção, “Find Friends”, pede que você digite o seu endereço de e-mail e senha para encontrar entre os seus contatos do seu correio eletrônico, como Gmail, Yahoo e Aol, cadastrados na rede social. A partir dessa pesquisa, você terá uma lista de possíveis pessoas para seguir.

2. WeFollow

O diretório do WeFollow traz uma lista com os integrantes da rede com o maior número de seguidores separados por categorias, que incluem celebridades, música, mídia social, empresários, notícias, blogs, tecnologia, TV, atores e comédia. Ao clicar em um dos usuários, será possível acessar uma nova página de estatísticas, por exemplo, com o número de seguidores e de atualizações.

O WeFollow também permite inserir tags na barra de pesquisa para aprimorar ainda mais a busca.

Ainda é possível adicionar a si mesmo no diretório, o que ajuda para que outras pessoas com interesses semelhantes possam encontrá-lo. Para fazer isso, clique em “Add-se WeFollow” e digite os seus interesses.

3. Twellow

Twellow é quase um serviço de  “Páginas Amarelas” do Twitter.

São inúmeras as maneiras de usá-lo. Você pode escolher usuários, analisando e classificando de acordo com categorias e palavra-chaves. Ainda inclui a ferramenta “TwelloHood”, no qual é possível encontrar, a partir de um mapa mundi, usuários localizados na América do Norte, Europa e Austrália.

4. Geofollow

O Geofollow oferece muitas das ações de busca do próprio Twitter, mas a especialidade é encontrar usuários com base em suas posições. Buscar por novos perfis com base na cidade, estado ou país. O Geofollow também permite que você veja as informações dos usuários diretamente do site, bem como adicionar-se ao seu diretório.

5. Twibs

Assim como Geofollow centra-se na localização, Twibs se concentra em encontrar (e listar) as corporações no Twitter. Faça o login no site e procure entre as 25 mil empresas, ou cadastre a sua empresas para que outros possam encontrá-la.