Pegadinhas enganam internautas no dia 1º de abril

Como já é tradição no dia 1º de abril, sites e empresas de tecnologia pregam pegadinhas nos internautas publicando novidades e lançamentos absurdos. Confira as melhores piadas noticiadas nesta sexta-feira (1):

iPad substitui prato em restaurante

O restaurante Tableau, no bairro do Soho, em Londres, brinca com o dia 1º de abri mostrando um iPad 2 como substituto de um prato. Em descrição no site do restaurante, o local inova por apresentar novo tablet da Apple para servir a comida aos fregueses sofisticados.

Uma busca no Google mostra até o endereço do local, que nada mais é do que uma brincadeira no dia da mentira. Há até uma suposta frase de Steve Jobs que elogia o lugar.

Vaga de emprego: ‘autocompletador’

O Google começou o 1º de abril postando uma vaga de emprego de “autocompletador”. “Todos os dias, as pessoas digitam mais de 1 bilhão de buscas no Google esperando que o site antecipe o que eles estão procurando. Para melhorar o serviço, precisamos da sua ajuda”, dizia a descrição da vaga.

A empresa afirma que o “autocompletador” terá que adivinhar o que o usuário está buscando no momento em que a palavra é digitada. “Não se preocupe, depois de algumas previsões, você ganhará todos os reflexos necessários”. O Google inclusive publicou um vídeo em que um “autocompletador” fala mais sobre a vaga.

E-mail controlado por gestos

A brincadeira de 1º de abril do Gmail foi a criação do serviço “Gmail Motion”, que permite substituir a digitação e o uso do mouse por gestos captados pela webcam do usuário.

Por exemplo, para enviar uma mensagem, o usuário deve fazer os gestos de lamber um selo e colá-lo num envelope. Até para digitar não seria necessário o teclado, pois os gestos fariam o sistema entender o que se quer escrever.

‘Nerds Nervosos’

O que você faz quando a sua programação contém bugs? Chama os Angry Nerds. Fazendo uma paródia ao popular jogo de smartphone, Angry Birds, o aplicativo transforma os passarinhos em nerds de todos os tipos e os arremessa contra os malvados bugs que infestam os códigos-fonte.

No site do produto é possível fazer uma pequena interação a título de demonstração: ao clicar sobre o personagem, ele é lançado da cadeira para atingir o vilão.

Melhores virais da internet há 100 anos

Quais foram os vídeos que mais bombaram na web em 1911? A internet ainda estava a mais de meio século de ser inventada, mas a equipe do Youtube resolveu recriar 5 memes que circularam na rede recentemente, mas com visual e linguagem do cinema do início do século XX.

Aparecem versões “retrô” do blog “Fail”, do “Keyboard cat” (que agora toca um trompete), de Antoine Dodson, famoso pela entrevista na qual pede que “escondam seus filhos, escondam suas mulheres”, e até do “Rickrolling”. Veja o vídeo.

1º monóculo 3D

No dia 1º de abril, a Toshiba anunciou o primeiro monóculo com tecnologia 3D, para aqueles usuários que não gostam dos ‘pesados’ óculos 3D. “Com o ‘Spectacle’, a experiência em 3D em um olhos será tão real que você irá pensar que está usando ambos os olhos”, dizia o anúncio. Conforme a Toshiba, colocar a tecnologia 3D em um dispositivo tão pequeno não foi fácil.

LinkedIn adiciona famosos aos contatos

A rede profissional LinkedIn também elaborou uma piada para o dia 1º de abril. Ao acessar o site, o usuário deve clicar em “Contatos”, “Adicionar conexões” e escolher “Pessoas que você pode conhecer”. Na lista falsa irão aparecer nomes como Robin Hood, Albert Einstein e Sherlock Holmes.

Blizzard lança ‘Starcraft II’ para o Kinect

Em um vídeo publicado na internet, a Blizzard, produtora dos games “Starcraft II”, “World of Warcraft” e “Diablo III”, mostra que está voltando a lançar jogos nos consoles. Em uma brincadeira de 1º de abril, a empresa mostra a versão do jogo de estratégia “Starcraft II”, chamado de “Starcraft: Motiom Overdrive” para o Xbox 360, que usa o Kinect para controlar as unidades do exército do jogador apenas com movimentos do corpo.

O vídeo mostra o que seria um confronto on-line entre dois jogadores contra o sul-coreano conhecido como Veggie Smuggler. Os três realizam movimentos engraçados para mostrar como o novo sistema funciona.

‘Earkut’

Desenvolvedores do Google pensaram em criar um sensor que alerta os usuários quando um amigo entra no perfil do Orkut. Como ele fica preso na orelha e esquenta com a presença de alguém na página do usuário na rede social, ele recebeu o nome de Earkut.

O sensor, uma espécie de brinco, esquenta por conta da superstição de que, quando alguém fala da pessoa, a orelha esquenta.

A “notícia”, uma brincadeira do 1º de abri, foi publicada no blog do Orkut.

Google com muitas brincadeiras

Ao fazer uma busca no Google neste dia 1º de abril sobre as fontes Helvetica e Comic Sans, o resultado aparecerá com as respectivas fontes, brincando com o usuário.

Além disso, a empresa brincou com seu serviço de anúncios AdWords. Uma mensagem no blog oficial diz que o Google quer relançar anúncios feios que preenchiam todas as páginas.

Kodak cria ‘foto-tatuagem’

O site de impressão de fotos da Kodak criou um serviço em que os usuários podem tatuar suas fotos favoritas no corpo. A brincadeira de 1º de abril dá até preços do serviço, com uma foto de 3 x 5 custando US$ 40 e uma de 8 x 10, o maior tamanho “disponível”, por US$ 70.

 

 

Crateras no Google Earth

Um site permite que, neste 1º de abril, usuários do serviço de mapas Google Earth coloquem crateras e borrem imagens do site.

Basta colocar qualquer endereço e selecionar o efeito desejado.

 

 

 

 

 

Blog publica notícias escritas em papel

O site especializado em games Destructoid alterou o modo de publicação de suas notícias neste 1º de abril. Todas as publicações são escritas em papel e os desenhos (que seriam imagens dos games) feitas a mão.

A brincadeira é feita com base em notícias reais.

Fonte: Globo.com
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TV 3D: Chegou mesmo a hora?

Depois de décadas confinada aos filmes B na sessão da meia-noite, o 3D finalmente chegou às massas com uma enxurrada de filmes no novo formato sendo produzidos por Hollywood. E a tecnologia não está restrita às salas de cinema: em breve ela estará disponível em uma sala de estar ou monitor de computador perto de você.

Isto é, se você conseguir pagar. Vídeo em 3D requer equipamento que a maioria das pessoas ainda não tem, como TVs capazes de exibir imagens em 3D e os óculos que as acompanham. Uma TV 3D básica custa cerca de R$ 7.000, sem falar no preço dos óculos necessários para ver as imagens: a maioria das TVs vem com um par de óculos, mas se sua família tem quatro pessoas você terá de comprar pares extras.

Adicionar 3D a um PC também é caro. Por exemplo, um kit com óculos NVIDIA 3D Vision sai por R$ 750, mas isso é só parte do custo. Você também vai precisar de um monitor capaz de lidar com as imagens em 3D, que sai por cerca de R$ 650, sem falar em uma nova placa de vídeo compatível com a tecnologia: um modelo básico como a GeForce GTS240 sai por R$ 430. Além disso, seu PC precisa estar rodando um sistema operacional como o Windows 7 ou Windows Vista.

Portanto, embora o 3D em casa tenha se tornado viável, a tecnologia precisa se tornar muito mais do que uma “moda” para justificar o alto custo.

A história do 3D

Imagens 3D, ou “estereoscopia”, existem de uma forma ou outra há muito tempo. A idéia básica permanece simples: usam-se duas câmeras para fotografar a mesma cena de ângulos ligeiramente diferentes, como uma forma de reproduzir o jeito como os olhos humanos vêem o mundo. O View-Master, um brinquedo da norte-americana Fischer Price que alguns de nós tivemos quando crianças ou que demos a nossos filhos é um bom exemplo de um estereoscópio básico.

Outro exemplo é o 3D anáglifo, que usa os já clássicos óculos com lentes azuis e vermelhas. O processo, patenteado em 1891 pelo cientista francês Louis Ducos Du Hauron (e refinado a partir de uma técnica usada desde 1840) inicialmente permitia apenas a reprodução de imagens monocromáticas, mas inovações recentes, como o sistema ColorCode 3D apresentado na última década, são capazes de reproduzir uma gama bastante ampla de cores.

Como o 3D anáglifo funciona em praticamente qualquer formato (TV, filmes ou mídia impressa) e é relativamente barato de implementar, ele ainda é amplamente usado para conseguir efeitos 3D de forma rápida e barata. Até mesmo as placas de vídeo compatíveis com 3D da NVidia suportam o 3D anáglifo como um “mínimo denominador comum” para mostrar 3D em qualquer tela.

Entretanto, há dois grandes problemas com o 3D anáglifo: um é a falta generalizada de nitidez na imagem, já que os detalhes se perdem na lente vermelha; o segundo, é que parte da cor é perdida, mesmo se você usar um sistema que restaure as cores.

Quando o 3D chegou aos cinemas em 1950 – sua estréia foi no filme Bwana Devil, de Arch Oboler – usavam-se lentes polarizadas, um dos sistemas mais comuns para o cinema mesmo nos dias de hoje. As imagens para cada olho eram projetadas através de um filtro polarizador, e o espectador usava óculos polarizados que reconstruíam a imagem. Este sistema preserva as cores e não causa tanta perda de detalhes quanto o 3D anáglifo.

Mas o sistema exigia um tipo de tela que preservasse a polarização da luz, fenômeno onde as ondas luminosas são filtradas de forma que só aquelas que “vibram” em uma certa direção conseguem passar pelo filtro. Esta limitação tornou o sistema mais adequado para projeção no cinema do que na TV. Além disso, muitos objetos na tela ainda tinham “halos” estranhos ou cantos borrados, o que tornava desconfortável assistir as cenas por longos períodos de tempo.

Surge uma nova tecnologia

Foi necessária a invenção dos displays de cristal líquido (LCD), entre outras coisas, para chegarmos à tecnologia 3D “Active Shutter”, que é o atual “estado da arte” e base para a maioria das telas 3D no mercado atualmente.

Os espectadores usam óculos cujas lentes são, na verdade, painéis de cristal líquido que alternam entre bloquear ou deixar passar a luz para os olhos esquerdo e direito 120 vezes por segundo (120 Hz). Eles então olham para uma tela que é sincronizada com os óculos para exibir a imagem apropriada para cada olho. As imagens não tem cantos borrados ou “fantasmas” como nos outros sistemas, e tanto imagens em preto-e-branco quanto a cores podem ser usadas.

Mas há pontos negativos. Um deles é que, entre os óculos escurecidos e a troca da imagem 120 vezes por segundo, o brilho da imagem é na prática reduzido pela metade. Isto não é tão ruim se você está em uma sala escura (cinema ou home theater), mas pode ser problemático em outros ambientes. Segundo, você tem que usar óculos, e isso pode ser uma distração. Ainda mais para quem já usa óculos por causa de problemas de visão, ou acha os óculos 3D um incômodo.

Por fim, ainda não há um padrão para óculos 3D. Por exemplo, se você der uma festa para seus filhos e quiser mostrar aos convidados um cartoon em 3D em uma TV Sony, eles não conseguirão assistir usando os óculos de uma TV Samsung.

A escassez de conteúdo

Entretanto, o que importa mais que a tecnologia é o conteúdo. É ele quem manda, especialmente quando o assunto é 3D, e no momento não há muito conteúdo 3D no mercado, sejam transmissões ao vivo ou material gravado.

Muitas das barreiras para a geração de conteúdo 3D são técnicas e econômicas. Assim como os primeiros anos da cor criaram desafios técnicos para as equipes de cinema e TV, filmar em 3D requer câmeras especiais e capacidade técnica para usá-las. Não é algo insuperável – as pessoas podem ser treinadas no uso do novo equipamento em pouco tempo – mas só faz sentido se houver demanda por conteúdo 3D para justificar o esforço.

Claro, existe a possibilidade de converter material que já existe em 2D para 3D. Por exemplo, embora o remake de “Fúria de Titãs” não tenha sido gravado em 3D, foi lançado nos cinemas neste formato graças a um processo de conversão.

Também é possível que o próprio aparelho do espectador realize a conversão de 2D para 3D em tempo real. A versão atual do Cyberlink PowerDVD tem um recurso chamado TrueTheater 3D que permite a conversão de DVDs tradicionais em 2D para 3D. Aparelhos de TV da linha Cell TV da Toshiba também prometem fazer a conversão, e alguns modelos de TVs da Samsung já disponíveis no mercado nacional também trazem este recurso.

 

O problema com este processo é que ele exige a adição de informações (profundidade) que nunca estiveram presentes na imagem, e que nem sempre podem ser deduzidas a partir da simples análise de uma imagem (ou sequência de imagens como um vídeo) em 2D. Este foi um dos problemas enfrentados pelos estúdios de cinema quando fizeram a conversão de filmes como Fúria de Titãs e Alice no País das Maravilhas de 2D para 3D. Segundo os próprios especialistas, é necessário uma dose de trabalho manual para que a técnica realmente funcione, o que significa que os resultados de uma conversão automática de 2D para 3D feita por software ou hardware serão limitados na melhor das hipóteses.

3D: quem precisa dele?

Isto nos leva a outro problema com o entretenimento em 3D, um que não gera tanta discussão na comunidade técnica: os problemas artísticos e estéticos introduzidos pelo 3D.

O tamanho e detalhes da maioria das cenas em um filme, especialmente em uma tela grande, criam um efeito 3D próprio. Adicione 3D de verdade a isto e o diretor tem de tomar uma série de decisões extras: quão frequentemente posso cortar sem desorientar a platéia? O que manter em foco, um objeto ou toda a cena? Faço esta parte “saltar” da tela ou “afundar” dentro dela?

Questões como estas, mais os problemas técnicos gerados pelo 3D, fizeram o crítico de cinema Roger Ebert escrever um artigo para a revista Newsweek onde condena o 3D no cinema como um “truque inútil”. Seria uma forma de não só fazer os espectadores pagarem mais pelo ingresso, declarou, como de forçar os donos de cinemas a atualizar seu equipamento de projeção. O crítico do New York Times A. O. Scott disse que o 3D é mais adequado a animação do que filmes convencionais, que os “efeitos quase holográficos onde as coisas saltam da tela” parecem mais adequados a filmes “etéreos” como Alice no País das Maravilhas e Fúria de Titãs.

Em outras palavras, um bom filme em 2D não precisa de 3D para ficar melhor, assim como um bom filme em preto e branco não tem seu valor reduzido apenas por não ter cor.

Outro problema em potencial para o 3D é médico, e não estético. A CNN.com citou um professor de oftalmologia que alegou que 20% dos espectadores que assistem conteúdo em 3D por períodos prolongados de tempo sentem tonturas e náusea.

É possível por a culpa de parte disso no que acontece quando você pega conteúdo com cenas muito movimentadas, mais adequado a 2D, e o exibe em 3D. Os espectadores não conseguem focar o que está acontecendo rápido o suficiente e ficam enjoados. 3D também parece ser um incômodo para pessoas que tem problemas de visão como estrabismo ou epilepsia fotosensível. O efeito “estroboscópico” criado pelas lentes pode não ser perceptível para a maioria das pessoas, mas os que são sensíveis a ele podem ter de dores de cabeça a desmaios. A Samsung, que fabrica TVs 3D, já emitiu avisos sobre o problema.

Jogos

Filmes e TV em 3D podem não ser uma boa aposta, mas há outra forma de entretenimento que pode não só gerar mais interesse pelo 3D como ser feita “sob medida” para a técnica: video games.

Há várias razões pelas quais jogos e 3D combinam. Gamers são geralmente mais receptivos a novas tecnologias (e geralmente tem dinheiro para adquiri-las), a geração atual de consoles e placas de vídeo já suporta jogos e telas em 3D com uma simples atualização dos drivers ou firmware, e os jogos são o tipo de experiência onde o 3D pode ser realmente útil.

Tentativas anteriores de games em 3D, como o Virtual Boy lançado pela Nintendo em 1995, eram complexas pois dependiam de tecnologia que ainda não estava completamente desenvolvida e não funcionava em nenhum outro lugar. Mas os novos sistemas usam a mesma tecnologia 3D que já é encontrada nas TVs mais recentes, assim como aconteceu com a alta-definição.

Assim como os filmes, nem todo jogo se beneficia do efeito 3D, mas há os que se beneficiam imensamente.

3D sem óculos

Uma forma do 3D ganhar espaço contra o 2D é com uma tecnologia de telas que não exija o uso de óculos. A ficção científica brinca com este conceito há décadas: uma imagem holográfica projetada no ar, ou exibida dentro de um cubo ou esfera. Tais sistemas ainda estão distantes, mas há várias empresas que estão trabalhando em telas 3D que usam tecnologias já existentes de forma criativa.

A maioria dos leitores já deve ter visto uma forma de 3D chamada 3D lenticular, que usa uma folha de plástico coberta com linhas verticais como uma espécie de lente para criar um efeito 3D em cartões de visita e anúncios. Algumas empresas estão trabalhando em telas que usam uma variação desta tecnologia. Uma empresa chamada CubicVue vende um filtro filtro lenticular que é projetado para ser instalado sobre uma tela convencional. A empresa também diz que sua tecnologia pode ser embutida diretamente na tela, o que deve produzir melhores resultados.

Os fabricantes de telas não são os únicos interessados em 3D sem óculos. O Nintendo 3DS é um console que não só tem uma tela 3D como tem um sistema com duas câmeras capazes de tirar fotos 3D, que podem ser exibidas na tela principal do aparelho.

Conclusões

Sempre haverão pessoas que tem o desejo de ter o que há de mais moderno em tecnologia, e estas pessoas provavelmente já compraram uma TV 3D. Para o resto de nós, faz mais sentido esperar até que alguns dos problemas com a tecnologia 3D para uso doméstico tenham sido resolvidos.

A verdade é que o 3D não irá substituir o 2D – porque há muitas razões para manter o 2D. Ele é prático, eficiente e acima de tudo barato. Quase toda a tecnologia 3D existente hoje tem um custo extra. E mesmo quando o custo for reduzido, ainda assim será mais difícil criar conteúdo 3D que 2D – especialmente conteúdo originalmente em 3D e não algo meramente “sintetizado” a partir de 2D.

O que o 3D fez e vai continuar fazendo é criar um mercado pequeno e significante para conteúdo especializado. Ele não vai substituir o 2D, mas irá complementá-lo – da mesma forma como os netbooks e o iPad acompanham os desktops e notebooks convencionais. E a busca por uma tecnologia 3D que não requer nada mais que um par de olhos saudáveis é uma aventura por si só, que mal começou.

Fonte: PC World

LCD, plasma, 3D, OLED… Tire suas dúvidas antes de comprar sua TV

Se você já saiu às compras em busca de um novo computador ou HDTV (TV de alta definição), provavelmente viu um monte de termos complicados de tecnologia de telas nas especificações dos produtos nas prateleiras. Você pode ter se perguntado, “o que esses termos significam? Quais deles realmente importam”? Para responder a essas dúvidas, aqui está o nosso guia sobre o que essas especificações técnicas significam, o que você precisa saber sobre elas, e o que você deveria estar procurando por aí.

LCD (tela de cristal líquido) e plasma são os tipos de telas mais comuns que você vai ver no mercado. Plasma é predominantemente usada para HDTVs, enquanto as LCDs são comuns em TVs e monitores de computador. Além disso, há várias outras tecnologias interessantes no horizonte.

Alguns dos fatores mais importantes para a qualidade de uma tela são a profundidade de cor (a exatidão com que a tela reproduz as cores), seu ângulo de visão (se alguma mudança de cor ocorre quando você vê a tela lateralmente), e seu motion processing (processador de movimento – que refere a como a tela consegue lidar com cenas de ação rápida). Neste guia, vamos dar uma olhada em todos esses tópicos.

Plasma X LCD

Até pouco tempo, plasma era a tecnologia preferida para HDTVs, mas ela já foi ultrapassada pelo LCD. A tecnologia de plasma possui muitas vantagens e desvantagens em relação ao seu “rival”.

Alguns fabricantes, como a Samsung, produzem HDTVs de LCD e de plasma, e a Panasonic vende apenas a última, mas a maioria dos fabricantes se livrou da tecnologia, sendo que a Pioneer inclusive descontinuou sua linha de HDTVs de plasma no último ano.

O maior problema com essa tecnologia é o seu uso de energia. As HDTVs com essa tecnologia geralmente consomem mais do que as de LCD, o que, é claro, significa contas maiores no final do mês. Além disso, as TVs de plasma são mais suscetíveis a burn-ins (efeito de queimadura) da tela e fantasmas de imagem (image ghosting) do que seu rival, apesar de que esse é um problema mais recorrente em modelos antigos de plasma.

Apesar disso, existem razões reais para se considerar comprar uma TV de plasma em vez de LCD, especialmente se você dá valor à qualidade da imagem. As telas de plasma fazem um trabalho muito melhor em lidar com cenas escuras, e oferecem melhores ângulos de visão do que a maioria das LCDs.

E as HDTVs de plasma, historicamente, têm lidado de forma mais suave com imagens de movimentos rápidos (fast motion) em comparação com as de LCD. Na verdade, foi só a partir dos últimos anos – com o advento do backlighting (forma de iluminação da tela) de LED e taxas de atualização mais rápidas – que as LCDs tornaram-se mais competitivas neste assunto.

LCD: tela de cristal líquido

Tela de cristal líquido – LCD em resumo – é um dos tipos de tela mais comuns que você vai encontrar em um computador ou TV.
As telas de LCD empregam inúmeras tecnologias diferentes, com twisted nematic (TN) e in-plane switching (IPS) sendo alguns dos mais comuns. Outros tipos mais completos de LCD incluem MVA (Multi-domain Vertical Alignment) e PVA (Patterned Vertical Alignment).

As diferenças entre as telas tendem a ser enigmáticas (tendo a ver com como os cristais líquidos são estruturados dentro das telas), mas existe uma diferença chave que a maioria das pessoas deveria se importar: um painel  TN LCD geralmente vai ter ângulos de visão mais limitados do que um painel equivalente de IPS, MVA ou PVA. Ângulos de visão mais amplos significam menos mudanças de cor quando você olha lateralmente para a tela. As HDTVs normalmente usam as tecnologias de maior performance como IPS, MVA, e PVA.

Profundidade de cor

Algumas LCDs são painéis de 6 bits, que são capazes de exibir aproximadamente 65 mil cores; outras são de 8bits, e conseguem exibir mais de 16 milhões de cores. Nos modelos mais completos, há LCDs de 10 bits que podem exibir mais de um bilhão de cores. Uma LCD de 6 bits pode “imitar” cores de 8bits a alguma extensão ao usar uma técnica chamada “dithering”. Esse approach tenta aproximar a verdadeira cor de uma imagem ao usar combinações de cores que a tela é capaz de exibir.

Para a maior parte dos usuários de computador, uma tela de 6 bits pode não ser ideal, mas se tudo que você faz é acessar a Internet e trabalhar com textos, não é o fim do mundo. Por outro lado, se o seu trabalho exige alta precisão de cores – como edição profissional de vídeo ou de fotografia – você vai querer se assegurar de ter, no mínimo, uma tela de 8 bits. As HDTVs normalmente usam telas de 8 bits ou superiores, então essa é uma preocupação a menos para TVs de alta definição.

Backlighting

O outro grande diferenciador entre as LCDs é a tecnologia de backlight. Tradicionalmente, as LCDs usavam fonte de backlight com lâmpada fria fluorescente (CCFL, em inglês), uma configuração que basicamente usa um tubo para iluminar sua tela. A maior desvantagem das CCFLs é que a backlight escurece com o tempo, por isso à medida que sua HDTV ou monitor envelhece, torna-se mais escuro e menos brilhante.

O backlighting LED (light-emitting diode) resolve esse problema específico, e oferece mais alguns benefícios. Ele não envelhece com o tempo, e ao contrário do backlighting CCFL, que demora um tempo para esquentar para atingir brilho total quando você liga a tela, o LED possui brilho total desde o momento em que é ligado.

Ele também possui um consumo de energia mais eficiente, sendo ideal para laptops e outros aparelhos portáteis, como smartphones e tablets. A empresa de pesquisa de mercado DisplaySearch prevê que mais da metade das HDTVs vendidas em 2011 virão com alguma forma de backlighting de LED.

É possível encontrar duas variações de backlighting de LED. O Edge-lit, como sugere o nome, coloca os LEDs ao longo da borda da tela, enquanto que no full-array, os LEDs ficam atrás do próprio painel. Normalmente, o full-array pode fazer um truque adicional que é muito útil: ele desliga o backlight em áreas mais escuras de uma cena para melhorar o contraste da tela – uma técnica conhecida como “local-area dimming” (algo como “escurecimento local da área”).

E essa técnica também está chegando a algumas LCDs com edge-lit. Em um evento neste ano, a Samsung anunciou HDTVs com backlit edge-lit que também possuem a função “local-area dimming”.

Taxa de atualização

A taxa de atualização (refresh) de uma tela descreve a velocidade com que ela consegue exibir um novo frame de vídeo. A taxa é normalmente expressada em hertz (Hz), que efetivamente significa a frequência de atualizações por segundo da tela (por exemplo, uma tela 60Hz se atualiza 60 vezes por segundo). As LCDs geralmente vem com taxas de 60Hz, 120Hz, ou 240Hz.

A taxa de atualização é um indicador importante sobre o quão bem uma tela consegue lidar com movimentos rápidos (fast motion) – uma coisa importante a considerar se você gosta de assistir a eventos esportivos ou filmes de ação. De modo geral, quanto maior a taxa de atualização, mais suave será o movimento. Essa é uma consideração mais para HDTVs, mas também existem alguns monitores de 120Hz no mercado.

O impacto da taxa de atualização sobre o desempenho de uma tela é uma questão controversa. Em testes, descobriu-se que, de forma geral, 120 Hz é atualmente o ponto mais legal para HDTVs; você terá movimentos mais suaves do que com um set de 60Hz, e os preços estão diminuindo. A diferença entre 120Hz e 240Hz não é tão gritante, por isso comprar uma HDTV de 240Hz pode não valer o investimento extra.

Tenha em mente que uma maior taxa de atualização não garante necessariamente uma melhor performance de movimento. Existem algumas HDTVs de 120Hz que falham em testes de movimento, por isso outros fatores – como os componentes eletrônicos por trás da tela – podem estar em jogo. Obviamente, o melhor a se fazer é olhar pessoalmente as HDTVs antes de comprar uma.

Proporções de contraste não significam nada

Muitos fabricantes fazem um enorme barulho sobre as taxas de contraste (contrast ratios), que deveriam especificar qual a amplitude que um raio de tonalidades claras e escuras podem ser exibidos por uma HDTV ou monitor. No entanto, essa é uma medida que não significa nada quanto à qualidade de uma tela.

Atualmente, não existe uma forma padrão de medir isso, o que explica até certo ponto a razão de uma companhia talvez listar seus produtos como tendo proporções de contraste no raio de 20,000:1, enquanto outra pode se gabar sobre proporções de 1,000,000:1.

Até que a indústria de eletrônicos estabeleça uma maneira de medir e expressar as proporções de contraste, você provavelmente deveria ignorar toda essa métrica. Em vez disso, julgue uma tela usando seus próprios olhos. Você vai querer procurar por telas que possuem preto bem escuro, como tinta, e evitar aquelas que possuem preto mais puxado para cinza.

3D

As telas 3D normalmente funcionam ao exibir dois streams de vídeo ao mesmo tempo: um para o olho esquerdo, e outro para o direito. Os frames desses sinais de vídeos são entrelaçados, por isso é preciso usar óculos para filtrar os dois sinais (ou seja, o obturador da lente esquerda vai filtrar a imagem produzida para o olho direito, e vice-versa).

Tanto a própria tela quanto os eletrônicos subjacentes possuem papel importante na tecnologia 3D. Uma HDTV ou monitor 3D precisa de uma rápida taxa de atualização (120Hz ou mais rápida), mas não importa se a tela é LCD ou plasma. No caso de telas 3D polarizadas, um filme colocado sobre a tela facilita o efeito 3D (no entanto, você ainda vai precisar dos óculos para filtrar os dois sinais de vídeo). E uma vez que uma TV 3D exige dois sinais de vídeo para o efeito 3D, também vai precisar de dois sintonizadores HD.

Uma tecnologia 3D ainda inédita é o 3D “autoestereoscópico” – em outras palavras, são telas que não precisam de nenhum tipo de óculos. A novidade estará presente em um futuro não muito distante, em gadgets portáteis como smartphones e no Nintendo 3DS, mas vai demorar um tempo até que você possa ter uma TV 3D autoestereoscópica.

O que vem depois: OLED

Telas OLED (Organic light-emitting diode) representam uma tecnologia relativamente nova; elas apareceram primeiro em aparelhos móveis e agora estão chegando aos monitores de PC e televisores. Ao contrário da LCD, OLED não exige nenhuma backlight – os pixels individuais se acendem. Isso permite que as telas desta tecnologia sejam muito finas.

No momento, a OLED continua impraticável em aparelhos maiores, especialmente em razão de custos de fabricação. Por exemplo, é esperado que a TV OLED de 15 polegadas da LG custe 2000 euros, ou cerca de 2.500 dólares nas taxas de câmbio atuais.

O tempo de vida tem sido uma preocupação para telas OLEDs. O analista de mercado da empresa DisplaySearch, Paul Semenza, nos diz que existem dois problemas: a degradação de tela como um todo, e a vida curta dos pixels individuais de cor.

Se um pixel de cor possui um menor tempo de vida do que outro, isso vai resultar em uma cor defeituosa com o passar do tempo. De acordo com informações prévias, os pixels azuis podem morrer rapidamente nas telas OLED, apesar de os engenheiros terem trabalhado duro para corrigir o problema. Semenza afirma que o tempo de vida das telas OLED tem melhorado nos últimos anos, mas que muita coisa depende do processo de produção.

Por enquanto, uma tela OLED deve funcionar bem em um telefone celular que você vai ter por alguns anos e então trocar, mas é difícil dizer como ela irá se comportar em dez anos de uso, que é o tempo esperado de muitos monitores e TVs.

Além disso, Semenza afirma que produzir telas OLED maiores em grandes quantidades vai exigir novas fábricas e novos métodos de produção, por isso não prenda sua respiração aguardando por uma HDTV OLED de 40 polegadas.

Apesar desses problemas, a OLED ainda é uma tecnologia que vale a pena acompanhar e aguardar, mesmo que fora da sala de estar. No ano passado, a Sony demonstrou uma tela OLED flexível, que um dia poderia ser usada em todos os tipos de gadgets.

Perguntas e respostas sobre a TV 3D

 

Panasonic PVT25

 

  • O que é a TV 3D?

TV 3D é um termo genérico para denominar a possibilidade de usuários experimentarem assistir a programas de TV, filmes, jogos de videogame e outros conteúdos de imagem com recurso de vídeo estereoscópico. Esse efeito é criado pela adição de uma terceira dimensão, que seria a ilusão de profundidade, além de altura e largura, que já é exibida pela TV normal.

  • Como a imagem 3D é obtida?

Essa ilusão é criada pela exibição simultânea de duas imagens idênticas mas ligeiramente separadas uma da outra: uma delas é para ser vista com o olho direito e a outra pelo olho esquerdo. Isso acontece porque os olhos de um adulto ficam distantes, um do outro, cerca de seis centímetros, ou seja, com pequenas diferenças de ângulo de visão entre a vista esquerda e a direita. Quando o usuário utiliza os óculos especiais, essas duas imagens são mixadas e simulam assim uma terceira dimensão.

  • Como essa tecnologia 3D se diferencia do antigo 3D que conhecíamos?

Os primeiros filmes ou fotos em 3D eram baseados no sistema de anaglifos, que utilizavam óculos com uma lente azul e outra vermelha. O resultado era quase sempre uma imagem de baixa resolução e pouca cor. O principal avanço dessa nota tecnologia 3D é a possibilidade de utilização de tocadores de blu-ray com resolução 1080p ou de TV com resolução normal, mas ainda assim bem melhora do que a dos antigos 3D. A principal evolução do novo sistema é a utilização de óculos LCD com obturador ativo. Isso significa que cada uma das lentes irá piscar se alternando à outra, com uma velocidade de 120 quadros por segundo. Estes óculos deverão ser sincronizados com a TV e terão bateria recarregável com duração aproximada de 80 horas.

  • Qual a diferença entre o sistema de TVs e o dos cinemas?

Apesar de ambos se basearem no sistema primário de exibir duas imagens levemente deslocadas, a principal diferença é o tamanho da tela e a consequente abrangência dentro de uma sala. Como a tela da TV é menor, talvez seja necessário sentar-se mais próximo do aparelho de TV para conseguir ter uma experiência mais agradável de 3D. Além disso, os óculos também são diferentes. Nos cinemas 3D são utilizados óculos polarizados. P.S.: Não vai adiantar nada afanar um óculos do cinema porque ele não funciona nas novas TVs 3D.

  • Qualquer um é capaz de ver imagens 3D?

Não. Cerca de 5 a 10% dos americanos sofrem de ambliopia, que é uma deficiência visual que impede a percepção de três dimensões. P.S.: Se existe um índice desses nos EUA, tudo indica que aqui no Brasil esse número de 5 a 10% também se repita). Com o uso dos óculos, estas pessoas poderão assistir aos filmes sem nenhum problema, mas a imagem será apenas 2D.

  • Assistir filmes 3D causa dor de cabeça?

Para curtos períodos não foi comprovado nenhum problema, mas algumas pessoas se queixam de dor de cabeça após longos períodos de exposição a imagens 3D. Isso tem sido uma preocupação das empresas que produzem conteúdo 3D, assim como eles também se preocupam em produzir materiais diferenciados para crianças, já que elas têm uma distância menor entre suas vistas.

 

Óculos especiais com bateria recarregável

  • É obrigatório usar óculos especiais para ver a TV 3D?

Sim. Todos que estão na sala de TV precisam usar os tais óculos. Infelizmente ainda não existe uma forma da TV exibir simultaneamente imagens 2D e 3D. No momento, há dois tipos de óculos 3D. O formato mais adotado pelos fabricantes de TV é o de óculos ativos. Eles possuem camadas de LCD em suas lentes, que abrem e fecham em sincronia com a TV para criar o efeito tridimensional. SOny, Panasonic, Samsung e Toshiba usam esse padrão. Há ainda os óculos polarizados. Eles são usados nas atuais salas de cinema 3D, mas não devem emplacar nas TVs. Algumas empresas já trabalham no desenvolvimento de TVs 3D que dispensam óculos. Mas por enquanto, isso está restrito aos laboratórios dos fabricantes. Esses protótipos exigem que o espectador fique em uma posição fixa e a uma determinada distância do aparelho. Qualquer movimento desfaz o efeito.

  • TVs de plasma e LCD podem receber novo software para exibir imagens 3D?

Na verdade, você vai precisar comprar aparelhos de TV novos se quiser ter uma TV 3D. Nenhum fabricante anunciou até o momento a possibilidade de adaptação ou upgrade para a exibição de imagens 3D.

  • Será necessário comprar novos tocadores de blu-ray, videogame ou home theater?

Sim. A única exceção é o sistema Play Station 3. A Sony anunciou recentemente que irá soltar uma atualização do seu sistema até o final de 2010 que permitirá que o mesmo aparelho que hoje roda jogos e filmes blu-ray em 2D também o faça em 3D, com a mesma resolução de 1080p. A única dúvida que paira no ar é que a Panasonic afirma que para se ter uma conexão Full HD em 3D, será necessário um cabo HDMI 1.4. E até o momento, o PS3 não dispõe de uma saída desse tipo, mas vale esperar para saber como isso deve acontecer.

  • Posso usar os meus cabos HDMI antigos?

Provavelmente não. Quase todos os fabricantes têm anunciado que para se obter imagem com altíssima resolução Full HD será necessário o uso de cabos HDMI 1.4.

  • Será possível assistir em 3D qualquer coisa produzida em 2D?

Durante a CES 2010, a Samsung e a Toshiba anunciaram que seus aparelhos terão conversores embutidos que permitirão assistir a praticamente qualquer programa de TV em 3D. E apesar de não esperarmos que estes sistemas funcionem perfeitamente no seu primeiro ano de lançamento, a CNet testou a versão de demonstração da Toshiba e ele pareceu funcionar direitinho.

  • As TVs 3D gastam mais energia?

Essa é uma pergunta ainda difícil de ser respondida. Os fabricantes não dizem nem que sim nem que não, enquanto outras fontes, como Bruce Berkoff, da Associação de TV LCD, dizem que não. No entanto, se você levar em consideração que os óculos bloqueiam luz é de se imaginar que as configurações da TV precisam ser mais claras e por consequência, necessitam de mais energia. Mas ainda é muito cedo para esse tipo de especulação.

  • As TVs 3D já vêm com os óculos? Quantos?

A Sony afirma que a LX900 terá dois pares de óculos, enquanto os modelos da Panasonic (VT25) e Toshiba (Cell TV) terão apenas um par. P.S.: Aqui no Brasil, o termo ‘um par de óculos’ refere-se a um único produto para ser utilizado por uma única pessoa. Ainda não existe a previsão de lançamento destes aparelhos, então fica difícil saber como serão as coisas por aqui.

  • Quanto vai custar uma TV 3D?

Ainda é muito cedo pra se saber o valor exato dos novos aparelhos de TV 3D, mas a expectativa é de que eles custem menos do que custavam os aparelhos de plasma e LCD quando foram lançados. O que já se sabe é que os óculos deverão custar cerca de US$ 100 cada um. P.S.: Aqui no Brasil, uma TV de plasma de 42 polegadas custava cerca de R$ 33 mil, o que nos faz imaginar que as TVs 3D cheguem ao Brasil por, pelo menos, uns R$ 25 a R$ 30 mil, e que cada óculos custe de R$ 250 a R$ 300.

  • Eu preciso de uma TV 3D agora?

Só se você for um cara que adora ter tudo que é tecnológico antes de todo mundo, também conhecido como early adopter. Pelos testes feitos até o momento, a TV 3D realmente traz um fator de surpresa para quem a experimenta: a sensação é bem semelhante à que é vivenciada dentro de uma sala de cinema, mas ainda é muito cedo para sabermos se dentro de casa, sob diferentes condições de luminosidade e ângulos de visão, a sensação se manteria inalterada.

Saiba como transformar imagens normais em tridimensionais

Fotografia 3D (Foto: Richard Bartz/Wiki Commons/Divulgação)

Fotografia 3D (Foto: Richard Bartz/Wiki Commons/Divulgação)

Com a chegada das primeiras TVs com exibição em três dimensões ao Brasil e anúncios de produtos como videogames capazes de reproduzir imagens 3D sem o uso de óculos, os consumidores estão curiosos para acompanhar de perto as novidades da tecnologia tridimensional.

Com exceção das fotos dos carros, é preciso usar óculos 3D para enxergar o efeito tridimensional em todas as imagens publicadas neste post.

Mas não precisa ser um grande fabricante de produtos de tecnologia para criar suas próprias imagens 3D. Com softwares de edição de imagens, é possível reproduzir o efeito tridimensional em fotografias feitas com qualquer câmera digital ou telefone celular.

Imagens “enganam” o cérebro

Toda imagem 3D utiliza uma técnica para “enganar” o cérebro e fazer com que percebamos profundidade em imagens bidimensionais. Somos capazes de enxergar o mundo em 3D porque, basicamente, temos dois olhos. Como eles estão a alguns centímetros de distância um do outro, nosso cérebro capta as imagens projetadas nas retinas e “funde” em uma imagem única, com a sensação de três dimensões.

Foto 3D de satélite de Saturno (Foto: Nasa/Divulgação)

Foto 3D de satélite de Saturno (Foto: Nasa/Divulgação)

Os filmes e fotografias em 3D se aproveitam dessa capacidade do cérebro, com óculos capazes de filtrar parte da imagem bidimensional, de forma que cada olho perceba uma imagem diferente. É assim com os óculos de lentes tradicionais, de celofane azul e vermelho, e com os que usamos nos cinemas – com lentes polarizadoras, que deixam passar ondas luminosas específicas para cada olho.

Cada imagem é feita duas vezes, com esses centímetros de distância, para que cada olho enxergue uma delas e crie o efeito 3D no cérebro.

Nas televisões 3D, são exibidos 120 quadros diferentes por segundo, 60 para o olho esquerdo e 60 para o olho direito. Os óculos “percebem” o ritmo de exibição da TV e bloqueiam, alternadamente, a visão para cada olho. A mudança é tão rápida que o “pisca-pisca” é imperceptível.

Efeito “vesgo”

Criar a ilusão de três dimensões em fotografias também é possível fazendo as imagens “duplicadas”, com diferença de poucos centímetros. um dos métodos mais simples é colocar lado a lado duas imagens feitas com essa pequena distância. Sem óculos, basta cruzar os olhos (ficar “vesgo”) para enxergá-las como uma só, com efeito de profundidade. Na internet, é possível encontrar diversos exemplos de imagens assim, chamadas de estereogramas.

Estereograma para visualização com os olhos cruzados (Foto: Wiki Commons/Divulgação)

Estereograma para visualização com os olhos cruzados (Foto: Wiki Commons/Divulgação)

Para fazer o seu, siga os passos abaixo:

  1. Faça uma foto “normal”
  2. Desloque a câmera cerca de 10 centímetros na horizontal (sem inclinar para frente, para cima ou para baixo) e faça outra foto, sem mexer nas configurações da máquina
  3. Use qualquer programa de editar imagens e coloque uma foto ao lado da outra
  4. Com as fotos lado a lado, fixe o olhar no meio das duas
  5. Lentamente, vá cruzando os olhos (ficando “vesgo”). Note que a imagem vai borrar e você vai ver as imagens se deslocando, uma para a direita e a outra para a esquerda
  6. Continue a cruzar os olhos, até que as duas metades se encontrem no meio. Quando você conseguir focalizar, a imagem do meio estará em 3D

Com ajuda do computador

Outra forma de ver fotografias com efeito 3D é por meio de anáglifos, imagens formatadas de maneira especial para serem vistas com os óculos de lentes coloridas. Há diversos programas de computação que juntam as imagens, em camadas sobrepostas, dando o efeito de profundidade. Com os óculos, cada olho enxerga uma camada – o mais comum é o vermelho para o olho esquerdo e o ciano para o olho direito.

Uma busca na internet por “3D photo maker” leva a uma série de links de download – muitos gratuitos – de programas que transformam imagens normais em 3D. O programa junta as duas imagens feitas com poucos centímetros de distância e forma uma nova, como a foto abaixo.

Saguaro National Park em fotografia 3D (Foto: U.S. Department of the Interior/Wiki Commons/Divulgação)

Saguaro National Park em fotografia 3D (Foto: U.S. Department of the Interior/Wiki Commons/Divulgação)

Como fazer os óculos 3D

Para produzir seus próprios óculos 3D e enxergar essas e outras imagens com efeito tridimensional, siga os passos do post anterior.

Também é possível usar a armação de um óculos antigo que você tenha em casa e trocar as lentes por lentes de plástico, pintando de vermelho a do lado direito e de azul a do lado esquerdo.

Câmeras especiais

As fabricantes de máquinas fotográficas já começaram a produzir equipamentos digitais capazes de fazer fotos tridimensionais. Considerada a primeira câmera digital 3D, a Fuji Real 3D W1 tem duas lentes. A cada clique, duas imagens são capturadas ao mesmo tempo.  Um mecanismo interno se encarrega de combinar as imagens, resultando na fotografia 3D que o usuário confere no visor LCD.

Para conferir o efeito 3D no papel, é necessário aplicar uma película especial sobre a foto, depois da revelação pelo processo tradicional.

Fonte: G1

Como fazer seus óculos 3D?

Os óculos 3D tradicionais funcionam com imagens que têm duas componentes, uma azul e outra vermelha. Assim, quando se coloca um óculos em que cada lente tem uma dessas cores, cada olho só consegue ver um dos componentes da imagem, ou seja, a lente vermelha só permite ver a imagem azul, e a lente azul só permite ver a imagem vermelha. É a diferença de perspectiva entre as duas imagens que cria a ilusão de tridimensionalidade.

Caso você não possua, é muito fácil criar seus próprios óculos 3D.

Você vai precisar de:

  • tesoura
  • cola
  • uma impressora e papel sulfite
  • um pedaço de cartolina
  • acetatos vermelho e azul

1 – Imprima o molde abaixo numa folha sulfite.

2 – Recorte o molde e cole as três peças, já unidas em sua posição correta (formando as hastes e a estrutura dos óculos), numa folha de cartolina.

3 – Recorte a estrutura resultante na cartolina, inclusive os espaços indicados para as lentes.

4 – Cole um pedaço de acetato vermelho e outro de acetato azul nos locais indicados.

5 – Dobre as hastes e seus óculos 3D estão prontos para uso!

Fonte: G1