Seu PC está lento? Saiba como consertar

Não é incomum: você está trabalhando e de repente seu PC “cai de joelhos”, lento demais para completar qualquer tarefa, mal capaz acompanhar o movimento do ponteiro do mouse. Este é o tipo de problema cuja causa é difícil de identificar, mas os passos a seguir podem ajudá-lo nesta tarefa, e talvez fornecer uma pista para a solução.

1. Procure por malware: “malware”, software malicioso como vírus, worms, spywares, keyloggers, trojans e afins, pode ser o culpado. Se seu PC estiver sendo usado para envio de SPAM em massa ou participando de outra atividade maléfica sem seu conhecimento, certamente ficará mais lento. Eu assumo que você já tenha um bom anti-vírus atualizado, mas por precaução vale a pena instalar um programa como o SUPERAntiSpyware ou o Anti-Malware da Malwarebytes e fazer uma varredura na máquina. Nunca se sabe o que pode estar escondido “debaixo do tapete”.

2. Procure por processos fominhas: um processo é um programa, ou parte de um programa, que está em execução em seu computador. Sempre que você está usando o Windows, há centenas de processos em execução simultaneamente. Um processo “desgarrado”, que decidiu consumir recursos demais (como poder de processamento ou memória) da máquina pode deixar todo o sistema mais lento.

Para ver os processos em execução, tecle Ctrl+Alt+Del e escolha a opção Iniciar Gerenciador de Tarefas. A seguir clique na aba Processos e nas colunas CPU ou Memória para ordenar a lista por consumo de recursos do processador ou da memória, e veja quem está no topo. Se você achar um processo consumindo, digamos, 80% dos recursos da CPU, encontrou o culpado. Clique no nome do processo na lista e no botão Finalizar processo para “matá-lo”, ou seja, forçar seu encerramento. Se você notar que o processo fominha vem sempre do mesmo aplicativo, talvez seja uma boa idéia comunicar ao desenvolvedor: pode ser um bug.

3. Livre-se de programas que se iniciam automaticamente: muitos PCs sofrem com um excesso de programas que são carregados automaticamente a cada vez que são ligados. Na verdade, muitos PCs já deixam a fábrica nesse estado. Isso deixa seu micro mais lento e pode causar conflitos.

Para ver quais programas são carregados juntamente com o sistema operacional, clique no menu iniciar e digite msconfig no campo de texto (sem as aspas), seguido pela tecla Enter. Clique na aba Inicialização de Programas. Tudo o que estiver ali será carregado junto com o sistema operacional sempre que for ligado. Para impedir que um programa (como o iTunes ou o atualizador automático de programas do Google, por exemplo) seja carregado, basta desmarcar a caixa em frente ao seu nome. Depois clique em Aplicar e pronto.

Mas fica a dica: alguns programas ali listados podem ser essenciais para o funcionamento do Windows ou de seus aplicativos. Se você não tem a mínima idéia do que um programa faz, deixe-o quieto ou pelo menos procure no Google para que ele serve antes de agir.

4. Tome notas: se as dicas acima não adiantarem, mantenha um bloquinho e uma caneta ao lado de seu PC. Quando ele começar a ficar lento, anote quais programas você estava rodando e o que você estava fazendo na hora. Depois de um tempo, você pode acabar descobrindo que o culpado é um programa ou conjunto de ações específico. E porque bloquinho e caneta? Para você não ter de abrir um editor de textos bem na hora em que seu micro começa a se arrastar feito uma tartaruga com reumatismo.

5. Mude seus hábitos: sei que você não vai gostar de ler isso, mas talvez seu PC não seja poderoso o suficiente para o que você está fazendo com ele. Para resolver o problema, tente fazer menos coisas ao mesmo tempo. Se possível, feche um programa grande (como o Office) antes de abrir outro (como o Photoshop). Substituta aplicativos mais lentos por alternativas mais rápidas. E não atualize seus principais aplicativos a não ser que realmente precise disso: versões mais recentes são sempre mais lentas.

6. Atualize seu hardware: se seu PC é lento demais para as tarefas que você precisa – ou quer – realizar, talvez seja necessário investir algum dinheiro para resolver o problema. Não, você não precisa comprar um computador novo: adicionar mais memória RAM ou um HD com mais espaço e mais rápido podem lhe dar melhor desempenho sem grandes despesas. O mesmo pode ser dito de uma placa de vídeo, como os modelos da NVIDIA com suporte à tecnologia CUDA, que podem acelerar tarefas como edição de imagens e conversão de vídeo além, é claro, dos seus jogos favoritos.

Como transformar o smartphone em um controle remoto para o PC

Hoje em dia é comum baixar vídeos para assistir no computador. E mais que isso, muita gente conecta o notebook na TV para assistir aqueles filmes baixados em alta definição.

Se o seu portátil não é daqueles modelos que vem com controle remoto para controlar a central multimídia, pode ser incômodo ter que levantar do sofá para pausar o filme ou buscar uma cena desejada.

Nesse caso, os smartphones podem entrar em cena para servir de controle remoto. O programa Gmote, por exemplo, transforma seu smartphone com sistema Android em um controle remoto. O melhor de tudo é que o programa é gratuito.

E o funcionamento é muito simples. Tanto o PC como o smartphone estão conectados à rede Wi-Fi de sua casa. Depois, é necessário baixar o programa Gmote Server (23,2 MB) no notebook e o Gmote client (985 KB) no smartphone. Nesse último você pode usar o Android Market que está no próprio aparelho.

Com os dois programas em execução, não é preciso fazer mais nenhuma configuração. O smartphone irá ‘enxergar’ as pastas do disco rígido e a tela do aparelho exibe os botões para controle de pausa, avanço e retrocesso, além do controle de volume.

O Gmote pode controlar não apenas do filme, mas também as pastas de fotos e músicas do notebook, dando controle total sobre o centro de mídia do seu computador.

Se você tem um iPhone ou iPod Touch, então pode utilizar o software HippoRemote, encontrado na App Store.

Ele exibe não apenas as teclas virtuais, mas também um botão que exibe o Media Center do Windows, deixando a tela do iPhone como um controle remoto real. Esse aplicativo custa 1,99 dólar, mas vale cada centavo.

Há vários aplicativos de controle remoto na App Store e no Android Market, porém, o Gmote, para sistemas Android, e o Hipporemote, para iPhone, são muito simples de instalar, oferecendo muitas opções além de serem fáceis de usar.

Para Nokia, a solução é um pouco mais complexa, mas é possível. Há duas formas para o sistema Symbian, da Nokia: por Wi-Fi e por Bluetooth.

Com o software Real VNC, o computador pode ser controlado via Wi-Fi, mas não há uma interface de controle remoto de mídias. Além disso, o software é gratuito apenas por sete dias. Depois, para continuar usando, é necessário pagar 19,95 dólares.

A instalação também é simples. Basta instalar a versão Server no PC e a client no aparelho Nokia e depois executar os dois softwares. O site do desenvolvedor mostra os três passos necessários, assim como o link para os downloads.

A segunda opção para aparelhos Nokia (com Symbiam S60) é utilizar o recurso de Bluetooth e, nesse caso, o programa mostra a interface exatamente como um controle remoto.

Há três programas para baixar: primeiro é necessário baixar e instalar o Python 1.9.7 e, em seguida, o SmartTouch v0.45, ambos para o celular. O terceiro passo é instalar o SmartTouch v0.4 no computador.

Depois de instalados, execute os programas no PC e no celular e, claro, ative o Bluetooth em ambos aparelhos para sair usando a aplicação.

Notebook, netbook ou smartphone, qual o certo para você?

O mundo da computação pessoal está mudando. Julgando a partir dos números de vendas, os notebooks há muito ultrapassaram os desktops como a forma dominante de computador. A onda nas vendas de netbooks mostrou que os usuários estão dispostos a sacrificar desempenho em nome de portabilidade e preço. Mais importante, smartphones agora são computadores totalmente funcionais com uma grande variedade de aplicativos e serviços que estão rapidamente devorando o tempo e o dinheiro dos usuários. Com os laptops baixando de preço, os netbooks premium aumentando o custo e os smartphones sem contrato (desbloqueados) custando 1000 reais ou mais, as diferenças de preços não são necessariamente tão grandes.

Antes de fazer uma decisão de compra, considere o que você quer fazer com seu novo aparelho móvel. Neste guia, vamos descrever muitas tarefas comuns de computação portátil e discutir os prós e contras de aparelhos de cada categoria.

Fazendo seu trabalho

Quando profissionais precisam trabalhar, eles normalmente possuem necessidades específicas. Os projetos em que tais usuários trabalham geralmente são grandes documentos do Word, enormes e complicadas planilhas do Excel, apresentações multimídia ou até programas e bases de dados customizadas. O departamento de TI (Tecnologia de Informação) também pode precisar gerenciar o aparelho. Aqui segue um resumo de como cada tipo de aparelho se qualifica para o mundo profissional.

Notebook: Um notebook bem equipado é provavelmente a melhor escolha para realizar trabalho corporativo. A tela de maior resolução se adapta mais facilmente a grandes planilhas, e processadores com maior desempenho, juntamente com mais RAM, permitem multitarefa mais suave. Você pode encontrar muitos modelos “resistentes” capazes de sobreviver a múltiplas viagens aéreas, e recursos de gerenciamento de TI são padrão em máquinas de classe comercial. O ponto negativo? Um bom modelo corporativo custa o dobro do valor dos outros dois aparelhos, e provavelmente pesa duas vezes mais do que um netbook. Até mesmo os modelos ultraportáteis vão facilmente superar os netbooks em peso, e claramente serão um trambolho muito maior do que um smartphone.

Netbook: Poucos netbooks oferecem recursos de gerenciamento de TI ou um design específico para negócios, mas eles existem – veja o HP Mini5102 para começar. Ainda assim, os teclados e telas apertados dos netbooks, sem mencionar seus processadores mais limitados e pouca RAM, tornam mais difícil a sua utilização em grandes projetos empresariais sem frustrantes reduções de produtividade. Netbooks são bons para usuários corporativos que precisam apenas disparar alguns e-mails, procurar caminhos ou ler notícias rapidamente, mas eles são menos do que ideais para trabalho sério.

Smartphone: Um bom smartphone é praticamente indispensável para empresários que trabalham muito. Ter acesso aos seus contatos e agenda em um aparelho que está sempre com você é um enorme benefício. No entanto, esqueça a possibilidade de realizar qualquer trabalho de verdade. Aplicativos para telefones não conseguem lidar nem um pouco bem com grandes projetos corporativos, e os minúsculos teclados (sejam físicos ou na tela) não permitem mais do que uma ou duas frases rápidas em um e-mail ou mensagem de texto.

O que comprar: Se você é um usuário corporativo que realmente precisa trabalhar em movimento, vai querer um notebook de verdade. Um smartphone que te permite acessar seus contatos de negócios, agenda, e e-mail é muito prático, mas não tem uso quando você precisa atualizar sua apresentação ou arrumar algumas células em uma enorme planilha. A melhor combinação é um forte notebook corporativo e um smartphone amigável a TI.

Vida de estudante e em casa

Não é um guerreiro corporativo na estrada? Isso não significa que você não precise fazer alguns trabalhos em um aparelho móvel. Estudantes precisam de notebooks para fazer anotações ou escrever trabalhos, enquanto alguns usuários mais sérios têm de escrever e-mails e calcular impostos ou o orçamento da família. No entanto, as necessidades de usuários residenciais e estudantes são diferentes de profissionais corporativos.

Notebook: Um bom notebook vai fazer tudo que você precisa, mas o tamanho e o peso podem desestimular qualquer pessoa que queira levar seu computador a todo lugar. Um sistema pequeno e leve é especialmente legal para estudantes universitários que andam por todo o campus com seu micro.

Netbook: Um bom netbook, ou um notebook ultraportátil e não muito caro, pode ser a melhor escolha para trabalho escolar e em casa. Se encontrar um com um bom teclado, como o Lenovo ThinkPad x100e, você pode facilmente produzir um trabalho de história ou uma carta para vovó. O limitado tamanho e resolução da tela não atrapalham para se calcular impostos ou usar aplicativos de finanças pessoais como o Quicken. Talvez mais importante, um netbook é fácil de carregar no dia-a-dia e a bateria vai durar o bastante para você deixar o carregador em casa.

Smartphone: Smartphones são ótimos para uso geral, e eles podem ser ótimas ferramentas para manter sua lista de compras ou ficar em contato com seus colegas de faculdade. No entanto, quando o assunto é produtividade, eles sofrem dos mesmos problemas para usuários residenciais e corporativos: seus teclados pequenos e difíceis de usar tornam complicado escrever anotações rápidas e precisas ou para escrever algo maior do que algumas frases.

O que comprar: Se você é um usuário residencial ou um estudante, um bom netbook pode ser exatamente o que você precisa para produtividade móvel. É difícil bater o tamanho compacto, peso leve, longa bateria, e baixo preço dessas máquinas. O tamanho reduzido da tela e do teclado não são ideais, mas eles são certamente bons o suficiente para tarefas diárias.

Ferramenta grátis ajuda a ressuscitar PCs

O AVG Rescue CD é uma ferramenta gratuita que pode ajudar a recuperar sistemas atingidos pela ação de vírus e outras ameaças responsáveis por desabilitar o sistema.

Segundo a AVG Technologies, o programa permite o acesso ao sistema corrompido, faz uma busca por vírus e tenta corrigir erros que impossibilitam a inicialização.

“Após iniciar uma máquina danificada usando o AVG Rescue CD, o software irá automaticamente examinar todas as unidades de disco rígido, verificando se estão contaminados com vírus e outros malwares”, explica Mariano Sumrell, diretor de marketing da Winco.

O programa pode ser gravado em um CD ou pen drive. Uma vez acionado, ele fornece dispositivos como um editor de registro do Windows, um utilitário TestDisk e um navegador de arquivos.

Por que meu computador começou a apitar?

Um erro bastante comum e que deixa os usuários um tanto assustados ocorre quando o computador começa a “apitar”. O som pode ser constante ou intermitente, mas é uma forma da máquina dizer ao usuário que algo errado está acontecendo.

Não há uma padronização dos fabricantes quanto ao som de erro que será emitido pelo computador. Em geral, ele é emitido no carregamento da BIOS (sistema básico responsável pela inicialização dos computadores). Ela executa uma série de testes antes de iniciar o sistema operacional e, ao encontrar erros, pode dar alertas sonoros.

O “apito” também pode acontecer quando o sistema operacional já foi carregado e o usuário está executando programas. “Geralmente neste caso o som se refere a um problema de memória ou placa de vídeo”, alerta Mateus Proto, da Drive IT, especializada em gestão de infraestrutura de TI.

De acordo com o especialista, pode se tratar de um problema de incompatibilidade de memória, por exemplo, se os pentes não forem da mesma marca. Outra hipótese é um problema físico na memória ou na placa de vídeo. “Neste caso, deve-se adquirir uma nova memória. No caso de uma placa onboard, o conserto não valeria a pena, o melhor seria adquirir uma placa offboard”, explica Proto.

Uma outra causa do apito pode ser estática. Para resolvê-lo, caso seja um usuário mais experiente, abra a CPU e limpe a parte da memória ou da placa de vídeo que faz contato com o slot da placa mãe com uma borracha escolar. O usuário pode ainda limpar também os slots.

Mas se você não tem experiência em mexer nos componentes internos da CPU, o melhor a fazer é buscar uma assistência técnica.

Por fim, há ainda uma última ocasião em que o seu computador começa a apitar: por distração, você coloca algum objeto sobre o teclado, pressionando uma ou várias teclas sem parar. Para o barulho parar, basta tirar o objeto de cima do teclado.

7 dicas para migrar e gerenciar o Windows 7

O interesse das empresas em substituir os “idosos” Windows XP e Vista pelo recém-lançado Windows 7 pode tornar o processo de migração mais suave, à medida que as companhias procurarem uma série de tecnologias de gestão e processos destinados a facilitar um processo de migração deste porte.

“Em algum momento, os usuários do Windows terão de migrar para o Windows 7, porque o XP não terá mais suporte e o Vista não decolou, em termos de adoção”, afirma o analista da consultoria Enterprise Management Associates (EMA), Steve Brasen. “A habilidade para gerenciar e automatizar processos com o upgrade para o Windows 7 será crítica para as empresas”, completa. Confira sete passos fundamentais que você deve avaliar quando considerar a migração da sua empresa para o Windows 7.

1 – Teste a durabilidade dos desktops

De acordo com uma pesquisa realizada pela consultoria Forrester Research, mesmo dois anos e meio após o lançamento do Windows Vista, seu antecessor, o Windows XP ainda rodava em 86% de todos os PCs corporativos que utilizam o sistema operacional da Microsoft.

A análise mostra também que os Chiefs Information Officer (CIOs) que estão considerando uma atualização dos ambientes de TI não serão capazes de partir diretamente do XP para o Windows 7, o que representa alguns desafios para as corporações. Primeiro, em termos de hardware, poderá haver falta de uma série de componentes, como drivers, memória e outros.

“Migrar do XP para o Windows 7 vai desafiar muitos gestores de TI porque você não pode fazer o upgrade diretamente. Alguns analistas estão sugerindo que as empresas comprem hardware novo e realizem uma renovação completa do parque de computadores”, explica a vice-presidente de desenvolvimento de produtos da Persystent Software, Katherine Wattwood.

A Persystent Suite oferece às empresas recursos para testar os PCs existentes em relação a espaço em disco e outros recursos exigidos pelo Windows 7. O software pode ajudar os gerentes de TI a determinar quais computadores podem suportar a atualização de sistema operacional e quais precisarão ser trocados ou atualizados para funcionarem corretamente com o novo sistema operacional. “Um planejamento de pré-migração e testes de compatibilidade de hardware são fundamentais para determinar quais PCs estão prontos para o Windows 7”, ressalta Katherine.

2 – Planeje o licenciamento

Diferentemente de outras versões do sistema operacional Windows, como o XP, o Windows 7 é oferecido em diferentes versões, que devem ser consideradas pelos departamentos de TI quando decidirem pela migração. Analistas consideram que três versões devem ser avaliadas pelos decisores de TI.

Primeiro, a Windows 7 Professional equivalente ao Vista Business, que pode ser a versão mais barata, segundo a Forrester Research. A consultoria destaca que essa opção está disponível via OEM, licenciamento por volume ou no varejo. Já a edição Windows 7 Enterprise é aquela a qual as empresas têm direito a implementar, caso contem com o programa Software Assurance, da Microsoft. Este é o programa de manutenção de software da companhia, oferecido como opção para licenciamento por volume.

A versão Professional do Windows 7 oferece recursos adicionais que podem interessar a empresas com atuação global. Algumas dessas funcionalidades são o DirectAccess, que permite aos usuários de dispositivos móveis acessarem as contas corporativas sem uma VPN (Virtual Private Network); e o BranchCache, um recurso que, segundo a Microsoft, reduz o tempo que usuários remotos gastam esperando para baixar arquivos pela rede.

Outra opção é o Windows 7 Ultimate, que, segundo a Forrester, pode ser considerada uma versão mais de consumo e não é vendida por meio de licenciamento por volume mas pode ser utilizada em um computador cujo uso seja mais multimídia, em um ambiente corporativo.

Em recente pesquisa, a consultoria alerta que as empresas devem levar em conta diversos fatores quando planejarem o licenciamento do Windows 7. Licenças existente, acordos de software e atualização devem estar entre as considerações.

“A abordagem histórica da empresa para a atualização de desktops e laptops, combinada à idade da infraestrutura no momento em que a corporação estiver pronta para começar a migração para o Windows7, vai impactar na forma como o novo sistema operacional deve ser adotado ­ com uma abordagem ‘big bang’ ou por meio de um ciclo natural de atualização”, ressalta o relatório. “Seus planos de licenciamento não devem se limitar à estratégia de atualização do Windows. Podem existir oportunidades para tirar proveito de pacotes para reduzir os custos de investimento em Microsoft”.

3 – Tenha certeza a respeito da compatibilidade de aplicações

Não é só o hardware que precisa ser testado para verificar se ele suportará o Windows 7. As aplicações de software também devem ser checadas em relação à compatibilidade com a nova versão do sistema operacional. “Ainda existe um grande problema com aplicações proprietárias e drivers que simplesmente não são compatíveis com o Vista ou com o Windows 7. Até que as empresas atinjam um nível de compatibilidade e as aplicações ganhem velocidade, essa transição será difícil”, observa Brasen, da EMA.

O analista garante desconhecer fornecedor de sistemas de gerenciamento que não tenha um path para o Windows 7. “Eles sabem que a migração está a caminho. Mesmo que o assunto não esteja nos planos dos próximos meses de seus atuais clientes, em algum momento o tema vai surgir”. Por isso, as corporações devem começar já a realizar testes de compatibilidade de aplicações. Soluções de fornecedores como a Persystend e a CA, entre outras, oferecem testes de compatibilidade de aplicações.

Este tipo de avaliação pode indicar potenciais problemas e questões de desempenho do desktop que ocorreriam quando a máquina executasse o Windows 7. Soluções que realizam este trabalho funcionam automaticamente, detectam máquinas e aplicações com problemas, produzem um inventário e apresentam um relatório com as informações para o gestor de TI. Conduzir esses testes manualmente seria extremamente custoso no que diz respeito a tempo, destaca o analista. Os fornecedores argumentam que ao adicionar automação a esse processo, é possível reduzir custos e tempo de desenvolvimento.

“Nosso software permite à TI introduzir políticas para estabelecer o conjunto de indivíduos que deve contar com determinadas aplicações em seus sistemas, enquanto outro grupo deve ter uma política diferente aplicada a ele”, afirma a gerente de produtos sênior da CA, Laural Gentry.

4 – Aproveite-se da automação

Para muitas empresas, a aquisição de software para auxiliar no processo de migração de sistema operacional pode ser um problema, devido a custos. No entanto, analistas argumentam que tentar migrar ou gerenciar um ambiente com o Windows 7 sem tecnologias de automação vai sobrecarregar a equipe de TI e gerar problemas de implementação. “As empresas vão passar por uma migração dolorosa se não adotarem uma plataforma de automação”, alerta Brasen.

No caso de grandes corporações, recursos de automação podem fazer parte de sistemas de gestão já usados, como os de fornecedores como LANDesk, CA, Persystent, Kace, BigFix, entre outros. Mas, para pequenas e médias empresas, a implantação automatizada não é uma ferramenta que já está em casa. A Microsoft levou em consideração esses casos e oferece uma solução gratuita para atender a este tipo de demanda.

O Microsoft Deployment Toolkit (MDT) 2010 é um software otimizado para suportar a implantação do Windows 7 e inclui recursos de suporte à migração do Windows XP para o Windows 7. A versão beta 2 do MDT 2010 já está disponível para download. “A Microsoft está oferecendo razões convincentes para os clientes migrarem para o Windows 7”, avalia o analista sênior da Forrester Research, Benjamin Gray.

5 – Considere a virtualização de desktops

O lançamento do Windows 7 fez com que as corporações passassem a avaliar uma nova tecnologia: desktops virtuais. As promessas de um gerenciamento mais simples e de aumento de segurança trazidas pelas ofertas de desktops virtuais podem fazer com que as companhias considerem a adoção desse recurso como alternativa para a renovação de parques de PCs.

A Microsoft oferece dois produtos que tiram partido da virtualização e poderiam ser usados para gerenciar a migração ou a implantação do Windows 7. Um deles, o Microsoft Application Virtualization reduz o tempo de inatividade ao transformar as aplicações Windows em “serviços virtuais gerenciados de forma centralizada que são entregues a qualquer desktop ou laptop com licença Windows”.

A outra solução é o Microsoft Enterprise Desktop Virtualization, que permite a criação, a entrega e o gerenciamento de modo centralizado um ambiente virtual de Windows XP ou 2000 (com base no Microsoft Virtual PC 2007), além de rodar aplicações legadas em desktops com Windows Vista, informa a Microsoft.

Mas ela não é a única fornecedora deste tipo de solução. VMWare e Citrix também têm ofertas para desktops virtuais e podem oferecer alternativas viáveis para uma migração consciente para o Windows 7. “Os gerentes de TI devem ser capazes de olhar para soluções de virtualização. Se você adota a virtualização de desktops, pode implantar seu padrão no novo ambiente de desktops, para cada um dos usuários finais. Bastaria configurar uma máquina para multiplicá-los em todos os outros”, diz Brasen. “Microsoft, VMware e Citrix têm opções para o mercado”.

6 – Substitua hardware

Segundo analistas, a recessão econômica fez com que muitos decisores da área de TI adiassem atualizações de hardware e investimentos em equipamentos até que houvesse sinais de recuperação. Assim, para algumas organizações, um plano de migração para o Windows 7 pode se transformar em uma estratégia de substituição de equipamentos, já que, em alguns casos, seria mais fácil trocar desktops e laptops defasados a fazer o update dessas máquinas.

“Muitas empresas com infraestrutura envelhecida podem adotar uma política de atualização de hardware maciça em meados de 2010, substituindo desktops e laptops antigos por novos”, acredita Gray, da Forrester.

Fabricantes de PCs vêm trabalhando com a Microsoft para entregar máquinas otimizadas com Windows 7. Um exemplo é a Lenovo, com o “Windows 7 Lenovo Enhanced Experience”, que oferece máquinas com funcionalidades otimizadas pré-configuradas, que trazem benefícios como mais velocidade para desligar e reiniciar a máquina, levando a melhorias de produtividade para os usuários finais”, observa o diretor executivo de serviços globais da Lenovo, Bob Dieterle.

7 – Prepare-se para o gerenciamento de atualizações ou correções

Antes de migrar para um novo sistema operacional, os gerentes de TI devem estar cientes dos impactos que o upgrade provocará nos procedimentos de gestão de atualizações ou correções. Também é necessário que toda e qualquer nova política do tipo que se faça necessária seja colocada em prática, antes da migração.

“É mandatório ter tecnologias de gerenciamento de atualizações para a manutenção do ambiente. Muitos dos fornecedores que oferecem recursos de automação em pacotes de migração também são capazes de implantar atualizações em uma base de um para muitos, para organizações que estão adotando o Windows 7”, diz Brasen, da EMA.

“Os gerentes de TI querem chegar ao ponto de realizar um download da atualização e distribui-lo internamente ­ o que, essencialmente, é um processo muito mais rápido e menos intrusivo nos equipamentos dos usuários, finaliza”.

PC na rede

Como instalar uma placa de rede num computador.

Se você pretende contratar um serviço de acesso à internet por banda larga, um dos requisitos para isso é instalar uma placa de rede em seu micro. Nessa empreitada você precisa somente da placa de rede (de 10 ou 10/100 Mbps) e do CD de drivers da placa. Deixe à mão também o CD do Windows. Abra o gabinete do micro e encaixe a placa num slot livre. Agora, restam apenas os ajustes de software. Quando você ligar a máquina, o Windows vai detectar o novo hardware.