As tecnologias que tornam verde a TI

Quando chega a hora de aplicar de verdade a TI verde, alguns produtos e serviços põem a estratégia em prática: CPUs multicore, virtualização, consolidação de servidores e documentos online.

Fazer uma pesquisa no Google gera 7 gramas de CO2 na atmosfera: o mesmo que ferver um bule de chá. O cálculo feito pelo físico americano Alex Wissner-Gross, da Universidade de Harvard, claro, é contestado pelo Google. A empresa retruca dizendo que cada consulta gera 0,2 g de CO2. A polêmica fica ainda maior por envolver a gigante da busca, e dá uma boa idéia da importância prática da TI verde.

Além da face institucional, como cofundadora da Iniciativa de Computação dos Salvadores do Clima, o Google usa muita virtualização e consolidação de servidores para usar menos máquinas que em outro modelo de computação – que inviabilizaria o modelo de negócios da empresa. Mesmo assim, os data centers do Google geram toneladas de CO2, assim como outras grandes indústrias.

O britânico David Powell, presidente da América Latina da Software AG, sabe dos benefícios que a atitude ecologicamente correta traz. Parte da estrutura do edifício-sede da companhia, em Darmstadt (Alemanha), é de madeira. “Somos ecoamigáveis há 40 anos”, diz Powell. “E temos um programa contínuo de redução de servidores.”

Do ponto de vista do produtor de software, que no fim das contas gera os consumos de máquina e de energia, quanto mais eficientes os processos dos programas que movem os negócios de uma empresa, mais verde será a TI.

No fim da história é o CIO que colocará a estratégia verde em prática. A decisão será sobre tecnologias como CPUs multicore, virtualização, consolidação de servidores e gerenciamento eletrônico de documentos.

Mais chips, menos máquinas

A carga de informações para processar aumenta exponencialmente e o poder computacional dos servidores tem que dar conta dessa demanda. Os processadores multicore são o motor dos servidores poderosos que cumprem essa tarefa.

Com mais núcleos de processamento em cada CPU, cada máquina é mais poderosa e um menor número de unidades será adquirida. O melhor desempenho das máquinas multicore também exige mais consumo de energia. Mas pense no seguinte detalhe: a concentração de poder de processamento acaba sendo melhor que um grande parque de máquinas para fazer a mesma tarefa.

Chip dualcore é pouco para esses servidores. O IBM Cell, por exemplo, chegou a nove núcleos. Os servidores hexacore são hoje o motor dos servidores mais poderosos no mercado.

Virtualização faz servidor virar polivalente

Antigamente, o senso comum em TI era distribuir cada tarefa em um servidor: um servidor de arquivos, um servidor do banco de dados, um servidor de e-mail, um de internet, etc. O problema é que cada uma ocupa um espaço diferente de memória, tem picos de uso em uma semana e ociosidade no resto do mês.

O desperdício de máquina acabou com a tecnologia de virtualização de servidores. Virtualizar é transportar cada um daqueles servidores para uma máquina só ou mesmo vários servidores, mas em menor número.

A carga dos servidores em cada máquina e o uso da conexão são gerenciadas por software, e busca sempre a distribuição mais racional e econômica.

Fonte: Revista INFO

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