“Legendadores piratas” trabalham por paixão e sem ganhar dinheiro; conheça a atividade

Os legendadores já são populares na internet. Não, não estamos falando dos profissionais, contratados pelas distribuidoras de filmes ou canais de TV por assinatura. Nosso foco é o submundo dos legendadores, que se organizam em grupos para realizar um trabalho anônimo e altruísta. São mais de 30 equipes em todo o país que tornam disponíveis dezenas de legendas todas as semanas em vários sites diferentes. O problema é que a atividade é considerada pirataria. Mesmo assim, uma grande demanda de fãs, ávidos por assistir às séries antes mesmo de passarem oficialmente no Brasil, alimenta a prática.

Em fevereiro de 2009, a Associação Antipirataria Cinema e Música (APCM) pediu aos administradores do servidor que hospedava o site Legendas.TV, o mais popular entre os fornecedores, para que retirassem a página do ar. Eles alegaram que os legendadores não possuíam nenhum direito sobre as produções e que muitos apropriavam-se das legendas e  as comercializavam indevidamente. O pedido foi atendido, mas em menos de um mês as atividades já haviam sido restabelecidas. Durante o tempo de inatividade, inúmeros fóruns online foram inundados com protestos de gente que clamava pela “matéria-prima” oferecida pelo site.

“Quando um usuário faz a legenda não autorizada de uma obra audiovisual, ele fere o trabalho de toda uma cadeia produtiva: produtores, autores, atores, atrizes, câmeras, roteiristas, diretores, marketeiros, produção de fábrica, do próprio tradutor e etc.”, declarou em nota a APCM, na ocasião do pedido de fechamento do site.

Os legendadores parecem não se importar com a questão legal: “Sabemos que as leis brasileiras não são muito claras em relação ao nosso trabalho. Apesar de nos basearmos no produto de outra pessoa, estamos disseminando cultura e conhecimento. Além disso, alimentamos um mercado carente, que não consegue suprir a demanda dos fãs, que querem agilidade e qualidade”, diz o legendador deGroote, de apenas 16 anos, que preferiu manter-se no anonimato.

Equipes

Eles são jovens, pertencem à classe média, a maioria está na faculdade, são cinéfilos, fãs de séries televisivas e fazem tudo por prazer. Constituem equipes que convivem em uma paz relativa — grupos maiores já foram fragmentados por conta de brigas internas. São motivados por um altruísmo digno de análises profundas da psicologia. Psicopatas, inSubs, SubsFreaks, N.E.R.D.S, United, Geeks, Darkside, ArtSubs, Insanos são nomes de algumas equipes que realizam o trabalho voluntário. Elas são informais, mas a estrutura que faz todo o esquema funcionar é bastante organizada e hierárquica.

MatheusT, administrador da inSubs, explica que as regras são muito bem definidas, caso contrário o trabalho seria inviável. Segundo ele, a maioria das equipes segue o mesmo padrão: na base encontram os tradutores e sincronizadores, que levam até 10 horas passando para o português um episódio de 40 minutos. Logo depois vêm os revisores que assistem a tudo atentamente para não deixar passar nenhum erro. Geralmente os revisores são cargos de confiança dos administradores, os responsáveis e líderes da equipe. Ao todo, a inSubs possui cerca de 40 membros ativos, que legendam de 5 a 15 episódios de séries por semana.

“Nossa meta é sempre fazer o trabalho com a melhor qualidade possível. Grana, não ganhamos nunca. Fama, nem tanto, pois nosso trabalho ainda não é tão divulgado. Fazemos é por puro prazer de legendar e ver um trabalho bem feito, depois de tantos anos vendo legendas mal feitas na televisão e no cinema”, diz Flaviamar, outra administradora do inSubs.

Já o adolescente deGroote diz que está na atividade por pura amizade: “Entrei porque queria ajudar com a série que gostava, como quase todo mundo, mas a coisa foi evoluindo e hoje formamos uma equipe. Uma equipe que se gratifica quando recebe um comentário legal e tem o trabalho reconhecido. Você sente que está fazendo alguma coisa importante”. Palavra de quem desde os 14 anos é membro do DarkSide. Ele explica que cada série possui um membro responsável e que o único pré-requisito é “querer fazer”. O legendador precisa ter tempo hábil e conhecimento razoável dos idiomas, tanto estrangeiro quanto nacional (o que eles adquirirem, na maioria das vezes, por pura prática).

“Um responsável por alguma série tem que realmente agarrar com unhas e dentes e levar aquilo nas costas. É ele que manda. Ele delega as atividades aos revisores, sincronizadores. Geralmente quem é o responsável tem um cargo maior, tipo administrador, mas isso não é regra”, completa deGroote.

Os membros das equipes se tornam tão próximos, que a relação pode ir além da amizade. O adolescente deGroote descreve o caso de dois legendadores que marcaram casamento após se conhecerem no universo das traduções e sincronizações. O casal não gosta de conceder entrevistas, mas os parceiros confirmam o caso amoroso.

Aliás, anonimato é item fundamental. Quando a identidade vem à tona, pode acontecer como o caso de um rapaz, cujo pai, um militar que, ao comprar um filme no camelô, reconheceu o apelido do filho que figurava entre os revisores: “Por ordem do pai, o garoto foi proibido de legendar e nunca mais participou da equipe”, confirma deGroote, que fez questão de deixar claro a desaprovação de todos os legendadores sobre a comercialização do trabalho.

Lost

A série Lost tem o mérito de ter tornado essa indústria informal quase profissional. A prática já existia antes de sua estreia, mas os mistérios da ilha faziam com que os fãs da série ficassem malucos em busca das respostas e não aguentassem esperar até que o canal pago, detentor dos direitos de exibição, traduzisse e exibisse os episódios com meses de diferença em relação à exibição nos EUA.

Logo após os episódios serem exibidos nos EUA, os legendadores varavam as madrugadas para entregar um serviço de qualidade no menor tempo possível. Muitas vezes, a tradução completa do episódio ficava pronta em menos de 12 horas. Lost não é mais produzida, mas deixou um legado e uma cultura que vem transformando a indústria da TV paga no Brasil e a maneira de assistir às séries.

Futuro

Quando indagado sobre o futuro do trabalho dos legendadores, MatheusT, administrador da inSubs é taxativo: “A distribuição do conteúdo era bem diferente na época em que as leis foram concebidas. Enquanto a legislação e a indústria não se adaptarem à internet e a facilidade de acesso ao conteúdo que ela traz, haverá legendadores, e não há nenhum problema nisso”.

 O passo a passo dos legendadores

Líder Algum membro da equipe precisa demonstrar interesse pela série. Caso aprovada, essa pessoa passa a ser o responsável pela produção das legendas, por convocar tradutores e sincronizadores (os cargos básicos da hierarquia) e estabelecer uma espécie de escala de trabalho. Toda a comunicação é feita por e-mail.
“Virgens” Os episódios “virgens” (como são chamados logo depois a exibição no país de origem) são captados por membros da equipe em sites ou redes de compartilhamento estrangeiras, especializados em fornecer o material minutos após ter ido ao ar.
Tradução Em posse dos episódios “virgens”, os legendadores começam um processo de tradução que pode levar, dependendo da prática da pessoa, até 40 minutos a cada 10 de série. Em alguns casos, os tradutores acompanham a exibição da série em tempo real, disponibilizada por alguns sites estrangeiros, para adiantar no processo.
Manual O tradutores seguem manuais bastante detalhados sobre o processo de legendagem. Alguns desses guias estão disponíveis para download na internet e contém mais de 30 páginas que explicam o passo a passo. Número máximo de caracteres por linha da legenda e tempo de exposição do texto na tela são preocupações bastante comuns nesta etapa.
Sincronia Depois de traduzida (tarefa que pode ser realizada por vários membros da equipe) o episódio passa por um processo de sincronização, para que falas correspondam com o que está escrito na tela.
Revisão A próxima etapa fica a cargo dos revisores, que assistem a todo o episódio atentamente e corrigem possíveis erros de ortografia e sincronia. O revisor também uniformiza a legenda para evitar que palavras e expressões características dos personagens variem muito de episódio para episódio. O revisor é bastante valorizado dentro da equipe. Geralmente o cargo é ocupado por pessoas de confiança dos administradores
Legendas.TV

Depois de revisada, a legenda está pronta para ser publicada. O tempo máximo de legendagem tolerado pelas equipes é de 24 horas para as séries mais populares. Para as secundárias, o prazo é mais flexível: entre 2 e 7 dias. O principal meio de divulgação é um site chamado Legendas.TV, uma espécie de portal das legendas. O site está entre os 130 mais acessados do Brasil e chega a ter quatro mil usuários conectados ao mesmo tempo (Fonte: Alexa.com).

Dropbox vs. Sugarsync: qual o melhor serviço?

Aquele HD externo que você tem em casa cada vez mais se torna um objeto limitado. Para muitos consumidores, não importa que ele seja pequeno, ou leve, ou rápido – é preciso que ele seja invisível, sem peso e instantâneo. Toda essa exigência vem da computação em nuvem. Os serviços de compartilhamento, backup e sincronização nessa cloud estão cada vez melhores.

Na hora de colocar seus arquivos na tal da nuvem – que, por sua vez, pode oferecer acesso aos seus dispositivos móveis e PCs – dois serviços principais veem em mente. O Dropbox é um dos mais populares apps de armazenamento, ele oferece de maneira simples os cloud services. Já o SugarSync é para aqueles viciados em tecnologia que vivem online. Ele faz backups programados, integra com o Facebook e possui diversos recursos avançados.

Apesar de servirem para basicamente as mesmas coisas, o Dropbox e o SugarSync têm diferenças consideráveis. Veja abaixo um comparativo entre os dois, usando critérios como custo, capacidade, compartilhamento etc.

Capacidade x Custo

Os dois serviços oferecem alguns gigabytes gratuitos – desde que você cumpra requisitos como baixar os aplicativos, criar uma conta etc. O plano grátis do Dropbox é de 2GB, já o do SugarSync, 5GB. Se você quiser mais espaço, dá para tentar convidar seus amigos – a cada amigo que aderir ao serviço e instalar o programa, você ganha alguns gigas extras. A partir daí, só pagando, mesmo.

O SugarSync começa com um plano mais modesto: por 4,99 dólares mensais você consegue 30GB de armazenamento. Já por 9,99 dólares, esses gigas dobram. O mesmo gasto te dá um plano de 50 gigas no Dropbox. Se você quiser poder armazenar 100GB de documentos, consegue no SugarSync por 14,99 dólares mensais e no concorrente por 19,99. O maior plano do SugarSync termina em 250GB por 24,99 dólares mensais. Já no Dropbox é possível conseguir planos para “grupos” que custam 795 dólares por ano para até cinco membros e depois 125 dólares para cada membro adicional. Nesses planos, não há limite para armazenamento.

Sincronização

Ao instalar o Dropbox, ele cria uma pasta no seu computador. Tudo que estiver nessa pasta (inclusive subpastas), será sincronizado via web em todos os dispositivos que tiverem o app. No SugarSync as coisas são parecidas, mas ao instalar o programa no seu computador, você pode escolher quais pastas (já criadas) passam à nuvem. A partir e então, o que for colocado nessas pastas será sincronizado – é possível também sincronizar pastas novas.

Em termos de velocidade, os dois apps sincronizam de maneira bastante rápida e sem problemas. O SugarSync, porém, oferece a opção de fazer upload de documentos via email. Além disso, ele possui um suporte interessante para streaming de músicas – no Dropbox esse streaming é mais limitado. Há também suporte para envio de imagens diretamente para o Facebook, o que é uma característica legal, mas talvez não muito necessária. Por fim, o SugarSync também permite a edição simples de alguns arquivos diretamente na web (o que, na verdade, significa que os arquivos são baixados e lançados novamente à nuvem de maneira automática).

Compartilhamento

Uma das coisas que mais atrai o usuário de serviços na nuvem é a possibilidade de compartilhar seus arquivos com facilidade. Afinal, se eles estão no disco rígido do seu computador, enviá-los para alguém fica um pouco mais difícil. Serviços como o Dropbox e o SugarSync vêem para facilitar esse processo.

Em ambos compartilhar uma pasta ou arquivo é questão de alguns cliques, tudo muito fácil e a pessoa com quem você está compartilhando recebe um email para avisando. O processo no Dropbox é bastante seguro, já que os arquivos são encriptados antes de chegarem aos servidores, mas no SugarSync eles só passam por essa proteção depois. Em contrapartida, no SugarSync, além de você configurar uma pasta como pública, dá também para protegê-la com uma senha.

Acesso

Nesse ponto o SugarSync tem algumas vantagens. O serviço tem suporte para mais línguas, apesar de nenhum dos dois ter versões em português. Em termos de API e sistema operacional, o Dropbox, diferentemente do concorrente, suporta Linux. Entretanto, quando se fala de smartphones, só o SugarSync tem aplicativo para Symbian ou Windows Mobile.

Os dois serviços possuem páginas bonitas e bem desenhadas, fáceis de usar. Mas quando colocadas em comparação, justamente porque o SugarSync oferece diversos recursos, sua página é bem mais complexa. O Dropbox é fácil: é criar uma conta, baixar o software e utilizar. Ele até te avisa se você mudar a pasta de lugar (o que vai fazer com que seu computador baixe os arquivos da pasta na nuvem). O SugarSync oferece mais configurações, mas o Dropbox é mais intuitivo.

Uma vantagem do Dropbox é que ele é realmente um serviço bastante popular. Isso significa que muitos aplicativos o utilizam para fazer sincronização over the air – e você pode ter de acabar fazendo uma conta gratuita apenas para sincronizar um app no seu smartphone ao respectivo aplicativo no seu desktop, por exemplo. Mas isso, claro, tende a diminuir conforme os apps para smartphones se adaptem ao iCloud, Google Docs, ou mesmo ao SugarSync.

Para experimentar o Dropbox, clique aqui.

Para experimentar o SugarSync, clique aqui.

7 alertas de como nossa linguagem tem sido reformatada pela tecnologia

À medida que a tecnologia e os negócios progridem, eles reformatam nossa língua e nossa linguagem. Mas nem sempre de maneira legal, quer dizer, de uma forma que a gente goste, entenda e ache certo.

Seja por serem gramaticalmente incorretas ou por soarem de forma para lá de esquisita, algumas delas ainda por cima são repetidas em todos os cantos, o que deixa leitores, consumidores e outros seres com aquele estigma de “cara chato”.

Vamos às campeãs dessas palavras neologicas-tecnogramaticais-terrivelmente-chatas:

1. Empresas “ponto.com” – A sapataria agora tem página na web? Pronto, virou ponto.com. O padeiro usa o twitter para informar sobre a última fornada? Mesma coisa: padoca.com.

Não tem jeito. Nem todos vão entender que empresas .com são um tipo de negócio que tem cerne no ambiente da web. Portanto, é melhor se acostumar com esse termo.

2. Convergência – O que um dia teve algum significado, o de apontar um rumo que a tecnologia deve tomar nos próximos tempos, passou a ser palavra para tudo. O celular, resultado da convergência de várias tecnologias, converge mídias diferentes que, por sua vez, convergem em uma plataforma, que converge…

3. “alguma coisa” killer – O buscador novo é um Google killer, o Facebook é o Orkut killer, a mídia digital é killer das mídias tradicionais. De tanto ouvir esse termo, que descreve com sensacionalismo a morte de uma entidade antes considerada imbatível, ficamos com vontade de virar o killer killer.

4. Solução – Um programa é uma solução? Sim. Um sistema também? Sim. Errrr, um conjunto de protocolos para transmissão de dados também é uma solução? Opa, pode apostar. Mas, se tudo é solução, onde está o problema? A solução? Se acostume com essa palavra, pois ainda vai ouvir falar muito nela.

5. A nuvem – Atenção, pessoal! As regras mudaram. Agora, tudo que estiver fora do servidor local está “na nuvem”. Gmail, Hotmail, YouTube… Tudo nuvem, certo? Errado. Quem entende do assunto e sabe que a nuvem é um conjunto de soluções que convergem para oferecer aplicativos não aguenta mais ouvir em nuvem isso ou nuvem aquilo.

6. Monetizar – Assim que alguém tem uma ideia brilhante de um novo negócio, começa a falar de que maneira tal empreitada irá “monetizar”. Aliás, sempre que alguém perguntar sobre lucro, receita, faturamento, o respondente vai usar essa palavra. Vale dissecar o cérebro do eloquente homem de negócios que não compreende que monetizar significa “juntar dinheiro”; dar retorno.

7. Sinergia – Evidentemente, a sinergia nas operações entre as empresas foi de fundamental importância. Sem essa sinergia, jamais teríamos alcançado os resultados positivos. No campo de futebol a equipe mostrou uma sinergia muito grande.

Basta! Que tal colaboração, entrosamento e entendimento, para descrever o que muitos CEOs não querem que compreendamos – ou seja, que houve combinações por baixo do pano e influência trafegando de um lado para o outro em nome da tal da sinergia.

Fonte: PC World/EUA

15 tentações digitais nas quais você não deve cair

1. Jailbreak no iPhone

Cansado da tirania imposta pela Apple? Não admite ter gasto a bagatela de três salários mínimos por um gadget que não permite a operação por canhotos? Jailbreak é o nome da suposta solução. Com esse recurso, você poderá instalar programas não chancelados pela equipe de Jobs. A maneira mais fácil de fazer valer a carta de alforria digital chama-se Jailbreakme: basta visitar o site usando o navegador Safari de seu iPhone e pronto. Proprietários de iPads e iPhones Touch também podem usá-lo, contanto que estejam rodando o IOS 4.01.

Uma vez livre, você pode dizer adeus às operadoras que mantém contratos de exclusividade para distribuição do aparelho, como ocorre nos EUA.

Qual é o galho?
Jaibreak é um jogo de gato e rato, em que cabe à Apple perseguir quem realiza a operação no sistema. Ainda não aconteceu, mas se um dia o gato cismar que nenhum aparelho com jailbreak deva voltar a funcionar, o adorado GPS, browser e centro de multimídia com funções de celular pode virar o peso de papel mais caro da história.

2. Abrir a caixinha de Pandora

O serviço de streaming de músicas representa um marco na vida de muitas pessoas, inclusive desta que vos escreve. Diferente das tradicionais emissoras de rádio, o Pandora toca músicas que nunca ouvi e, mesmo assim, gosto.

O chato no Pandora é que você não pode escolher esta ou aquela música. O programa tem vontade própria e pode levar horas para você escutar a trilha que não sai de sua cabeça. Mas até isso tem solução: o Orbit Downloader, software que realiza a captura de sons que sejam tocados nos browsers Firefox ou no IE. Usar o Orbit não custa nada, basta você se esquivar da instalação de barras de tarefas bizarras e não permitir que ele altere o seu buscador padrão.

Onde mora perigo?
Os termos de uso do Pandora proíbem a cópia, o armazenamento e a modificação ou apropriação do conteúdo distribuído na rede. Se a moda pega, é provável que o Pandora feche as portas e eu vou até sua casa lhe fazer uma visita, junto de meu amigo Chuck Norris.

3. Ter 8 contas distintas no Facebook

O perfil na rede social de Zuckerberg tem várias funções, além de maldizer um ex-rolo ou de declarar o profundo desamor por seu chefe, entre essas possibilidades encontram-se o “curtir” algo sem maiores repercussões ou jogar Farmville e outros passatempos, sem temer que sua real identidade caia na mão de inescrupulosas empresas ou perturbar seus amigos verdadeiros. Bastam uma foto mais ou menos, um e-mail e uns detalhes nada comprometedores.

Outra opção oferecida é a criação de uma segunda conta, exclusiva para ser visitada por seus pais, parentes próximos e outros seres aos quais não se pode simplesmente dizer: não, eu não vou te adicionar.

Bacana, não é? Sim, é bacana, mas não é legal. De acordo com os termos de uso do Facebook, a criação de duas contas distintas para a mesma pessoa pode ser o motivo para a deleção total e absoluta de todas as contas paralelas além da oficial, é claro.

4. Brincar na Wikipedia

Soube da última? Brasília vai passar a se chamar Bozolândia e o verdadeiro nome de Maitê Proença é Ariovaldo Sakahashi. Pois é, eu também não fazia ideia, até ler isso na Wikipedia. Muitas pessoas têm enorme prazer em inventar fatos esdrúxulos e inseri-los na forma de informação no acervo colaborativo a espera de alguma menção ao “fato”. Passa algumas semanas até que alguém preocupado com o valor nutricional da informação disponível no Wikipedia apague a história de nomes e origens esquisitas, esse bastião da informação verossímil deixa um comentário sobre a brincadeira de outrem, e tem aquilo que alguns insistem em chamar de diversão.

Mas é divertido. É mesmo, que tal ter seu direito de edição na Wikipedia revogado? Pois é o risco que se corre ao tentar ensinar às crianças que leite com manga mata.

5. Pagar para acessar conteúdo?

Promoção espetacular. O jornal eletrônico oferece acesso irrestrito ao conteúdo por 5 reais ao mês, que tal? Mas, não. Você insiste em usar os dados de login do conhecido; afinal de contas, pagar pra quê? Melhor acessar o Bugmenot. Um site que mantém nomes de usuários e logins para acesso a sites como o The New York Times, o Washington Post, entre outros. O Bugmenot possibilita que você deixe comentários arrasadores sem precisar se identificar.

As “vantagens” são economizar quatro passagens de ônibus ao mês e fugir de emails com anunciantes que “entendem você”.

As desvantagens são mais um voto em favor da morte do jornalismo sério, objetivo e de qualidade.

6. Sequestrar uma conta de Twitter ou de rede social alheia

Sabe aquelas seis horas de espera no saguão de aeroporto? É muito tempo para matar, não é? Então que tal invadir a conta do Twitter daquela senhora ao seu lado? Hacker? Não, não precisa ser; basta instalar o Firesheep e realizar o login em uma rede pública. O Firesheep notifica quando alguém se conectar usando uma conexão não segura e, se você quiser, poderá capturar um cookie em pleno vôo. Arraste esse cookie para a janela do Firesheep e pronto, você acaba de assumir a identidade de uma senhora com 62 anos de idade e três netos. O que você vai fazer com essa informação fica a seu cargo. Para não correr o risco de alguém fazer o mesmo com você, é interessante instalar o Force TLS, plugin para criptografar as comunicações em redes WiFi públicas.

Mas não faça isso. Além de violar os termos de uso dos sites que mantém as contas, estará violando a intimidade de outra pessoa. Dependendo de como se aproveita dos dados, pode inclusive ser responsabilizado por fraude e ficar sujeito às punições previstas em lei.

7. Wii pra que te quero?

Os engenheiros da Nintendo são muito espertos. Desenvolveram um videogame em forma de DVD Player que, espantosamente, não reproduz o conteúdo de DVDs, a não ser que você deseje.

As instruções para desbloquear funções no Wii podem ser obtidas no site WikiBrew.org.

E que vantagem eu levo nessa?
Você poderá assistir a filmes em DVDs e usar aplicativos como o WiiRadio. Outra possibilidade oferecida pela quebra das proteções padrão do Wii é salvar sessões de jogos em um drive externo.

E não pega nada? Pega. Experimente levar um Nintendo Wii para consertar. A garantia foi para o espaço. Resta a você usar aquela chave de fendas de maneira muito cuidadosa.

8. Sabemos que @realwbonner é o nome de usuário do apresentador do jornal na televisão, afinal de contas, é uma conta verificada. Mas o que dizer de perfis no Twitter como @chucknorris? Pois é, essa conta é falsa. É um daqueles perfis criados para ludibriar internautas que caem de paraquedas no playground digital. Enquanto alguns deixam explícito o fato de serem frios, outras tentam se passar por originais, seja por diversão ou movidos pela pura maldade.

É divertido, pois, igual aconteceu com a conta (fria) @BPGlobalPR, que se fazia passar por Twitter da empresa de petróleo responsável pelo vazamento de milhões de toneladas de óleo cru no Golfo do México, você pode ter seus 15 minutos de fama e fazer uma multinacional passar por uma tremenda de uma saia justa.

E? E aí que, igual acontece com o Facebook, o Twitter vai suspender sua conta se verificar que não se trata de uma paródia e sim de uma tentativa de assumir identidade alheia, também conhecida por crime de estelionato. Sua situação pode passar de brincadeira digital para uma pena em forma de prestação de serviços públicos ou doação de cestas básicas. Pode escolher.

9. E-mail

Já dizia o ditado “se não quer que saibam de algo, não comente”. O e-mail é provavelmente o pior jeito de manter uma informação protegida. Cópias da mensagem “secreta” ficaram por todos os cantos. Em seu computador, no computador de quem recebeu o e-mail e em todos os servidores por quais a mensagem passou. O mesmo pode ser dito sobre as mensagens que você passou de seu celular.

Tem solução para esse dilema?
Tem. O nome do recurso que vai impedir que toda e qualquer comunicação seja armazenada chama-se VaporStream.Com base nesse serviço os usuários podem trocar mensagens que são impossíveis de copiar, de armazenar, de copiar ou de encaminhar. Para usar o VaporStream é essencial que os dois usuários tenham o programa instalado e que, para tal, desembolsem perto de oito dólares ao mês. O VaporStream sequer exibe os nomes dos usuários ao mesmo tempo, então uma captura de tela não tem muita utilidade.

Acontece que empresas de determinados setores, como o financeiro ou ligadas à saúde, são obrigadas a manter um registro de suas comunicações.

10. Espionar SMS alheios

Enquanto você está na sala, o silêncio no quarto dos filhos de 10 e 12 anos o deixa intrigado. Não estariam eles enviando mensagens inapropriadas com outras pessoas? Por 50 dólares, os softwares MobileSpy e eBlaster Mobile vão copiar você para cada mensagem enviada a partir dos celulares dos petis.

Mas não caia na tentação de instalar esses programas no smartphone de sua esposa para verificar que salão de beleza é esse que fica aberto até as onze da noite e liga quatro vezes ao dia para saber se o compromisso será mantido. Acompanhar as atividades digitais é, exceto em caso de expressa liberação por um juiz, proibido. No caso dos filhos, não há esse impedimento, contanto que o aparelho que usam seja seu.

11. Baixar conteúdo do YouTube

Eu tento, mas não compreendo por que minha filha ama o tal do Justin Bieber. Para fugir do drama de ter de esperar enquanto ela assiste pela 27ª vez o mesmo vídeo do artista mirim pulando na tela, instalei um software que permite armazenar a música no disco rígido, gravar em um dispositivo portátil e deixar que ela passe as próximas três horas no quarto com o dedo em cima do botão replay, enquanto verifico meus emails.

O nome do programa usado é KeepVid. Além de salvar o vídeo, ele realiza a conversão do conteúdo para os formatos 3GP, FLV e MP4. Aos onze anos de idade, minha filha pode gravar centenas de vídeos de Bieber e de gatinhos brincando na grama (outro tipo de vídeo favorito dela) liberando a banda de casa e permitindo que papai trabalhe em paz. Ah! E tudo isso, sem custo.

A vantagem: não sei. Existe alguma vantagem em ter vídeos do Justin Bieber no iPod?

Por que não fazer? Por quebrar os termos de uso do canal de vídeos, que proíbe expressamente o uso de qualquer meio ou dispositivo para possibilitar a reprodução do conteúdo de outras maneiras que não sejam o próprio site ou, no caso de conteúdo liberado para inserção, a partir de outros sites.

12. Livre-se dos DRM

Antigamente, todos os arquivos de áudio que chegavam ao Napster eram cercados de travas digitais que impediam sua reprodução em determinados dispositivos ou sua conversão para formatos abertos. E agora, o que fazer quando você quer transferir uma música para seu mp3player, mas não consegue converter os hits de John Denver e o disco do grupo de pagode KiSapeka?

Para dar conta dessa proteção, Steve Jobs em estreita parceria com Deus, criou o “analog hole”, uma maneira de gravar as músicas em um CD comum e, depois, compactar as trilhas no disco rígido no formato que achar melhor. Caso ache esse processo demorado demais, pode usar o software Tunebite ou o NoteBurner (ao custo de 40 dólares cada). Esses aplicativos eliminam o processo de gravação do CD, por emular um drive virtual a partir do qual a conversão fica bem mais fácil.

Fantástico, não? Afinal de contas você comprou o direito de ouvir essa música e deveria ser capaz de fazê-lo onde achar melhor.

Mesmo assim, é crime. Toda e qualquer tentativa de quebrar proteções digitais constituem infração da lei de direitos de Copyright. Apesar da probabilidade de ser julgado por esse crime ser próxima a zero, crime continua sendo crime.

13. Realizar root em aparelhos com o Android

Quer dizer que você gastou outros três salários mínimos para comprar o aparelho mais sofisticado da Motorola e agora espera que a empresa tão atenciosa na hora de vender o smartphone atualize o sistema operacional. Talvez seu caso seja de extremo ódio a alguns aplicativos que vêm instalados por padrão, como ocorre com o MotoBlur. Então chegou a hora de você virar dono da situação e ser o mestre definitivo do seu Android.

Para isso, é preciso que você consiga uma ROM que funcione em seu modelo de celular. Depois de baixado o pacote, siga corretamente as instruções dadas por simpáticos hackers do tipo Android, como The Unlockr ou Hack-A-Day.

Libertas que sera tamen, ou, liberdade ainda que tardia, é ou não, é? Mais ou menos. Assim como a Apple, a Google também não aprova oficialmente esse tipo de operações em seu sistema. O que era doce pode virar amargo, assim que a empresa achar que basta.

14. Jogos DOS – de graça!

Sua máquina do tempo quebrou e ainda não existe uma maneira comprovadamente eficaz de voltar uns 20 anos no tempo. Mas isso não significa que toda aquela diversão que sentia ao executar aplicativos escritos para DOS, como nos bons tempos de 1998, não volte nunca mais.

Existem sites encarregados de distribuir versões de jogos DOS chamando-nos de Abandonware (literlmente “coisas abandonadas”). Então, quem sabe, jogar uma ou 22 horas de Doom 2 volte a ser uma alternativa viável em seu Windows 7 para as tardes chuvosas.

Acontece que, apesar de bastante antigos, esses jogos ainda estão protegidos por direitos autorais e comerciais. Pense duas vezes antes de violar essas leis.

15. Quer dizer que entre seus passatempos prediletos está a atividade de baixar filmes e seriados de TV da Internet. Agora imagine se houvesse um software que o avisasse cada vez que um novo episódio de Friends, Lost ou BBB estiver disponível em um dos intermináveis repositórios de Torrent.

Pois é exatamente o que o Kamorra’s ShowRSS faz. Alimentado por feeds RSS, esse software possibilita o download de Torrents com um único click. Chega de vasculhar a web atrás de filmes e episódios perdidos.

Mas não é bom fazer isso. Como você bem sabe, esse material é protegido por leis de copyright e sua partilha é inimiga número um do faturamento da indústria de entretenimento. Vai comprar essa briga?

Aprenda a tirar seus pneuzinhos usando o Photoshop

Antes de qualquer coisa, uma recomendação: Use com moderação.

Hoje em dia é quase impossível acreditar que as fotos das mulheres que fazem ensaios sensuais para revistas não passem por uma sessão de Photoshop antes. O aplicativo é usado para consertar praticamente tudo, seja tirando algumas pequenas imperfeições do corpo (que, diga-se de passagem, são naturais), seja para aumentar algumas partes do corpo menos enxutas. Só que esse tratamento todo especial não é exclusividade das celebridades. Você também pode fazer isso nas suas fotos e ficar com um corpinho de dar inveja a qualquer um.

Chegou a hora de tirar aqueles pneuzinhos que estão sobrando, as estrias que insistem em sobressair e também, por que não, dar mais curvas ao seu corpo! E tudo isso sem ter que entrar na faca. Mas não é por causa disso que você não precisará ter cuidado e bom senso nas ‘operações’ digitais.

Para começar, o ideal é escolher uma foto que tenha um fundo sólido, com apenas uma cor, ou talvez desfocado, para que as alterações realizadas não fiquem com o ar muito falso. Escolhida a foto, vamos ao passo a passo:

Passo 1. Abra a imagem no Photoshop e duplique a camada (layer) para manter a original como cópia de segurança.

Passo 2. Acesse o filtro Liquify (Ctrl+Shift+X), que é o grande responsável por “consertar” as imperfeições. Selecione a ferramenta Forward Wrap Tool (W) e escolha o tamanho do pincel (Brush Size) que se adapte melhor à imagem.

Passo 3. Nos locais onde você quiser tirar os pneuzinhos, comece a passar a ferramenta moderadamente, até chegar à forma ideal. Para melhorar os detalhes, dê um zoom na imagem e diminua o tamanho do pincel.

Passo 4. Depois de ter feito as alterações no filtro Liquify, é hora de tirar um pouco das sombras que estão no corpo, deixando a pele mais lisa e sem ‘pneuzinhos’. Selecione a ferramenta Dodge Tool (O), escolha o tamanho do pincel e o mude o “Range” para “Midtones”. Passe o pincel nos locais mais escuros, para tirar um pouco da sombra.

Passo 5. Feito isso, vamos arrancar as estrias da pele! Para isso, use a ferramenta Clone Stamp Tool (S), que nada mais é que uma ferramenta para copiar uma parte (perfeita) da imagem para a outra (imperfeita), sobrepondo-a. Próximo ao local da estria, dê um clique o botão esquerdo do mouse enquanto você aperta a tecla Alt, selecionando uma área sem defeitos, que vai substituir a estria. Depois, sem a tecla Alt pressionada, clique sobre a estria e siga desenhando sobre ela, até que a marca suma completamente.

Passo 6. Para finalizar, as alterações feitas com o filtro Liquify deformam um pouco a imagem, então utilize a ferramenta Blur nos locais onde você fez alterações. Assim você devolverá um pouco da naturalidade da foto.

Facebook começa a esconder o botão “Cutucar”

Você já cutucou alguém no Facebook? Ou já recebeu uma cutucada indesejada? Pois bem, o famoso botão – do qual muita gente ainda tenta entender o real sentido até hoje – parece estar em baixa na rede social. Como notado pelo site All Facebook, a opção “cutucar”, ou “poke” em inglês, está cada vez mais escondida na página.

Antes, ela ficava em destaque no menu do lado direito, mas agora está apenas dentro de uma divisão de “extras”, localizada ao lado dos indicadores de mensagens privadas que o usuário recebeu pela caixa de entrada de mensagens.

O “cutucar” passou a causar certa polêmica por causa de seu sentido duvidoso, embora a grande parte dos especialistas no Facebook acreditem que ele tenha uma conotação clara de paquera. Até por isso muitas mulheres recebiam cutucadas de alguns desconhecidos quando a funcionalidade passou a ser mais popular, segundo o próprio All Facebook.

Curiosamente, com esta modificação feita no layout do site, o botão de cutucar ficou no mesmo local em que estão as opções “amigos sugeridos” e “denunciar spam ou bloquear”, dando uma clara indicação de que há uma preocupação da página em realocar alguns conteúdos para alertar com relação às configurações de segurança e compartilhamento de informações.

Fonte: All Facebook

15 perguntas sobre o Windows 8

A Microsoft se prepara para fazer mudanças radicais no Windows, seu bem sucedido sistema operacional criado para os PCs. A empresa não tem muita escolha já que, 30 anos depois do pioneiro IBM PC, o próprio conceito de computador pessoal está em rápida mutação. Muitas das tracionais aplicações dos PCs estão migrando para os tablets ou para a nuvem. Se o Windows não acompanhar essa transformação, vai perder importância rapidamente no mercado e deixar de ser o produto lucrativo que é para a Microsoft.

Por isso, é grande a expectativa em torno do Windows 8, a próxima geração do sistema que está em desenvolvimento. Até agora, nenhuma cópia do software foi distribuída publicamente e as informações divulgadas escondem muitos detalhes. Mesmo assim, já é possível ter uma boa ideia de como será o Windows 8. Confira 15 perguntas e respostas a seguir.

1. Quando o Windows 8 estará pronto?

Em maio, durante um evento em Tóquio, o CEO da Microsoft Steve Ballmer chegou a dizer que o lançamento do Windows 8 seria em 2012. Mas a empresa rapidamente soltou um comunicado afirmando que aquilo havia sido um engano e que a data ainda não estava definida. Mesmo assim, 2012 é uma boa aposta. A Microsoft tem desenvolvido o Windows em ciclos de cerca de três anos. O Vista foi liberado em janeiro de 2007; e, o Windows 7, em outubro de 2009. Se o ritmo se mantiver, o Windows 8 estará nas lojas no segundo semestre do próximo ano.

2. Em que computadores o Windows 8 vai rodar?

Vai rodar em PCs portáteis e de mesa, servidores, tablets e, provavelmente, também em TVs inteligentes e outros equipamentos de entretenimento doméstico. Um dos grandes desafios no desenvolvimento do Windows 8 é que ele precisa funcionar igualmente bem em PCs com teclado e mouse e em tablets com tela sensível ao toque. Para isso, é provável que ele assuma um aspecto diferente em cada tipo de dispositivo.

3. Haverá smartphones com o Windows 8?

Um smartphone com Windows 8 parece ser tecnicamente possível (existe pelo menos um com Windows 7, o Loox F-07C, da Fujitsu). Mas, como a Microsoft oferece também o Windows Phone, uma opção mais adequada aos smartphones, não há a expectativa de que o Windows 8 seja usado nesses dispositivos.

4. Qual é a principal novidade do Windows 8?

A interface gráfica, a parte do sistema que interage com o usuário, foi completamente refeita. Essa é a principal novidade do Windows 8. O objetivo da Microsoft é criar uma interface que possa ser usada com facilidade em telas sensíveis ao toque, sem mouse e sem teclado. Para isso, a empresa se inspirou no Windows Phone, seu sistema para smartphones. O usuário também tem a opção de usar a área de trabalho tradicional do Windows, voltada para computadores com teclado e mouse.

5. O que a nova interface gráfica tem de diferente?

A interface gráfica do Windows 8 mostra uma tela inicial dividida em áreas retangulares onde ficam ícones funcionais dos aplicativos. Cada retângulo pode exibir informações e também serve para abrir o respectivo programa. Assim, informações como notícias, previsão do tempo e cotações podem ser consultadas diretamente nessa tela inicial. Nas janelas dos aplicativos, os botões para minimizar, maximizar e fechar o quadro sumiram, mas ficaram os respectivos símbolos, que continuam funcionando da mesma maneira. A nova interface inclui um teclado virtual parecido com o que é encontrado no iPad e nos tablets com Android. Como acontece no iOS 5, a nova versão do sistema operacional móvel da Apple, o teclado do Windows 8 inclui um modo dividido, específico para digitação com os polegares. A tela poderá ser dividida de modo que dois aplicativos fiquem visíveis.

6. Os aplicativos do Windows 8 são diferentes dos atuais?

Aparentemente, o Windows 8 vai aceitar tanto os aplicativos atuais como outros, que terão um novo formato, elaborado para uso em tablets e outros computadores com tela sensível ao toque. Esses novos aplicativos ocupam a tela inteira, como acontece no iPad, da Apple. O sistema foi otimizado para telas no formato 16:9, o mesmo dos televisores atuais. Nelas, também é possível exibir dois programas lado a lado. A tela fica, então, dividida por uma linha vertical que separa os aplicativos. A pessoa pode arrastá-la para os lados, definindo quanto da tela cada aplicativo ocupa. E os programas tradicionais também poderão ser vistos lado a lado junto com os que adotam o formato novo.

7. Há aplicativos novos incluídos no Windows 8?

Até agora, apareceram poucos aplicativos novos que farão parte do sistema. O principal é o Modern Reader, um visualizador de livros e documentos no formato PDF, da Adobe. Ele poderá dispensar a instalação do Adobe Reader, aplicativo que, hoje, é quase onipresente nos PCs. Há também um novo gerenciador de tarefas, o Modern Task Manager. Esses nomes são usados nas versões prévias do sistema que têm circulado na internet. Poderão mudar até o lançamento. Haverá, também, aperfeiçoamentos nos aplicativos atuais. O Internet Explorer, por exemplo, deve vir na versão 10.

8. Que outras novidades o Windows 8 traz?

Há algumas mudanças com o objetivo de permitir que o computador ou tablet possa ser usado rapidamente ao ser ligado. O sistema pode ser posto num estado de hibernação leve de modo que entre em ação imediatamente, como acontece com os celulares e tablets. Há também uma função chamada Portable Workspace, que cria uma instalação do Windows 8 num pen drive ou numa unidade de disco externa.

9. Todos os aplicativos atuais dos PCs vão rodar no Windows 8?

Muitos dos aplicativos atuais dos PCs devem funcionar no Windows 8 sem falhas significativas. Mas qualquer mudança de sistema operacional tende a trazer problemas de compatibilidade. É provável que certos aplicativos precisem de atualização para trabalhar bem no novo sistema. Outros, mais antigos, podem não funcionar.

10. Haverá uma loja de aplicativos para o Windows 8?

Sim. A Microsoft terá uma loja de aplicativos para o Windows 8, como acontece com o Mac OS X, da Apple. Algumas telas de uma suposta loja em desenvolvimento circularam na internet em abril, mas não havia certeza de que eram verdadeiras. A confirmação veio neste mês, na forma de um post no blog oficial do Windows 8, listando as equipes que desenvolvem o sistema operacional. Entre esses grupos de trabalho, está um dedicado à loja online. Vale observar que essa não será a primeira investida da Microsoft nessa área. O Windows Vista já tinha uma loja online, o Windows Marketplace, que nunca chegou a fazer sucesso.

11. O Windows 8 terá suporte a GPS?

Sim. A Microsoft não poderia nem pensar em oferecer um sistema operacional para tablet que não suportasse GPS. Cópias do Windows 8 que circulam na internet também trazem esse e outros recursos voltados aos dispositivos móveis, com funções para envio de mensagens SMS.

12. O usuário terá acesso direto aos arquivos nos tablets com Windows 8?

Ao que parece, sim. Essa pode ser uma vantagem do Windows 8 sobre o iOS, da Apple. O sistema da Apple não permite, ao usuário, gerenciar diretamente seus arquivos de fotos, documentos, músicas e filmes armazenados no iPhone ou no iPad. Não há uma maneira prática de apagar, mover ou trocar o nome de um arquivo, por exemplo. Em geral, operações com arquivos precisam ser feitas por meio do iTunes ou do respectivo aplicativo. Já o Windows 8 deve manter o sistema de arquivos usado nos PCs, em que o usuário tem liberdade para alterar seus arquivos à vontade.

13. O Windows 8 vai exigir um computador mais poderoso que os atuais?

Ao que tudo indica, não. A Microsoft diz que os requisitos de hardware do Windows 8 serão similares aos do Windows 7. A empresa já cometeu o erro de sobrestimar a capacidade dos computadores no mercado em 2007, quando lançou o pesado Windows Vista. É pouco provável que faça isso novamente com o Windows 8.

14. O Windows 8 será um sistema de 32 ou 64 bits?

Ainda não vai ser nessa vez que a Microsoft vai matar a velha arquitetura de 32 bits – como fez a Apple quando lançou o Mac OS X. Como já acontece com o Windows 7, versões de 32 e 64 bits do Windows 8 vão coexistir. Quase todos os novos notebooks e PCs de mesa devem adotar a versão de 64 bits, que é mais rápida, mais segura e mais confiável. A opção de 32 bits fica para dispositivos mais simples, como tablets, netbooks e televisores inteligentes.

15. Já existe alguma versão do Windows 8 disponível?

A Microsoft possui versões internas do Windows 8, que ainda está em desenvolvimento. De tempos em tempos, alguma cópia vaza na internet. Até agora, já apareceram versões para PCs de 32 e 64 bits, e também uma para servidores. A empresa está realizando (de 13 a 16 de setembro), em Anaheim, na Califórnia, sua conferência Build, para desenvolvedores. Espera-se que, lá, seja apresentada oficialmente uma versão preliminar do produto. O vídeo abaixo é uma apresentação (em inglês) da interface gráfica do Windows 8.

O Google comprou uma Moto-encrenca

Esqueça o discurso do Google sobre como a aquisição da Motorola vai ajudar a dar uma supercarga no Android. A compra será um baita problema para a companhia.

De acordo com o posicionamento oficial, o principal motivo para a decisão foi o vasto portfólio de patentes ligadas à telefonia móvel da Motorola Mobility. Cada vez mais acuado por Apple e Microsoft, que acusam fabricantes do Android de ferir propriedade intelectual, o Google precisava se defender de alguma maneira. Os processos judiciais multiplicam-se e podem ser exigidas licenças de quem produz os celulares com o sistema operacional.

Para Florian Muller, especialista em patentes e autor do blog FOSS Patents, o argumento não faz o menor sentido. Ele afirma que a Motorola já está em confronto litigioso contra a Apple e a Microsoft. Os processos ainda estão em andamento, mas, até o momento, a Motorola não foi capaz de superar as rivais no número de patentes que diz terem sido copiadas. Isso significa que, nos dois casos, há grande probabilidade de um futuro acordo judicial ser desfavorável para a Motorola.

O que, então, o Google deseja? É bem provável que tenha decidido adquirir um fabricante de hardware para fornecer aparelhos com maior integração com o software. Seria uma maneira de copiar o modelo adotado pela Apple e, ao mesmo tempo, manter aberta a possibilidade para que outros fabricantes também produzam smartphones com Android. Só que a Samsung, a HTC e a LG não vão gostar nem um pouco disso.

De parceiro, o Google tornou-se um concorrente delas. Embora diga que a operação da Motorola será independente, é lógico que haverá comunicação intensa entre os executivos. É natural. Ninguém compra uma empresa e depois a coloca dentro de uma bolha. Existirá um cuidado todo especial com telefones produzidos ali, para que a experiência seja a melhor possível. Afinal, agora o nome do Google estará associado aos produtos, e não vai adiantar nada dizer que são empresas diferentes. Samsung, HTC e LG ficaram em segundo plano.

De uma hora para a outra, o Google jogou as três no colo da Microsoft. O Windows Phone 7.5 já estava no mapa delas, mas sem dúvida será analisado com mais carinho. A Nokia terá mais concorrência do que espera, o que é bom para Bill Gates. Como haverá mais variedade de aparelhos e mais marketing no sistema da Microsoft, isso poderá impulsionar o crescimento de uma terceira força no mundo dos smartphones. Ninguém quer virar refém de um concorrente.

Os problemas não terminam aí. A Motorola quase faliu poucos anos atrás. Só conseguiu um pouco de tempo para respirar por causa do Android. Mesmo assim, as coisas não estão boas. Dentre os principais fabricantes de celulares com o sistema do Google, foi a única empresa cuja participação no mercado diminuiu no segundo trimestre do ano, segundo o Gartner. Sem contar que o Google não tem a menor experiência em produção em larga escala e em lidar com consumidores.

Quem mais ganha com essa história toda é a própria Motorola. Não é de se espantar que eles tenham tentado dar uma pressionada para que a venda acontecesse. A companhia chegou a dizer que estava pronta para aderir ao Windows Phone e também ameaçou processar os outros fabricantes de Android, por violação de patente. Coisa fina.

Fonte: Info Online
Foto: viskas/Flickr

Firefox 7 será 50% mais rápido, diz Mozilla

Seguindo as promessas relativas ao esquema sequencial de lançamento das atualizações do Firefox, a Mozilla anunciou que a 7ª versão usará até 50% menos memória que as anteriores.

De acordo com um dos desenvolvedores da Mozilla, Nicholas Nethercote, o Firefox 7 será até 50% mais rápido que as versões anteriores, não desenvolverá problemas de desempenho por longos períodos de uso e também irá corrigir bugs relativos ao uso da memória.

Os problemas de capacidade de memória do Firefox é uma das principais preocupações da Mozilla, que viu seu browser enfrentar falhas de desempenho e perder usuários para o Google Chrome.

Com estas correções a Mozilla pretende se recuperar e reassumir o posto de segundo browser mais utilizado no mercado, o que vinha acontecendo desde seu lançamento em 2004. Atualmente o Firefox está em sua quinta versão.

Membros do Anonymous planejam destruir Facebook

Parte do grupo hacker Anonymous planeja um ataque a fim de minar o Facebook da web. O ataque seria mais um passo para a consolidação de uma nova rede social, a Anon+, criada pelo grupo.

Em um vídeo publicado no YouTube, o grupo declara: “Queremos chamar sua atenção. Os meios de comunicação os quais todos vocês adoram serão destruídos. Se você é um hacktivista ou alguém disposto a proteger sua liberdade de informação, junte se à causa e ajude a matar o Facebook em nome de sua própria privacidade”. O vídeo foi publicado no YouTube no dia 16 de julho e nomeia a ofensiva, agendada para o dia 5 de novembro, como operação Facebook.

Por meio de mensagens publicadas no Twitter, o Anonymous esclareceu que o ataque está sendo planejado por uma parcela de seus membros.

“A Operação Facebook está sendo organizada por alguns Anons. Isso não significa que o Anonymous todo concorde com o plano. Nós preferimos enfrentar poderes reais e não aqueles meios que nós usamos como ferramentas”, diz o grupo, citando um artigo que convoca os hackers para combater governos que praticam a censura na web.

A rede social do Anonymous foi criada no mês passado, após o grupo ter sido banido da Google+.

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